UNICAMP É CREDENCIADA PELO IDIOMAS SEM FRONTEIRAS

UNICAMP É CREDENCIADA PELO IDIOMAS SEM FRONTEIRAS

A Unicamp participará da segunda fase do programa Idiomas sem Fronteiras (IsF), criado em 2012 pelo Ministério da Educação para impulsionar o processo de internacionalização das universidades brasileiras. A Universidade oferecerá diversos cursos presenciais gratuitos em dois idiomas (Inglês e Português para Estrangeiros), voltados para o público formado pela comunidade interna de alunos (graduação e pós-graduação), professores e funcionários, além da comunidade externa, constituída por professores de inglês da rede pública de ensino. Os interessados poderão fazer as inscrições de 30 de setembro a 9 de outubro neste endereço eletrônico. Os resultados das inscrições serão divulgados em 16 de outubro e as aulas começarão em 23 de outubro.

Para desenvolver essas atividades, paralelamente também estarão abertas, no período de 21 a 28 de agosto, as inscrições para professores bolsistas que queiram ministrar os cursos. Os candidatos ao curso de Inglês podem estar vinculados à Unicamp ou a outras instituições de ensino superior, tanto públicas quanto privadas. Já os que pretendem oferecer o curso de Português para Estrangeiros devem necessariamente ter ligação com a Universidade. Podem concorrer às bolsas alunos de graduação, pós-graduação e profissionais já graduados em Letras – Inglês.

O IsF nasceu a partir de outro programa federal de incentivo à internacionalização, o Ciência sem Fronteiras (CsF), focado na promoção de intercâmbio e de mobilidade internacional para estudantes de graduação e pós-graduação. Na oportunidade, tanto o Ministério da Educação (MEC) quanto o Ministério Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), idealizadores da iniciativa, perceberam que muitos contemplados pelo CsF não tinham um bom aproveitamento dos conteúdos oferecidos pelas universidades estrangeiras de destino porque não dominavam outro idioma, principalmente o inglês. Daí a necessidade de criar um programa para proporcionar essa proficiência aos estudantes brasileiros.

Inicialmente, somente as universidades federais puderam participar do IsF. Nesta segunda etapa, a participação também foi aberta às universidades estaduais. A Unicamp concorreu ao edital do programa e obteve credenciamento para oferecer os cursos de Inglês e Português para Estrangeiros pelo período de quatro anos. Para isso, a Universidade constituiu o Núcleo de Línguas (NucLi-IsF), cuja parte administrativa está instalada no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). O NucLi-IsF é vinculado à Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) e conta com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (PRG), do Centro de Ensino de Línguas (CEL) e do IEL.

Sob a coordenação geral da professora Ana Cecilia Cossi Bizon, o NucLi-IsF tem nas coordenações pedagógicas os professores Guilherme Jotto Kawachi (Inglês) e Matilde V.R. Scaramucci (Português para Estrangeiros). Na Unicamp, segundo Kawachi, o programa contará com nove professores bolsistas, sendo que seis receberão bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e três da PRG, por meio do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE). Cada um deles oferecerá três cursos. “Ou seja, teremos 18 turmas de Inglês e nove turmas de Português para Estrangeiros, cada uma com no mínimo 15 e no máximo 25 alunos. Os cursos terão duração de 16 a 64 horas”, informa o docente.

Os professores bolsistas, que se submeterão a um processo de seleção, dedicarão 20 horas por semana ao programa, sendo quatro horas de orientação com os coordenadores pedagógicos e uma hora à divulgação das atividades. As outras 15 horas serão cumpridas em sala de aula. A professora Matilde assinala que os conteúdos dos cursos serão adequados a cada segmento e serão bem instrumentais. “No caso dos alunos e docentes, serão trabalhados, entre outros aspectos, a produção de resumos de textos científicos e a produção oral para apresentação em congressos. Já para os funcionários serão trabalhados temas como o atendimento para estrangeiros nas áreas médicas, de humanas, de exatas etc”, explica.

As aulas, segundo a pró-reitora de Graduação, professora Eliana Amaral, ocorrerão em vários espaços da Unicamp. Há a possibilidade, por exemplo, de que os funcionários façam o curso nas dependências da Escola de Educação Coorporativa da Unicamp (Educorp). A dirigente observa que uma das modalidades previstas no edital é a oferta também de cursos online. “Uma das contrapartidas que vamos oferecer é um curso não presencial para professores de inglês da rede pública de ensino, de modo a contribuirmos para aprimorar a formação desses educadores. Esta modalidade ainda está sendo analisada para ser oferecida futuramente”, adianta.

