APLICATIVO DE REALIDADE VIRTUAL DA QUALCOMM AJUDARÁ A SALVAR VÍTIMAS DE DERRAMES

APLICATIVO DE REALIDADE VIRTUAL DA QUALCOMM AJUDARÁ A SALVAR VÍTIMAS DE DERRAMES

Já vimos alguns exemplos de como a realidade mista pode ajudar na medicina, e a Qualcomm está investindo nesse setor. A empresa acaba de anunciar o app Think F.A.S.T., que usa realidade virtual e aumentada para treinar estudantes e médicos a realizarem diagnósticos precoces de derrames.

Com essa tecnologia, será realizada uma consulta com um paciente virtual, onde os aprendizes poderão identificar os principais sintomas. Uma boa forma de treinar os conhecimentos sem colocar vidas em risco. Tudo é feito baseado na plataforma móvel Snapdragon 835.

Confira a tecnologia em ação no vídeo abaixo:

Essa novidade chega logo após a divulgação de uma parceria da Qualcomm com a empresa da realidade aumentada Everysight, que criou os smartglasses Raptor com a plataforma Qualcomm Snapdragon 410E. Trata-se do primeiro dispositivo de realidade aumentada voltado para atletas que podem usar a tecnologia para aprimorar seus resultados.

No início do ano, a Qualcomm também lançou um headset de realidade virtual para desenvolvedores, com o objetivo de servir de referência para que outras fabricantes criem seus próprios dispositivos VR com o Snapdragon 835.

Fonte: www.tudocelular.com

CONFERÊNCIA ANUAL DA GE SOBRE INTERNET INDUSTRIAL PREMIA INICIATIVAS INOVADORAS E DESTACA IMPORTÂNCIA DE “EDGE COMPUTING”

CONFERÊNCIA ANUAL DA GE SOBRE INTERNET INDUSTRIAL PREMIA INICIATIVAS INOVADORAS E DESTACA IMPORTÂNCIA DE “EDGE COMPUTING”

Quando o tema é internet industrial, um dos momentos mais aguardados do ano é a Minds + Machines, conferência organizada pela GE, na qual os principais nomes do setor compartilham não só o que há de mais novo na área, como antecipam tendências – por exemplo, a questão da “edge computing”, um dos tópicos mais pertinentes desta edição. Realizado em São Francisco (EUA), o evento teve início na quarta-feira (25/10), com a participação de especialistas como Satya Nadella, CEO da Microsoft.

Se fosse necessário resumir a proposta do evento neste ano em uma palavra, ela seria “resultado”. Como destacou John Flannery, novo CEO da GE, a meta é mostrar como diferentes companhias avaliam o ganho obtido por meio do processo de digitalização. Ou seja, mais do que promessas, apresentar fatos, números. Como os que se referem ao porto de Los Angeles (EUA). Por ali, passam 2.000 navios por ano, cada um deles com 10 mil containers, numa operação gigantesca, onde qualquer atraso pode comprometer toda uma cadeia de suprimentos. Recentemente, a GE Transportation desenvolveu um portal voltado ao gerenciamento dos dados relativos a um dos terminais do porto. Resultado? O projeto piloto indicou um ganho de eficiência de 8% a 12%. Diante disso, o porto decidiu expandir a solução digital para todo o porto.

Não por acaso, o Porto de Los Angeles foi o campeão na categoria Innovating New Digital Opportunities, no prêmio Digital Innovator of the Year, anunciado na conferência por Jennifer Hartsock, CIO da Baker Hughes (companhia da GE, responsável por desenvolver soluções na área de óleo e gás).

Além do porto, a iniciativa contemplou a Hubco e a Saudi Electricity Company (ambas do setor de energia elétrica) na categoria Optimizing Operations. Já a Ferromex foi premiada com o Most Innovative Use of GE Services, enquanto a companhia aérea Qantas Airways levou o troféu na categoria Visualizing Enterprise Data. Graças ao app FlightPulse (criado 100% na Predix, plataforma da GE), a Qantas conseguiu reduzir o consumo de combustível, economizando 125 toneladas num período de 12 meses.

