PROJETO SELECIONA PROPOSTAS DE ACESSO E TRATAMENTO DA ÁGUA NO BRASIL

PROJETO SELECIONA PROPOSTAS DE ACESSO E TRATAMENTO DA ÁGUA NO BRASIL

Manaus – O Instituto Coca-Cola Brasil e os parceiros da aliança Água+ Acesso divulgaram os selecionados do edital que viabilizará pilotos com soluções inovadoras para o acesso e tratamento de água em comunidades de baixa renda.

Seis novos pilotos serão implantados até o fim de outubro em oito comunidades dos estados do Ceará, Pará e Amazonas, com investimento total de R$ 600 mil e beneficiando diretamente mais de 800 famílias e 3.200 pessoas.

A iniciativa faz parte do programa e aliança Água+ Acesso, lançado em março e fomentado pelo Instituto Coca-Cola Brasil, em parceria com Banco do Nordeste, Fundación Avina, Instituto Trata Brasil, WTT (World-Transforming Technologies) e algumas das principais organizações de acesso à água no Brasil como SISAR Ceará, Projeto Saúde e Alegria e Fundação Amazonas Sustentável. Juntas, as entidades atuam em mais de duas mil comunidades e beneficiam cerca de 600 mil no Brasil.

Ao todo, foram inscritas 114 soluções por universidades, empresas, inovadores, startups e desenvolvedores de soluções de todo o Brasil. Estas soluções buscam responder a alguns dos maiores desafios enfrentados por organizações de acesso à água nas regiões Nordeste e Norte, como o tratamento de água salobra, o acesso à energia para bombeamento de água em comunidades isoladas ou soluções de saneamento unifamiliares.

A escolha das soluções foi feita por um júri técnico composto por 14 dos mais importantes especialistas do tema no país e os locais para realização dos pilotos foram escolhidos pelas organizações parceiras por serem representativos à um grande número de comunidades.

“Somos um país com abundância de recursos hídricos e, por isso, é fundamental investir no tratamento e acesso à água. Grandes ideias nascem dos jovens, de pequenas empresas, da academia e em todas as escalas. É preciso revelar e estimular estes talentos que serão os protagonistas do futuro. Fazer parte do júri foi uma oportunidade especial de fazer conexão entre a teoria e a prática, discutir ideias e trocar conhecimento. Estabelecer esse diálogo entre diversos setores da sociedade é a melhor forma de avançarmos no acesso à água no país” afirma Marcia Barbosa, diretora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das principais especialistas em dessalinização de água do Brasil e do mundo.

“Os desenvolvedores selecionados tinham soluções prontas, com viabilidade econômica e técnica. O maior ganho do projeto é promover a saúde da população. Investir em acesso à água é também investir diretamente num ciclo virtuoso para as comunidades”, diz Ricardo Glass, fundador da Okena, empresa paulista de tratamento de efluentes certificada pelo Sistema B e um dos líderes do movimento Capitalismo Consciente Brasil.

O primeiro piloto do programa Água+ Acesso já está em fase de testes desde março na comunidade de Coqueiro no município de Caucaia (CE), com o apoio da Solar, fabricante da Coca-Cola Brasil no Nordeste. Na localidade com 150 famílias está sendo pilotada uma tecnologia que utiliza o gás ozônio para purificar a água. O equipamento trata três mil litros de água por hora, elimina contaminantes orgânicos e oxida metais pesados comumente encontrados no semiárido brasileiro.

O resultado completo pode ser conferido no site http://aguamaisacesso.com.br/.

Fonte: d24am.com

MINISTÉRIO ABRE SELEÇÃO PARA CURSOS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

MINISTÉRIO ABRE SELEÇÃO PARA CURSOS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

O Ministério da Educação publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 22, o Edital nº 77/2017, que abre vagas para o programa Idiomas sem Fronteiras. Assim, os Núcleos de Línguas (NucLi) das universidades federais credenciadas podem ofertar, até 23 de dezembro, cursos presenciais extensivos de línguas alemã, espanhola, francesa, italiana e japonesa e de português como língua estrangeira adicional.

O edital contempla três ofertas de cursos. Na primeira, de no mínimo 16 horas e máximo 48 horas, são quatro aulas por semana, com uma hora de duração cada. As inscrições vão das 12h do dia 22 às 12h do dia 31 de agosto. O início dos cursos para os selecionados nesta chamada será em 18 de setembro.

Na segunda oferta, os cursos são de no mínimo 16 horas e no máximo 32 horas, com quatro aulas semanais, novamente com uma hora de duração cada. As inscrições vão das 12h do dia 26 de setembro às 12h do dia 5 de outubro. As aulas terão início no dia 23 do mesmo mês

Por fim, na última oferta, serão cursos de 16 horas. As inscrições vão das 12h do dia 1º de novembro às 12h do dia 10 de novembro. Os cursos terão início em 27 de novembro.