Os cursos de Inglês do NucLi-IsF, acrescenta Kawachi, são destinados a pessoas que já tenham alguma familiaridade com o idioma. O nível de conhecimento dos alunos será testado por meio da plataforma My English Online (MEO), mantido pelo MEC no contexto do IsF. “Assim, nós teremos condições de formar turmas de acordo com o grau de conhecimento dos alunos, que pode estar entre o básico e o avançado”. A assessora da PRG, professora Daniela Gatti, informa, adicionalmente, que o NucLi-IsF também será responsável pela aplicação dos exames Toefl IPT e Celpe-Bras, que avaliam a proficiência em Inglês e Português para Estrangeiros, respectivamente.

Mão dupla

A coordenadora-geral da Unicamp, professora Teresa Atvars, considera o IsF como um estímulo importante ao processo de internacionalização das universidades brasileiras. Ela lembra que o domínio de um segundo idioma, especialmente o inglês, é fundamental não somente para quem pretende participar de um programa de mobilidade internacional, mas também para o ingresso no mundo do trabalho. “Atualmente, muitas empresas globais instaladas no Brasil fazem as entrevistas com os candidatos a uma vaga de trabalho em inglês. Quem domina somente a língua-mãe sai em desvantagem nesse tipo de disputa”, afirma.

Teresa Atvars enfatiza, ainda, a importância de o IsF oferecer o curso de Português para Estrangeiros. Segundo ela, o processo de internacionalização de uma universidade funciona como uma via de mão dupla. “Da mesma forma que queremos enviar estudantes e docentes ao exterior, nós também queremos atrair estrangeiros para cá. A presença de pessoas de outras nacionalidades na Unicamp cria um ambiente multicultural que é muito enriquecedor tanto do ponto de vista científico e acadêmico, quanto de convivência social”, entende a coordenadora-geral.

Fonte: unicamp.br

DIABETES: AS NOVAS TÁTICAS E TECNOLOGIAS PARA O CONTROLE ADEQUADO

DIABETES: AS NOVAS TÁTICAS E TECNOLOGIAS PARA O CONTROLE ADEQUADO

Não é novidade para ninguém: o Brasil vivencia uma das piores crises econômicas da sua história. Uma das consequências inevitáveis desse processo é o atual recorde de 14 milhões de desempregados. Mas outro problemão ronda o país e passa um tanto despercebido. Esse mesmo número de 14 milhões é a quantidade de brasileiros com diabetes, quadro marcado por dificuldades no controle dos níveis de açúcar no sangue. Com um detalhe bem sórdido nessa estatística: metade dessas pessoas nunca recebeu o diagnóstico e segue a vida como se nada tivesse acontecido.

Falta de acesso à informação e a ausência de políticas públicas robustas impedem que muitos saibam de sua condição e iniciem o tratamento adequado. “Todos os indivíduos com mais de 40 anos e aqueles que são hipertensos, estão acima do peso ou possuem histórico familiar de diabetes deveriam verificar a glicemia regularmente”, diz o clínico geral Augusto Pimazoni-Netto, do Hospital do Rim da Universidade Federal de São Paulo.

No exame de sangue, resultados superiores a 100 miligramas por decilitro (mg/dl) após jejum de oito horas já preocupam. Se eles ultrapassam os 126 mg/dl, o diabetes está praticamente confirmado. É necessário ratificar os achados por outros métodos, como o teste de tolerância à glicose, que envolve beber um líquido açucarado e ver como o corpo reage, e a hemoglobina glicada, uma média dessas taxas nos últimos três meses.

A partir do momento em que ela é detectada, o médico prescreve remédios e propõe mudanças no estilo de vida – tudo com o objetivo de manter a glicose na meta. Para acompanhar e corrigir desvios de rota, é importante vigiar de perto o sobe e desce do açúcar. Isso geralmente é realizado por meio de um furo na ponta do dedo e uma gota de sangue. O glicosímetro, um aparelhinho portátil, é capaz de fazer a análise desse material em questão de minutos.

