Anthony Ingham

A sustentabilidade no Citi

A diversidade é uma questão estratégica para o Citi e tem especial ênfase no Brasil, um país formado por pessoas com características distintas, diferentes etnias, culturas e formações.
*Anthony Ingham
Em 2006, o Citi Brasil – com o apoio do UniEthos – fez uma autoavaliação e definiu diretrizes e metas para fomentar questões de sustentabilidade na organização. As iniciativas têm como pilares estratégicos a educação financeira, diversidade, finanças sustentáveis e investimento socioambiental. O alinhamento se destina a gerar benefícios econômicos, ambientais e sociais, permeando uma conduta ética nos negócios, transparência no relacionamento com clientes e funcionários, desenvolvimento de produtos e serviços sustentáveis, concessão de crédito socialmente responsável e investimentos socioambientais.A importância do conceito de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa levou as empresas a considerar como parte integrante da estratégia de negócios a inclusão de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade.
A economia está diante de uma mudança profunda, que introduz um novo paradigma ao considerar o equilíbrio econômico, social e ambiental para a sustentabilidade dos indivíduos e do planeta. No âmbito empresarial, o desafio propõe novas oportunidades de negócio. Ao incorporar práticas sustentáveis na estratégia de negócios e empreender esforços para minimizar os impactos socioambientais relacionados a seus produtos, serviços e operações, o Citi apoia um modelo duradouro de fazer negócios e de estabelecer relacionamentos.
Os recursos alocados em projetos e investimentos são criteriosamente avaliados para medir os riscos social, ambiental e econômico.Alinhado à crença de que a força empresarial deve estar ao lado das aspirações coletivas, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades, o Citi investiu em uma parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) voltada à formação de lideranças universitárias, desenvolvimento social, geração de emprego e renda em comunidades. A iniciativa integra o Citi Community Intern Program (CIP), programa internacional do Citi que apoia entidades sem fins lucrativos em 10 países e que tem foco na promoção do desenvolvimento socioeconômico de comunidades via participação direta de universitários. O programa, além de promover o apoio a ONGs e comunidades por meio do desenvolvimento de projetos, pretende contribuir para a formação de potenciais lideranças para o terceiro setor e de futuros líderes empresariais; profissionais conscientes da importância da sustentabilidade e responsabilidade socioambiental como parte integrante da estratégia de negócios das organizações.
Educação financeira
A educação financeira é parte integrante da estratégia de negócio e de investimento social privado do Citi. Uma das principais frentes de atuação é o Programa Global de Educação Financeira – criado em 2003 por meio de parceria entre a Citi Foundation, Microfinance Opportunities e Freedom from Hunger. O programa do Citi parte da premissa de que famílias de todos os níveis de renda possuem aspirações como casa própria, educação para os filhos e melhor qualidade de vida. Para os menos favorecidos, a pobreza implica em não ter renda suficiente para atingir esses objetivos. Poupar, mesmo em pequenas quantias, e gastar com cautela, estão distantes da realidade.Com esse raciocínio, o Programa Global de Educação Financeira do Citi oferece ferramentas que tornam acessíveis informações para desenvolver habilidades em finanças pessoais e gestão financeira de pequenos negócios. Desde 2004, o Citi tem como compromisso investir globalmente US$ 200 milhões em iniciativas conduzidas por organizações não-governamentais alinhadas à visão de que orientar as pessoas para gerir conscientemente as finanças pessoais é atuar dentro dos preceitos da sustentabilidade. No Brasil, o banco possui parcerias com a Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial (ANDE) e com o Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos do Maranhão (CEAPE-MA), organizações que multiplicam a divulgação dos conteúdos pedagógicos.
Outras frentes de multiplicação desta metodologia incluem a formação de educadores de ONGs e também por meio da Semana Citi da Educação Financeira, iniciativa que mobiliza funcionários voluntários em diversas cidades. O processo de disseminação de conteúdo do Programa Global de Educação Financeira não ocorre apenas de forma presencial. Com uma metodologia simples e eficaz, o Citi lançou um e-learning disponível no site www.citi.com.br que reúne o conteúdo em formatos especiais para diferentes faixas etárias: crianças, jovens e adultos. O curso on-line para jovens e adultos apresenta cinco módulos temáticos – poupança, gerenciamento de dívidas, orçamento, negociações financeiras e serviços bancários.

Diversidade

A diversidade é uma questão estratégica para o Citi e tem especial ênfase no Brasil, um país formado por pessoas com características distintas, diferentes etnias, culturas e formações. O Citi acredita que essa riqueza deve ser refletida dentro do negócio e, para isso, possui políticas de inclusão que dão oportunidade e favorecem a descoberta de novos talentos. O Programa de Diversidade do Citi tem como foco a inclusão social, por meio da contratação de jovens aprendizes de baixa renda do IPP – Instituto Profissionalizante Paulista; a inclusão étnica – em especial, afrodescendentes, contratados da Faculdade Zumbi dos Palmares –; e a inclusão de pessoas com deficiência.

Um dos principais destaques da política de diversidade é o Projeto Somar. Realizado em parceria com o Colégio Paulicéia e a Associação para a Valorização e Promoção dos Excepcionais (Avape), visa a contratação de deficientes intelectuais para trabalhar no atendimento a clientes em agências Citibank.

