A BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO E JOHNSON & JOHNSON UNEM FORÇAS NO COMBATE À INFECÇÃO HOSPITALAR

por | maio 26, 2017

A Beneficência Portuguesa de São Paulo e Johnson & Johnson unem forças no combate à infecção hospitalar

Monitoramento constante, boas práticas e investimento em tecnologia de ponta contribuem no combate à infecção hospitalar.

São Paulo, 25 de maio de 2017 – Quando o assunto é a segurança do paciente nos serviços de saúde, a infecção hospitalar (IH) figura como uma das principais vilãs. De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, três a cada vinte pacientes hospitalizados nos países em desenvolvimento podem adquirir pelo menos uma IH . Anualmente no Brasil, ainda segundo à entidade, aproximadamente 14%  dos pacientes internados contraem algum tipo de infecção hospitalar. Tratado muitas vezes como um tabu entre os hospitais, o problema se torna ainda mais sensível considerando a escassez de dados e informações oficiais atualizadas.

O fato é que além de colocar a segurança dos pacientes em risco, uma vez que pode ser adquirida durante a internação ou após algum procedimento realizado no hospital – podendo se manifestar inclusive após a alta -, a infecção hospitalar é responsável também por perdas financeiras do sistema de saúde. Um estudo recentemente publicado no Brasil, que avaliou pacientes submetidos à artroplastia de joelho, mostrou que o custo adicional médio de uma infecção hospitalar foi de US$ 2,701.29 por paciente internado.

“Além dos custos indiretos envolvidos, como a impossibilidade de retorno das atividades laborais, temos também os custos intangíveis, relacionados ao sofrimento físico e psíquico pelos quais o paciente passa em decorrência da infecção hospitalar. Estes custos, geralmente, não são aferidos nos cálculos do valor total gasto com as complicações causadas pela infecção hospitalar”, explica Daiane Oliveira, médica e gerente da área de Economia da Saúde e Acesso ao Mercado da Johnson & Johnson Medical Devices.

Vale lembrar que cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo, de acordo com a OMS . Destes, 0,5% morre em decorrência de eventos adversos – dentre os quais a infecção hospitalar é o mais frequente . Em países em desenvolvimento, um terço dos pacientes cirúrgicos desenvolvem infecção do sítio cirúrgico5, dobrando o risco de óbito e de ficar internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em comparação com pacientes que não desenvolvem este tipo de infecção.

A ocorrência de uma infecção dependerá principalmente da relação de desequilíbrio entre três fatores: condição clínica do paciente, virulência e inóculo dos micro-organismos e fatores relacionados à hospitalização – procedimentos invasivos, condições do ambiente e atuação do profissional de saúde . Um trabalho recente da OMS, denominado Clean Care is Safer Care, revela que a infecção do sítio cirúrgico (ISC) é o tipo mais frequente de IH em países de baixa e média renda , e corresponde a 37% de todas as IH6 de pacientes cirúrgicos.

Por isso, cada vez mais, o setor tem se preparado para combater o problema, cercando os pacientes de cuidados e boas práticas, que se completam com a adoção de equipamentos de alta tecnologia para garantir a eficácia da esterilização dos ambientes e materiais hospitalares.

Prevenção de infecção no ambiente hospitalar

De acordo com a Portaria nº 2.616 de 12 de maio 1998, estabelecida pelo Ministério da Saúde, todo hospital é obrigado a constituir uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), cuja função é assessorar a direção da instituição a implantar e executar as ações do Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) . Por isso, a CCIH deverá ser composta de equipe multidisciplinar de profissionais da saúde com nível superior que exercerão duas funções distintas: consultores e executores.

“O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da BP é o órgão consultor e executor, já que é responsável pelo planejamento e acompanhamento das ações que nos ajudam a manter a vigilância epidemiológica das infecções em nossas unidades hospitalares, por meio da análise de culturas positivas de material biológico, do controle de antimicrobianos, de visitas diárias as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) entre outras medidas”, esclarece Maria Lúcia Biancalana, gerente médica da SCIH da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e médica do corpo clínico do BP Mirante, unidade hospitalar premium da BP.

Ela ressalta a necessidade e a importância de todos – instituições hospitalares e profissionais da saúde, autoridades governamentais e população em geral -, estarem comprometidos com a prevenção e o combate da infecção hospitalar, um grave problema que impacta diretamente nos custos dos sistemas de saúde pública e privada ao causar absenteísmo, sequelas físicas e emocionais, muitas vezes intangíveis e até óbitos.

“A BP é referência no atendimento de casos de alta complexidade, especialmente nas áreas de Oncologia e Cardiologia. Por sermos um polo de saúde, temos uma casuística ímpar no suporte a casos críticos, nos quais os clientes estão muito mais vulneráveis às infecções. Entretanto, temos condições de implementar todas as medidas necessárias no combate e prevenção dessas infecções”, complementa a médica.

Tecnologia para proteger o paciente

O avanço da tecnologia tem contribuído com os hospitais no combate à infecção. Um dos exemplos disso é a STERRAD®, da Johnson & Johnson Medical Devices, esterilizador a baixa temperatura que utiliza peróxido de hidrogênio para esterilização de materiais médico-hospitalares. Por oferecer menor tempo de esterilização, a tecnologia presente em STERRAD é mais custo-efetiva, já que torna possível manter uma quantidade menor de material em inventário, aumentando a produtividade das Centrais de Materiais e Esterilização e garantindo o atendimento à demanda dos centros cirúrgicos.

A tecnologia STERRAD® se destaca pela segurança, já que após a esterilização, o peróxido de hidrogênio seja convertido em água e oxigênio, não existindo sub-produtos tóxicos no final do processo – diferentemente de outras tecnologias de baixa temperatura como óxido de etileno e formaldeído . O produto possui ainda um dispositivo que não permite que o ciclo seja concluído no caso de possíveis desvios do processo de esterilização, evitando que materiais contaminados sejam utilizados. Além disso, o produto não utiliza água no processo, ao contrário de outros processos de esterilização (autoclave e óxido de etileno) , e consome 51 vezes menos energia que uma autoclave.

“A tecnologia está presente no mercado brasileiro há mais de 20 anos, trazendo segurança para pacientes e profissionais e otimização de recursos para as instituições de saúde. Possuímos a maior base instalada de esterilizadores a baixa temperatura do País, com mais de 500 equipamentos espalhados por todas as regiões. Só na BP estão duas delas”, conta Thiago Vicenzi, responsável pelo Marketing da ASP / Johnson & Johnson Medical Devices.

Fonte:jornaldiadia.com.br

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