Diversos estudos demonstram que o controle rígido evita encrencas bastante comuns. Uma pesquisa da australiana Universidade de Sydney, publicada no reputado periódico The Lancet, reuniu dados de 27 mil diabéticos e concluiu que a monitorização constante diminui em 20% o risco de danos aos rins e em 13% as lesões oculares, duas temidas repercussões da doença.

Mas quantas vezes ao dia o indivíduo deveria repetir a picada no dedo em casa? Não existe uma fórmula mágica. Em linhas gerais, quando o diabetes (seja o tipo 1, seja o tipo 2) exige tratamento com insulina, se recomenda checar até sete vezes ao longo das 24 horas: antes e depois das refeições e inclusive na madrugada. “Nos diabéticos do tipo 2 que usam medicações orais e estão com a condição balanceada, não há recomendação de medidas tão fixas”, afirma o médico Airton Golbert, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Só não dá pra se esquecer de conferir de tempos em tempos.

Mas a estreia de uma nova tecnologia vem mudando pra valer a forma como o diabetes pode ser acompanhado. O Free-Style Libre, da Abbott, inaugurou a categoria dos sistemas de monitorização contínua da glicemia. Em vez de furos nos dedos, o diabético gruda um sensor do tamanho de uma moeda de 1 real na parte traseira do braço, que fica ali por 14 dias seguidos.

Caso ele queira saber a taxa, basta aproximar ao sensor um dispositivo parecido com um celular, que aponta o saldo na tela. Mais do que isso, o apetrecho, vendido há cerca de um ano por aqui, indica a tendência de queda ou alta do açúcar nas próximas horas, o que ajuda a evitar quadros de excesso ou falta de glicose, as famigeradas hiper e hipoglicemia.

Estudos vêm mapeando como a novidade traz vantagens na prática. A análise de 50 mil usuários revela um acréscimo de quase cinco horas no tempo de permanência dentro da faixa ideal de glicemia estabelecida. “Eles ainda checam a glicose 16 vezes ao dia, número muito superior ao que vemos normalmente”, observa Sandro Rodrigues, gerente da Divisão de Cuidados para Diabetes da Abbott Brasil.

Analisar de perto as curvas glicêmicas do diabético – especialmente o tipo 1 e o tipo 2 que demanda insulina – é o sonho de qualquer profissional de saúde. Isso permite flagrar alterações que antes eram imperceptíveis. “Vamos imaginar dois sujeitos com uma média de glicemia de 120 mg/dl no dia, que é um valor bom. Um deles tem variação de 110 a 130 mg/dl e outro de 30 a 300 mg/dl.

Qual deles está realmente controlado?”, questiona o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. Em outras palavras, por mais que o valor mediano esteja ok – como até acusa o exame de hemoglobina glicada -, a inconstância provoca estresse no organismo e leva a uma série de encrencas.

Detalhe: na maioria das vezes, essas subidas e descidas não dão sintoma algum! E olha que a hipoglicemia pode desembocar em desmaios, coma e até morte súbita. A hiperglicemia, por sua vez, lesa os vasos sanguíneos, propiciando, com o tempo, cegueira, falência dos rins, infarto e AVC. “O diabetes não é uma doença que se sente, mas uma doença que se mede”, sentencia Couri.

No mundo high tech

O FreeStyle Libre é pioneiro em um segmento que vai se expandir nos próximos anos. Várias empresas estão trabalhando em suas versões. É o caso da americana GlySens Incorporated. Eles desenvolveram um sensor implantado debaixo da pele que dura até 12 meses.

As pesquisas com seres humanos estão em andamento e, por enquanto, não há previsão de lançamento. Outra opção vem da Dexcom, também dos Estados Unidos. O invento deles apresentou boas performances em testes iniciais.

Até os clássicos glicosímetros foram repaginados e ficaram mais modernos. A Johnson & Johnson, por exemplo, acaba de disponibilizar um aparelho que trabalha com um sistema de cores: o visor fica verde se o valor estiver nos limites, vermelho quando se mostra acima e azul quando fica abaixo. É possível personalizar as metas de acordo com cada perfil. “Essa inovação possibilita ao usuário entender melhor o significado daqueles dados”, explica Manoela Cordeiro, gerente de produto da companhia.