Ao mesmo tempo em que parabenizou conquistas como essas, Jennifer Hartsock fez questão de reforçar com a plateia que o mais importante, agora, não é a etapa onde cada empresa se encontra, mas em que direção está indo. “Estamos todos juntos nessa jornada”, comentou a CIO. Uma jornada composta por cinco etapas, que ela apresenta na seguinte ordem: 1. Coleta e visualização de dados; 2. Monitoramento e diagnóstico; 3. Análise de dados; 4. Otimização e previsão; 5. Inteligência Artificial; 6. Automatização das operações.
Nessa trajetória, estabelecer parcerias é fundamental. Assim como ter um olhar abrangente, transdisciplinar. “Nós temos muito o que aprender um com os outros. [No setor de óleo e gás], aprendemos muito com o setor de aviação e da saúde”, comentou Brian Truelove, SVP Global Services da Hess Corporation, citando, por exemplo, que a companhia tem buscado aplicar o conceito de “fábrica brilhante”, adotado pela GE.

Quem também subiu ao palco da Minds + Machines foi Gustavo França, responsável por iniciativas digitais para os processos industriais e logísticos da siderúrgica brasileira Gerdau. A implementação de soluções digitais da GE ajudou a empresa a detectar com antecedência possíveis falhas no maquinário, o que possibilitou uma redução de 130 horas de tempo ocioso não planejado, proporcionando uma economia estimada em US$ 4,5 milhões por ano. França destacou que a digitalização de uma companhia não se restringe a questões técnicas – ela passa necessariamente por mudanças na cultura da empresa. “É preciso um ‘mindset’ que dê suporte a essa transformação”, afirmou.

EDGE COMPUTING
As apresentações do primeiro dia de Minds + Machines também abordaram, frequentemente, o avanço de “edge computing”. A expressão se refere ao processamento de dados não no ambiente de nuvem ou num data center, mas sim o mais próximo possível do ponto em que o dado é coletado – em um caminhão inteligente, por exemplo, parte dos dados seria analisada no próprio veículo.

A Gartner prevê que, até 2022, 75% dos dados no setor empresarial não serão processados na nuvem, mas sim nas extremidades da rede. Isso é válido especialmente para setores onde a análise dos dados precisa ocorrer numa velocidade crítica, afirmou Bill Ruh, CEO da GE Digital. Para permitir decisões em tempo real, é crucial contar com dispositivos autossuficientes, evitando assim qualquer contratempo relacionado à indisponibilidade ou à má qualidade da infraestrutura de transmissão de dados.

Para ajudar seus parceiros e clientes a acelerar estratégias nesse sentido, a GE Digital anunciou ontem a expansão das habilidades de seu Predix Edge. Uma das novidades é o Predix Complex Event Processing (CEP), que torna possível uma análise eficiente em situações de latência extremamente baixa – a previsão é que ela esteja disponível para o mercado já no início de 2018.

Outro passo importante anunciado ontem se refere à parceria da GE Digital com a Microsoft, que leva à associação da Predix com a Azure. Disponível nos Estados Unidos no fim deste ano, com expansão global prevista para 2018, essa união vai permitir que diversos negócios conectem melhor seus sistemas de tecnologia da informação (TI) com a tecnologia operacional (TO).

Ao trazer sistemas e dados de uma companhia para um ambiente compartilhado, espera-se facilitar a obtenção de insights a partir do monitoramento das máquinas. “A digitalização não é mais sobre o TO dando suporte ao TI, ela diz respeito às duas funcionando juntas”, disse Nadella, da Microsoft.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

CUMMINS POUPA 40% NO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA EM CENTRO TÉCNICO

CUMMINS POUPA 40% NO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA EM CENTRO TÉCNICO

Com conversores de frequência da Danfoss, o Centro Técnico de Pesquisa e Desenvolvimento de Motores Diesel da Cummins Brasil também reduziu em mais de 10% o consumo de água, além de diminuir temperatura de operação dos motores elétricos em torno de 28%

Fundada em 1919 nos Estados Unidos, a Cummins chegou ao Brasil em 1971, na cidade de Guarulhos, em São Paulo. A empresa desenvolve, fabrica, distribui e realiza serviços relacionados a motores a diesel e geração de energia, como sistemas de combustível, controle de emissões, filtros, geradores e sistemas de geração de energia elétrica.

Atualmente, tem quatro fábricas na região, voltadas para a pesquisa, desenvolvimento e produção de motores, filtros, geradores e soluções de pós-tratamento, além de amplo centro de distribuição de peças. Um dos prédios da Cummins Brasil pertence ao Centro Técnico de Pesquisa e Desenvolvimento de Motores Diesel (BTC), fundado em 1986.

Localizado em área construída de 1056m² e com capacidade de produção 24/7, o BTC é composto por nove bancos de teste dinamométricos (salas de teste), utilizados para prover diversos tipos de ensaios gerais e específicos em motores diesel, entre eles curvas de plena carga (desempenho), testes de emissões, mapeamento, durabilidade, conformidade de produção (COP), simulação etc.