Finanças sustentáveis

Para contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, é preciso incorporar a análise dos aspectos sociais, ambientais e econômicos às práticas de gestão da organização. A tarefa é complexa e exige uma profunda mudança na cultura do negócio, que permita integrar o conceito de sustentabilidade ao planejamento estratégico da organização.

No Citi, a criação de uma política de risco social e ambiental, cada vez mais abrangente, faz parte do processo de construção de um modelo sustentável de fazer negócios no setor financeiro. O desenvolvimento desta política, que é aplicada às linhas de negócio, teve início com a criação dos Princípios do Equador. Mais do que signatário do acordo, o Citi foi um dos quatro bancos internacionais a liderar sua criação, em 2003. No mesmo ano, como forma de estender o compromisso para outros tipos de operação de crédito do grupo, além dos projetos de infraestrutura, o Citi implementou sua política de Gerenciamento de Risco Social e Ambiental.

A criação de novos produtos e serviços, orientados pelo conceito de responsabilidade socioambiental, ajuda a promover o desenvolvimento sustentável e a reduzir as desigualdades sociais existentes no País. Por isso, a organização busca atrelar esses conceitos à sua estratégia de negócios ao idealizar novos produtos e serviços.

O lançamento do CDB Verde pelo Citi no mercado brasileiro, em julho de 2008, ocorreu no contexto da cultura de sustentabilidade adotada pela organização. A estrutura do novo produto viabiliza investimentos no Projeto Conectividade, que está reconectando uma área de 26 mil hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica no município de Casimiro de Abreu (RJ), habitat do mico-leão-dourado, primata brasileiro ameaçado de extinção.

Um outro produto de destaque é o cartão Credicard Instituto Ayrton Senna – o primeiro cartão de crédito de afinidade do terceiro setor. Diferenciado, o cartão oferece aos portadores a oportunidade de exercitar a cidadania, pois estabelece um meio efetivo para que o cliente possa contribuir com os projetos do Instituto Ayrton Senna.

Um outro componente da atuação sustentável do Citi, são os investimentos em energias renováveis. No mundo, o investimento em energia eólica apresentou crescimento contínuo na última década, registrando taxa de crescimento anual entre 20% e 30%. Quando analisamos o potencial do Brasil para implantação de energias renováveis constatamos que, de acordo com dados do Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, a capacidade do País é de geração de aproximadamente 143 GW (gigawatts). Desde 2007, o Citi é um dos investidores da SIIF Énergies do Brasil – em parceria com as companhias Liberty Mutual Insurance Company e Black River Asset Management, em quatro parques instalados nos municípios cearenses de Paracuru, Beberibe, Amontada e Camocim. As quatro usinas terão capacidade de geração de 207 MW de potência – o que corresponde a 17% da demanda máxima do Estado do Ceará.

Investimento socioambiental

O foco do investimento socioambiental do Citi está nas áreas de educação financeira, educação, meio ambiente e empreendedorismo.

Na área ambiental, o Citi investe em empreendimentos sustentáveis por meio de alianças com organizações não-governamentais ambientalistas.Os parceiros são entidades responsáveis por gerir projetos de preservação e recuperação ambiental na Mata Atlântica, promovendo atividades atreladas ao desenvolvimento socioeconômico de comunidades. Essa diretriz de atuação tem um alicerce sólido. O Citi Brasil passou a ser signatário do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, movimento da sociedade civil que tem como missão integrar esforços e recursos para a geração de resultados em conservação da biodiversidade, geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração, manutenção, valoração e pagamento de serviços ambientais e adequação legal das atividades agropecuárias em 17 Estados brasileiros. A meta do Pacto é viabilizar a restauração de 15 milhões de hectares da região até o ano 2050.

A inclusão socioeconômica e o uso sustentável dos recursos naturais permeiam um outro projeto apoiado pelo Citi – o Piaçava Sustentável, desenvolvido na comunidade de Ponto Central, município de Santa Cruz Cabrália, na Bahia. Em parceria com o Instituto BioAtlântica (IBio) e a ONG Conservação Internacional (CI-Brasil), a organização  investe no projeto com aporte financeiro e adquiriu 43 mil bombonieres produzidas pelas integrantes da Associação de Artesãs Ponto Central. As peças, confeccionadas entre outubro de 2008 e outubro de 2009, foram destinadas a ações de marketing de relacionamento com clientes da Credicard, administradora de cartão de crédito do Citi. Com os recursos investidos e com fundos provenientes da venda, a comunidade fortaleceu o processo de produção, implantou a sede e está investindo na aquisição de  equipamentos e mobiliário, treinamento e suporte à comunidade – da cadeia produtiva à colheita sustentável do recurso – e comercialização do artesanato.

O Citi está comprometido em nortear todos os níveis corporativos com conceitos de sustentabilidade. A organização quer partilhar experiências e disseminar modelos de negócio inovadores, capazes de contribuir para que a sociedade como um todo possa caminhar rumo à sustentabilidade.

Anthony Ingham, superintendente de

Assuntos Corporativos e Comunicação do Citi Brasil

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