Há ainda aplicativos de celular disponíveis que facilitam a vida de quem tem o sangue adocicado. Alguns calculam o carboidrato ingerido durante a refeição e a dose de insulina a ser injetada. “Muitos trazem informações relevantes e auxiliam, desde que tenham o aval do especialista que faz o seguimento”, pondera o endocrinologista Luiz Turatti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Não tem volta: a tecnologia vai mudar muita coisa no controle dessa condição. Mas nunca vai substituir o contato entre médico e paciente. Essa parceria e a adesão ao plano proposto continuarão determinantes para o sucesso do tratamento.

 

A escalada do açúcar no sangue

Ficar no intervalo seguro de glicemia minimiza várias enrascadas

Hipoglicemia

Abaixo de 70 mg/dl. Desmaio, náusea, fraqueza, coma e morte súbita.

Faixa normal

Entre 70 e 140 mg/dl.

Hiperglicemia

Acima de 140 mg/dl. Doenças cardíacas, renais, oculares e neurológicas.

Medidas extras

Outras avaliações são essenciais para se adiantar às complicações

Perfil lipídico

É comum que diabéticos tenham colesterol alto, o que eleva o risco de panes cardiovasculares.

Função renal e hepática

O aumento de certas partículas sinaliza que algo não vai bem no fígado ou nos rins. É pra ficar atento!

Fundo de olho

Tem o objetivo de ver se está tudo bem na retina e antecipar danos à visão, como a retinopatia.

Avaliação neurológica

Realizada por meio de questionários no consultório, observa se o sistema nervoso não foi afetado.

Exame dos pés

Esquadrinha a pele para ver frieiras e feridas, que infeccionam e podem até exigir amputação.

 

Fonte: https://saude.abril.com.br

CEO DA MICROSOFT BRASIL: “TODAS AS EMPRESAS SERÃO EMPRESAS DE TECNOLOGIA”

CEO DA MICROSOFT BRASIL: “TODAS AS EMPRESAS SERÃO EMPRESAS DE TECNOLOGIA”

A presidente da Microsoft Brasil, Paula Bellizia, esteve em Curitiba nesta quarta-feira (16) para falar a empresários no evento “Jornada para o Mundo Digital”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Em sua palestra, a executiva abordou a mudança de posicionamento da Microsoft e citou “cases” que incorporam essa nova postura da empresa.

Prometendo não citar “Windows” e “Office” em sua fala, Bellizia começou lembrando que a tecnologia é sempre uma força por trás dessas ondas revolucionárias. A primeira revolução industrial foi desencadeada pelo motor a vapor; a segunda pela eletricidade e motor a combustão; e a terceira, pela automação. Na quarta, iniciada em 2016 e foco do evento, entram em cena big data, Internet das Coisas e inteligência artificial.

Um aspecto curioso comentado por ela a respeito da chamada indústria 4.0 se refere ao fim dos segmentos de atuação bem delimitados de cada empresa. Para Bellizia, “a competição virá de qualquer lugar. Uma empresa de manufatura pode ser financeira. Uma de varejo pode ter serviços. Não dá para prever na sua própria indústria como a competição vai acontecer”.

Permeando todas essas reviravoltas, está a tecnologia: “Um banco é uma empresa financeira ou de tecnologia? Um governo consegue não ser um governo digital? Uma indústria consegue não embarcar e não ser de tecnologia? Acreditamos que todas as empresas serão empresas de tecnologia.”

Os desafios para passar por essa transformação, segundo ela, são de quatro tipos: regulatórios, de segurança e privacidade, a transformação da sociedade e a produtividade. E ela já está acontecendo, diz, com a pressão vinda de ambos os lados — de clientes/consumidores e dos concorrentes. “Alguém está pensando na ruptura do seu negócio, repensando a saúde, a cadeia produtiva, e essas startups têm acesso a tecnologias que antes eram restritas a grandes empresas”, alerta.

A executiva, que já passou por empresas como Apple, Facebook e Telefônica, e, desde 2015, está à frente da Microsoft Brasil, citou alguns cases internos e externos de como essa nova formatação já impacta os negócios e como resultam em tecnologias que parecem ficção científica. O uso que ela faz da Cortana, a assistente virtual da Microsoft usada por 145 milhões de pessoas, impressionou os espectadores com o relato de um diálogo que culminou na compra de presentes para suas secretárias — tudo, de acordo com Bellizia, a partir da inteligência artificial aplicada à solução.