O BTC da Cummins Brasil contava com uma Central de Controle de Motores (CCM), isto é, um sistema de manobra e comando de cargas composto por um conjunto de painéis elétricos. Este sistema é responsável pelo gerenciamento e controle do bombeamento de água sob pressão para a refrigeração de trocadores de calor e condensadores de máquinas térmicas do BTC. O modo de controle original do CCM era do tipo liga/desliga, ou seja, sem a possibilidade de operação dos motores elétricos em condições parciais de carga. Assim, os motores operavam à plena carga, 24/7, independente da demanda térmica e das condições atmosféricas.

Segundo Vitor Matos Serafin, engenheiro de desenvolvimento da Cummins Brasil, a rejeição térmica na planta era variável, pois dependia da quantidade de motores sob teste em um determinado instante. Dessa maneira, a Central de Controle de Motores (CCM) precisava de soluções focadas no uso racional e sustentável de energia elétrica e água potável. Vitor Serafin e Alexandre Brincalepe, autores do projeto, apresentaram uma proposta que envolvia a aplicação de tecnologias de supervisão e controle da planta, atuando de maneira eficaz no acionamento das bombas, com sensores distribuídos ao longo do processo.

Para o controle dos motores elétricos da planta, a Cummins Brasil optou pelos conversores de frequência da Danfoss. “A linha da Danfoss atendeu as nossas expectativas quanto à tecnologia e qualidade do produto, suporte técnico especializado no Brasil e pelo preço competitivo”, destaca o engenheiro de desenvolvimento.

Foram adotados no projeto cinco conversores de frequência VLT® HVAC Basic Drive FC 101 da Danfoss para controle dos motores elétricos responsáveis pelo acionamento das bombas centrífugas de captação de água. Também foram empregados no sistema dois conversores para o controle dos motores elétricos de 10HP responsáveis pelo acionamento das torres de resfriamento do sistema de água sob pressão do Centro Técnico de Pesquisa e Desenvolvimento de Motores Diesel (BTC).

O conversor de frequência atua no controle de rotação do motor elétrico, possibilitando a alteração do ponto de trabalho da bomba centrífuga e do ventilador, operando em condições de cargas parciais de acordo com as leis de afinidade, que relaciona uma proporção entre altura manométrica de recalque, vazão volumétrica e a potência em função da rotação do motor. Com o auxílio do conversor de frequência da Danfoss, é possível operar em cargas parciais em sistemas que possuem o ciclo de trabalho de operação variável, ou seja, sistemas que não precisam de operação na condição de potência máxima durante todos os dias e turnos de operação ao longo do ano. Neste caso, é viável e existe margem para a modulagem e redução no consumo de energia elétrica. Serafin acrescenta que também utilizou o pressostato KP da Danfoss na planta para controle da pressão da linha de escorva das bombas centrífugas do processo.

O engenheiro de desenvolvimento da Cummins Brasil ressalta que os conversores da Danfoss operam em um CCM fechado, local em que a temperatura ambiente é elevada. “O equipamento é robusto para tal aplicação e confiável para operação 24 por 7 em um sistema industrial onde o CCM se faz indispensável para a produção.”

Com o novo projeto dotado de conversores de frequência da Danfoss, houve redução de aproximadamente 40% no consumo de energia elétrica. “Esta redução apresenta uma economia anual de R$ 166.537,28”, informa Serafin. Além disso, os motores elétricos da planta apresentaram diminuição na temperatura de operação em torno de 28%. O engenheiro de desenvolvimento da Cummins Brasil explica que essa diminuição na temperatura de operação dos componentes contribui não apenas na economia direta de energia elétrica (dissipada na forma de calor), como também no aumento da vida útil de todos os componentes do circuito de potência de alimentação dos motores elétricos da aplicação, provendo uma economia atrelada também à manutenção corretiva do sistema.

Por fim, com o novo projeto, a planta passou a economizar mais de 10% em água potável do sistema ao comparar o acumulado no primeiro trimestre de 2016 ao consumo no mesmo período de 2015. Ressalta-se que o consumo de água potável é proveniente, em sua maior parte, em decorrência do arraste de partículas de água por meio dos ventiladores das torres de refrigeração, evaporação e drenagem do sistema. A economia de água obtida resulta da diminuição da vazão de água circulante na planta (diminuindo deste modo o efeito das perdas por evaporação) e por meio da redução e controle da velocidade dos ventiladores das torres, acarretando na redução das perdas por arraste. “Esta economia percentual representa uma redução de R$ 38.459,03 (1.614m³ de água) no acumulado em um ano. Dessa forma, a economia anual do projeto (energia elétrica + água potável) foi de R$ 204.996,31”, destaca Serafin.