O número de turmas dependerá da oferta e do potencial de vagas de cada universidade, com o mínimo de 15 e o máximo de 25 alunos por classe. Já o número de vagas poderá ser alterado a cada oferta, dependendo da disponibilidade de carga horária dos professores de cada universidade.

Para participar dos cursos gratuitos de idiomas, é preciso ser estudante de graduação, mestrado ou doutorado, em universidades credenciadas como Núcleo de Língua (NucLi) do programa Idioma sem Fronteiras. Os professores ativos nessas instituições também podem se inscrever e participar das aulas.

Os interessados em participar dos cursos de idiomas devem se inscrever pelo Sistema ISF Aluno e selecionar a turma da qual gostaria de participar. Cada universidade realizará reuniões de orientação antes do início das aulas para confirmar a matrícula e o nivelamento dos alunos. O candidato selecionado que não participar da reunião estará automaticamente desclassificado das aulas. A íntegra do edital está disponível no portal do Idiomas sem Fronteiras.

Programa – O Idiomas sem Fronteiras é uma iniciativa do MEC, com o objetivo de estimular o estudo de línguas estrangeiras entre os estudantes brasileiros. Os cursos são promovidos gratuitamente, graças à parceria estabelecida com universidades em todo o país. Tem como uma de suas responsabilidades aplicar os testes de proficiência gratuitamente.

Acesse o sistema ISF Aluno

Confira a íntegra do edital no portal do Idiomas sem Fronteiras

Fonte: portal.mec.gov.br

TECNOLOGIA DA MICROSOFT AJUDA A ENCONTRAR CRIANÇAS DESAPARECIDAS

TECNOLOGIA DA MICROSOFT AJUDA A ENCONTRAR CRIANÇAS DESAPARECIDAS

Um dos problemas mundiais mais sérios é o desaparecimento de crianças, mas a tecnologia promete facilitar reencontros inesperados. O PhotoMC (Photo Missing Children), da Microsoft, foi desenvolvido na China e tem como objetivo ajudar famílias a encontrarem crianças desaparecidas por meio de reconhecimento facial.

Baseada no Microsoft Face API, a plataforma é capaz de identificar características e determinar a probabilidade de duas imagens faciais pertencerem à mesma pessoa. Para isso, o PhotoMC faz uma busca profunda em um banco de dados de milhares de rostos, fornecendo uma lista de possíveis pessoas cadastradas.

De acordo com os desenvolvedores, a API analisa 27 características faciais diferentes, podendo reconhecer uma mesma pessoa em diversas fotos tiradas diferentes ângulos e expressões faciais. Graças à tecnologia desenvolvida, até o momento cinco crianças já foram encontradas por meio do PhotoMc. Todas as histórias de sucesso podem ser conferidas clicando aqui.

Fonte: canaltech.com.br

NO AP, UEAP OFERTA CURSOS DE INGLÊS PARA ACADÊMICOS E PROFESSORES DA REDE PÚBLICA

NO AP, UEAP OFERTA CURSOS DE INGLÊS PARA ACADÊMICOS E PROFESSORES DA REDE PÚBLICA

A Universidade do Estado do Amapá (Ueap) conseguiu o credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC) para a criação de um Núcleo de Línguas pelo programa Idioma Sem Fronteiras. Anteriormente, essa autorização era somente para instituições de ensino federais e as estaduais apenas aplicavam o teste de proficiência em inglês.

Através do edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), serão oferecidas duas bolsas para professores de língua inglesa, destinadas a alunos do curso de letras, com fluência na língua para ministrar as aulas.

Essas duas bolsas são proporcionais à quantidade de alunos interessados no curso, que fizeram o teste de proficiência no portal do Idiomas Sem Fronteira.

Um diferencial das instituições estaduais no programa é que, além da comunidade acadêmica, elas vão oferecer os cursos para professores da educação básica da rede pública estadual.

Para o coordenador do programa Idioma Sem Fronteiras no Amapá, Edielson Souza, o núcleo beneficia dois tipos de acadêmicos: os que querem aperfeiçoar conhecimentos específicos em inglês e aqueles que estão se formando como professores.

“Os acadêmicos que irão ministrar os cursos do núcleo vão passar por capacitações de docência para estarem prontos para atuarem como professores. Já os alunos do curso, terão mais que aulas tradicionais de inglês, eles agregarão competências acadêmicas para que possam desenvolver essas habilidades para suas áreas”, destacou.

Até o fim de agosto, a Ueap fará a seleção dos professores que atuarão nos cursos, através de edital específico. Os cursos de inglês para a comunidade acadêmica deverão estar disponíveis em outubro.

Fonte: globo.com

‘AMÉRICA CORPORATIVA’ LIDERA LUTA ANTIRRACISMO

‘AMÉRICA CORPORATIVA’ LIDERA LUTA ANTIRRACISMO

Enquanto o presidente americano Donald Trump hesita em adotar um posicionamento duro e claro contra o discurso e as práticas de ódio e intolerância de supremacistas brancos em Charlottesville, o verdadeiro centro do poder nos Estados Unidos, a chamada “corporate America”, decidiu tomar outro rumo.