A apresentação ainda falou do Swiftkey, um teclado para celulares inteligente que aprende a fazer previsões melhores de acordo com o vocabulário do usuário, o HoloLens, capacete de “realidade mista” usado pela ThyssenKrupp na manutenção de elevadores, o Seeing AI, que condensa reconhecimento de imagens e inteligência artificial em um app de celular para auxiliar deficientes visuais, e uma aplicação de reconhecimento de imagens, feita para o Hospital 9 de Julho, em São Paulo, que diminui o número de quedas de camas de hospitais, um problema cuja resolução é uma meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2004.

Citando a atual missão da Microsoft (“empoderar cada pessoa e cada organização no mundo a conquistar mais”), o recado de Paula Bellizia para empresários e gestores foi bem direto: “Não há o que fazer para parar a tecnologia. Se não encararmos esse desafio, ficaremos ainda mais para trás nos rankings [de produtividade]. Não dá para nega-la ou fazer parte”.

Fonte: gazetadopovo.com.br

PETROLEIRAS SE UNEM AO VALE DO SILÍCIO E APOIAM ENERGIA VERDE

PETROLEIRAS SE UNEM AO VALE DO SILÍCIO E APOIAM ENERGIA VERDE

(Bloomberg) — As grandes empresas petroleiras estão se unindo ao Vale do Silício e apoiando startups de tecnologia energética, um sinal de que os atores com mais recursos financeiros do setor estão apostando em uma nova estratégia.

Royal Dutch Shell, Total e Exxon Mobil, as maiores empresas de petróleo pertencentes a investidores, estão injetando capital em empreendimentos que pesquisam as vantagens das tecnologias energéticas. Os investimentos vão além da energia eólica e solar, em projetos que melhoram as redes elétricas e produzem novos combustíveis a partir de recursos renováveis.

Embora a quantia de dinheiro envolvida seja pequena — uma fração dos US$ 7,5 bilhões que o capital de risco e o capital privado injetaram no setor de energia limpa no ano passado –, os fundos apoiam trabalhos que podem evoluir e se transformar em grandes fluxos de renda nas próximas décadas em um momento em que os governos se empenham para limitar a poluição gerada pelos combustíveis fósseis e o aquecimento global.

“No setor de energia, as pequenas empresas têm muito poder disruptivo”, disse Geert van de Wouw, diretor-gerente da Shell Technology Ventures, em entrevista. “Nós sempre temos que estar alertas para garantir que permaneceremos em vantagem.”

A seguir, uma lista dos projetos que as maiores empresas petroleiras estão apoiando:

Shell Technology Ventures

Kite Power Systems, fabricante de uma pipa que voa em correntes de vento para gerar eletricidade renovável; Glasspoint Solar, uma empresa que desenvolveu uma forma de produzir vapor para uma melhor recuperação do petróleo com energia solar; Sense, uma startup que cria dispositivos que monitoram o consumo de energia de uma casa.

Total Energy Ventures International

AutoGrid, uma empresa com sede na Califórnia que projeta softwares para redes inteligentes; United Wind, uma empresa que aluga turbinas eólicas para clientes no varejo e pequenas empresas; Off Grid Electric, uma instaladora de painéis solares para telhado com sede na Tanzânia que opera em áreas de pouco acesso à energia na África Subsaariana.

BP Ventures

Tricoya Technologies, fabricante de uma tecnologia que altera a estrutura química de resíduos de madeira para criar um material de construção mais durável e eficiente do ponto de vista energético; Fulcrum, uma produtora de biocombustível para jatos feito de resíduos urbanos, que captou US$ 30 milhões da BP; Solidia, uma empresa que está trabalhando na redução da pegada de carbono do concreto.

Exxon Mobil

Synthetic Genomics, que estuda como produzir biocombustíveis a partir de algas; FuelCell Energy, que está desenvolvendo células de combustível de carbonato para capturar emissões de CO2 de usinas de gás natural enquanto também produzem eletricidade.

Chevron

Acumentrics, uma empresa de células de combustível que pode fabricar produtos a partir da cerâmica; Ensyn, que fabrica combustíveis e produtos químicos a partir de resíduos de florestas e da agricultura; Inventys, uma desenvolvedora de tecnologia de captura de carbono que armazena CO2 de fluxos de gás industriais.