O trabalho realizado no centro de desenvolvimento de motores diesel da Cummins Brasil é fruto de uma pesquisa desenvolvida pelo autor, a partir do curso de Mestrado Profissional em Automação e Controle de Processos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), sob a orientação do pesquisador Prof. Dr. Alexandre Brincalepe Campo. Segundo o professor, o trabalho teve grande êxito, tendo recebido inclusive uma “Menção Honrosa” na categoria Manufatura e Processos (Processos, Produção, Qualidade) durante o SIMEA (XXIV Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva).

“O grande diferencial da Danfoss foi a alta tecnologia e a confiabilidade do produto, uma vez que o conversor de frequência utilizado no processo é de fácil programação, operação e possui uma interface homem-máquina (IHM) amigável, que possibilita o controle e entendimento rápido do acionamento realizado”, finaliza o engenheiro da Cummins Brasil.

PROFESSORAS DO INGLÊS SEM FRONTEIRAS NA UFMG VIAJARÃO PARA UNIVERSIDADE DOS EUA

PROFESSORAS DO INGLÊS SEM FRONTEIRAS NA UFMG VIAJARÃO PARA UNIVERSIDADE DOS EUA

A coordenação do Programa Idiomas sem Fronteiras na UFMG selecionou Vanessa Brasil e Cecilia Gabriela Nepomuceno Souza, professoras da iniciativa na Universidade, para temporada de dois meses (janeiro e fevereiro), na Northern Arizona University, nos Estados Unidos.

Vanessa Brasil graduou-se em Letras/Inglês na UFMG e termina especialização em Língua Inglesa, também na Faculdade de Letras (Fale); Cecilia Souza, graduada em Relações Internacionais na PUC Minas, cursa Letras na UFMG.

Uma das cinco instituições de ensino superior escolhidas para participar de projeto piloto do Letras sem Fronteiras-Inglês, a UFMG vai receber dois professores americanos em junho e julho de 2018.

Cinco candidatos, entre alunos de graduação e pós-graduação que atuam ou já atuaram como professores do Inglês sem Fronteiras, participaram do processo de seleção, que incluiu análise de documentos e entrevista. A participação foi aberta apenas a candidatos sem experiência em países de língua inglesa. O resultado da seleção, após prazo para possíveis recursos, foi divulgado nesta segunda-feira, 23. As alunas selecionadas também entregaram uma carta de intenções e um pré-projeto de ações para serem implementadas durante a temporada no Arizona.

O objetivo do Letras sem Fronteiras (LsF) é promover oportunidades de intercâmbio linguístico-cultural para estudantes de graduação em Letras Inglês/Português, valorizando, assim, as licenciaturas nas línguas ofertadas pelo IsF e fortalecendo os processos de internacionalização das universidades brasileiras.

Colaboração na volta

As atividades dos professores ainda serão definidas em conjunto com a universidade americana, mas a ideia é que eles desenvolvam oficinas, palestras e ações de divulgação do português como língua estrangeira. A preparação dos participantes será planejada e viabilizada em ambiente virtual moderado pela coordenação do LsF.

“É uma oportunidade muito interessante para os professores que estão em início de carreira, e a Northern Arizona University tem um departamento de inglês sólido e renomados professores e pesquisadores”, afirma a professora Deise Prina Dutra, diretora adjunta de Relações Internacionais e coordenadora geral do Idiomas sem Fronteiras na UFMG. Segundo ela, os professores selecionados para a temporada no campus da cidade de Flagstaff, Arizona, assumirão compromisso de colaborar com o programa por 160 horas após a volta da viagem.

A iniciativa piloto conta com parceria da Embaixada dos Estados Unidos e da Associação Americana de Universidades e Faculdades Estaduais (American Association of State Colleges and Universities/AASCU). Além da UFMG e da Northern Arizona University, as universidades selecionadas e suas respectivas parceiras americanas são Universidade de Brasília (UnB) e University of Minnesota Duluth; Universidade Federal do Ceará (UFC) e Framingham State University; Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Troy University; e Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e New Jersey City University.

Os cursos presenciais do Inglês sem Fronteiras são realizados desde 2014 na UFMG.