A consequência mais visível da diferença de visão talvez seja a decisão de Trump de dissolver dois conselhos empresariais que o assessoravam, diante da ameaça de debandada de executivos.

Houve ainda medidas de gigantes da internet, como Facebook, Google e Airbnb, que se basearam em políticas internas para cancelar contas de usuários ou derrubar sites, a fim de impedir que neonazistas usem suas plataformas para propagandear, financiar ou facilitar a intolerância.

Antes dessas ações, há pouco mais de um ano, mas também motivada por eventos de violência ligados a questões raciais, surgiu o embrião da iniciativa batizada de CEO Action para Diversidade e Inclusão. Lançado em junho com apoio de executivos-chefe de 150 das 500 maiores empresas dos EUA, o programa conta hoje com suporte de representantes de quase 300 dessas empresas, incluindo nomes como Wal-Mart, AT&T, IBM, Bank of America e Home Depot.

As empresas que participam do CEO Action precisam se comprometer com três iniciativas: tornar o ambiente de trabalho aberto a discussões sobre diversidade e inclusão; dar treinamento para reduzir o “viés inconsciente”, que resulta em preconceito nas relações pessoais e profissionais; e compartilhar experiências que tiverem implementado em relação aos temas.

O site ceoaction.com traz informações sobre o que grandes empresas americanas já fizeram a respeito de racismo no ambiente de trabalho, inclusão de pessoas com deficiência, iniciativas ligadas a LGBTs ou políticas de gênero, por exemplo. É possível fazer filtros por empresa, por setor e por tipo de experiência.

O programa foi idealizado pelo presidente da unidade americana da PwC, Tim Ryan. Pouco depois de assumir o comando da firma de auditoria e consultoria, em julho de 2016, cinco policiais foram mortos por um atirador em Dallas, num incidente visto como vingança pelo assassinato de jovens negros por policiais nos Estados de Minnesota e Louisiana.

Ryan, um dos quatro irmãos de uma família irlandesa de Boston, e com seis filhos, concluiu que precisava agir. “Mais do que se preocupar com formação acadêmica, minha família sempre me ensinou três coisas: a trabalhar duro, ser honesto e respeitar o próximo”, disse, em entrevista ao Valor. Para ele, a PwC já tinha boas políticas na área. Mas podia fazer mais.

Tudo começou com a dedicação de um dia inteiro apenas para falar sobre questões raciais dentro do escritório. “A gente não sabia coisas básicas como, por exemplo, se devíamos usar o termo preto (black) ou afro americano”, exemplifica Ryan. Foi um exercício de ouvir o outro. Segundo ele, os funcionários foram expostos à realidade de colegas que, às vezes, podem parecer distraídos, quando na verdade estão preocupados porque o filho está sofrendo discriminação na escola. Um alto funcionário contou que via seu terno chique e alinhado como uma capa protetora. Mas que, sem a “capa”, de camiseta e com um boné na cabeça, se sentia em perigo caminhando nas ruas. “Deve ter havido mais lágrimas na PwC naquele dia do que em toda a história centenária da firma.”

A escolha de atrair executivos-chefe para a empreitada tem uma explicação: “CEOs são especialistas em fazer as coisas acontecer.”

Um dos primeiros executivos a abraçar a causa de Ryan foi David Taylor, presidente da Procter & Gamble, que ajudou a desenhar o CEO Action. Ryan contou que, a cada reunião de negócios entre dezembro e maio, reservava alguns minutos para falar sobre a iniciativa. Até as principais concorrentes Deloitte, EY e KPMG foram procuradas. E também aderiram.

No começo, alguns executivos hesitavam, queriam saber quem mais estava aderindo. Foi no fim do primeiro trimestre que as assinaturas se multiplicaram.

Metas numéricas não foram incluídas no programa, segundo Ryan, porque as adesões seriam menores. Os executivos, diz ele, se mostraram desconfortáveis em definir objetivos sem antes saber como seria possível alcançá-los.

Na experiência pessoal, Ryan diz que seis anos antes de virar presidente da PwC americana, ocupou um cargo na firma que tinha 20 subordinados diretos, todos homens brancos. Deixou o cargo com nove que não se encaixam nessa descrição. Seus três principais auxiliares são hoje uma latina, que lidera a área de auditoria, um negro que não fez carreira na firma (o que também é diversidade entre as Big Four) à frente dos serviços tributários e um francês negro comandando a divisão de consultoria.

Para Ryan, pessoas com experiências e habilidades diferentes tendem a encontrar soluções melhores do que um grupo homogêneo, com as mesmas ideias, o que teria relação direta com os resultados corporativos. “As empresas terão que aderir a esse caminho inclusivo por uma de três razões: porque é a coisa certa, porque se tornarão irrelevantes no mercado [se o não fizerem] ou porque haverá uma regulação.”

Fonte: valor.com.br