Statoil Energy Ventures

ChargePoint, uma operadora de pontos de recarga de veículos elétricos com sede na Califórnia; Oxford Photovoltaics, uma empresa de tecnologia solar que está desenvolvendo painéis com perovskita, substância que poderia tornar os painéis fotovoltaicos tradicionais até 30 por cento mais eficientes; Convergent, uma desenvolvedora de armazenamento de energia em grande escala que trabalha em projetos com baterias chumbo-ácido, íons de lítio e do tipo flywheel nos EUA e no Canadá.

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br

EMPRESAS DE TECNOLOGIA BANEM E ENCERRAM CONTAS DE PESSOAS QUE DEFENDEM SUPREMACIA BRANCA NOS EUA

EMPRESAS DE TECNOLOGIA BANEM E ENCERRAM CONTAS DE PESSOAS QUE DEFENDEM SUPREMACIA BRANCA NOS EUA

Companhias de tecnologia anunciaram que estão encerrando contas e banindo usuários ligados ao protesto a favor da supremacia branca em Charlottesville, nos Estados Unidos.

No último final de semana, a cidade foi palco de um protesto racista e xenofóbico que acabou em tragédia. Um grupo de supremacistas brancos se reuniram a líderes da extrema-direita para o evento “Unir a Direita”, que aconteceu no sábado.

O ato, que protestava contra negros, imigrantes, gays e judeus na cidade do estado de Virgínia, acabou em um embate com americanos que protestavam contra os nacionalistas brancos e um dos membros dos supremacistas, James Alex Fields, de 20 anos, atropelou ativistas e matou Heather Heyer, de 32 anos. Outras 19 ficaram feridas.

A tragédia gerou uma reação entre as empresas de tecnologia. A plataforma de hospedagem Airbnb foi a primeira a anunciar que cancelou reservas e removeu permanentemente usuários que utilizaram o site para se hospedar na cidade e participar do protesto.

Bastou para outras gigantes americanas a se pronunciarem sobre o assunto. A PayPal e a Patreon baniram usuários que utilizavam as plataformas de pagamentos para arrecadar dinheiro para a “causa”.

O site de hospedagem GoDaddy deu 24 horas para o site neonazista The Daily Stormer trocar de registro. Em comunicado, o GoDaddy se solidarizou com a morte de Heyer e afirmou que o site “passou do limite e encorajou e promoveu a violência”. Em horas, o Daily Stormer trocou seu registro para o Google — e a empresa rapidamente anunciou que também não aceitaria hospedar um site “que viola seus termos de uso”.

A empresa de crowdfunding GoFundMe decidiu remover a campanha para arrecadar dinheiro para ajudar James Alex Fields, que foi preso pelo assassinato de Heyer.

Conjuntamente, o Facebook anunciou nesta semana que links do Daily Stormer violam as regras da rede social e que serão removidas automaticamente. Apenas posts que condenem o nacionalismo branco, tomando os artigos e publicações do site neonazista como exemplos, serão mantidos.

A rede social também baniu a página do evento “Unir a Direita”, usada para promover os protestos. Todas as postagens e vídeos que “glorificam o horrendo ato em Charlottesville” também serão removidos.

Retaliação a Trump

A ausência de uma dura condenação contra os supremacistas brancos e neonazistas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irritou CEOs de companhias americanas. Ao menos três executivos anunciaram a saída do comitê de conselheiros de negócios criados pelo presidente.

Só na segunda-feira, dois dias depois da tragédia, condenou explicitamente o atentado em Charlottesville.

“O racismo é malvado, e aqueles que causam violência em seu nome são criminosos e bandidos, incluindo KKK [Klu Klux Klan], neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos de ódio, são repugnantes a tudo o que consideramos importantes como americanos”, declarou Trump em um pronunciamento na Casa Branca, após ser amplamente criticado por poupar o ato no sábado.

O discurso não convenceu executivos de seu comitê e o primeiro a renunciar ao cargo de conselheiro de negócios de Trump foi o CEO da companhia farmacêutica Merck, Ken Frazier. “Todos precisamos rejeitar o ódio e a intolerância”, disse. “Sinto que tenho a responsabilidade de me posicionar”, completou. Horas depois foi a vez do CEO da Under Amour, Kevin Plank, de deixar o comitê.

O CEO da Intel, Brian Kzranich, foi o terceiro. “Eu desisti de chamar a atenção para os sérios problema que nosso clima de divisão política está causando, incluindo as sérias necessidade do declínio da produção americana”, explicou o presidente da Intel.

Fonte: http://www.huffpostbrasil.com