Fonte; ufmg.br

IGUALDADE SALARIAL TAMBÉM É META PARA GRANDES EMPRESAS DE TECNOLOGIA

IGUALDADE SALARIAL TAMBÉM É META PARA GRANDES EMPRESAS DE TECNOLOGIA

Que as mulheres conquistaram o seu espaço no mercado de trabalho, não há dúvidas. Segundo dados do IBGE, a mão de obra feminina corresponde a 43,8% da foça de trabalho no Brasil. Mas o aumento do número de funcionárias nas empresas não resolveu outra grave desigualdade: a diferença na remuneração entre os gêneros. Um triste problema que deve demorar décadas a ser resolvido no mundo.

Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, a igualdade de gênero no que diz respeito à remuneração só acontecerá daqui a 78 anos. Mas há previsões ainda mais alarmantes, como a da Associação Americana de Mulheres Universitárias, que prevê 135 anos até a equiparação salarial nos Estados Unidos, que está à frente do Brasil nesse quesito. Na prática, a verdade sob os números e estimativas é bem mais cruel: se nada for feito, nem nós, nem nossas filhas e talvez nem mesmo nossas netas viverão em um mundo em que homens e mulheres recebam o mesmo salário.

No mercado de tecnologia, a realidade não é diferente. Segundo uma pesquisa da Catho, a diferença salarial média entre homens e mulheres na área supera os 20%. Além disso, o abismo pode se ampliar dependendo do cargo ocupado, sendo menos comum a chegada de trabalhadoras a postos de chefia.

A diretora-geral do PayPal no Brasil, Paula Paschoal, venceu as barreiras de um mercado ainda muito machista e chegou ao cargo mais alto no país de uma das maiores empresas de internet do mundo. Hoje, ela é voz ativa na luta pela equiparação salarial entre homens e mulheres, e para que sua trajetória de sucesso não seja apenas uma exceção.

Embora sejam maioria na população, a participação das mulheres ainda está abaixo da metade da força de trabalho. No entanto, o número de desempregadas é maior entre elas: 54,1% da população procurando um emprego. Outro dado alarmante é que apenas 37% dos cargos de gerência são ocupados por mulheres. Já em comitês executivos de grandes empresas, apenas um em cada dez postos pertencem a profissionais do sexo feminino. Ou seja, ainda há uma grande barreira em oportunidades de promoção, o que tende a agravar ainda mais a diferença salarial.

A ausência de mulheres em cargos executivos é ainda mais difícil de entender quando observados dados sobre qualificação. Segundos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o Pnad, 18,8% das profissionais ocupadas com 16 anos ou mais tem ensino superior completo. Entre os homens, o índice é de 11%. Além disso, elas preenchem 60% das vagas em curso de qualificação. Para Paula Paschoal, é preciso promover uma mudança cultural no país.

A diretora-geral do PayPal defende ainda que as empresas precisam sair da zona de conforto de conforto e promover políticas de equiparação salarial, além de contratar mais profissionais do sexo feminino para cargos de gerência. No entanto, a executiva também acredita que é necessário que as mulheres, ainda vítimas da imposição histórica de cuidar do lar e dos filhos, tomem a iniciativa de se candidatar aos postos de liderança sem medo de que isso interfira em sua vida profissional e familiar.

A relação entre a carreira profissional e a maternidade, aliás, ainda é um grande desafio que as trabalhadoras do setor de tecnologia e de outras áreas ainda tem que enfrentar. Há pouco mais de um ano, um pré-candidato à presidência em 2018 afirmou em rede nacional que não empregaria uma mulher com o mesmo salário justamente por causa do direito à licença-maternidade. Para Paula Paschoal, no entanto, ser mãe não só não prejudica o desempenho como também melhora a atuação da profissional como gestora.

Se a diferença salarial entre os gêneros é grande por si só, o abismo aumenta quando observadas questões étnicas. Mulheres negras são o grupo que recebem os menores salários em comparação com os demais. Enquanto a taxa de desocupação feminina em 2015 era de 11,6%, entre as profissionais negras o índice atingia 13,3%. No mesmo período, homens brancos desempregados eram 7,8% e negros eram 8,5%.

Para tentar promover uma ocupação mais igualitária, gigantes de tecnologia como o Google e Facebook têm divulgado relatórios de diversidade. A diretora-geral do PayPal acredita que os exemplos ajudam as empresas a repensarem os seus ambientes e as profissionais a sentirem confiança para buscar cargos mais altos. Além disso, um grupo diverso e com pluralidade nas ideias e pensamentos tende a contribuir para melhores tomadas de decisão.

Fonte: Olhar Digital