MULHERES ENTRAM EM TERRITÓRIO MASCULINO NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

MULHERES ENTRAM EM TERRITÓRIO MASCULINO NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

(Bloomberg) – Ryu Bokyoung tem certeza de que consegue executar qualquer trabalho feito por homens na enorme refinaria de Ulsan, na Coreia do Sul, inclusive escalar torres de aço de 100 metros de altura e virar a noite fazendo reparos na planta. Os desafios enfrentados por ser mulher no setor de petróleo, tradicionalmente dominado pelos homens, nunca foram impedimento.

Mas ela teme que isso mude quando ela tiver um bebê.

Recém-casada, a engenheira de 28 anos agora estuda opções para quando tiver filhos. Será inevitável tirar licença, devido à preocupação de segurança em relação a uma grávida no que diz respeito a escalar torres e a dificuldade de ficar longe do bebê a noite toda.

“Se fosse homem, não teria que me preocupar com essas coisas”, disse Ryu, que entrou na SK Innovation, a principal empresa de refino do país, em 2012.

Mulheres como Ryu são pioneiras em um setor em que cerca de 80 por cento da forçad e trabalho global é masculina e os banheiros femininos são uma adição relativamente nova em algumas refinarias. Mas no rescaldo do colapso dos preços do petróleo, que começou há três anos, as grandes petroleiras estão redefinindo seu modelo de negócios e percebendo que contratar e manter mais mulheres é algo que aumentaria a rentabilidade.

As empresas da Ásia, retardatária em relação a outras regiões em diversidade de gênero, agora estão recuperando o atraso. A SK e a japonesa Showa Shell Sekiyu, por exemplo, estão focando mais em funcionárias mulheres.

“As mulheres são sub-representadas no setor de petróleo e gás em geral e a Ásia não é exceção”, disse Katharina Rick, sócia da Boston Consulting Group e coautora de um relatório sobre promoção do equilíbrio entre gêneros no setor de petróleo e gás. “O setor fez várias tentativas desde o fim da década de 1980 para se transformar em um ambiente de trabalho mais inclusivo, mas os números não aumentaram tão rapidamente quanto em outros setores.”

As mulheres representam apenas 22 por cento da força de trabalho no setor de petróleo e gás, uma das menores proporções entre os principais setores, segundo o relatório da BCG. Apenas o setor da construção tem classificação menor, com uma representação feminina de 11 por cento. O setor financeiro tem uma proporção de 39 por cento, enquanto a saúde e o trabalho social têm 60 por cento de participação feminina.

As mulheres representam cerca de 30 por cento da força de trabalho nas grandes empresas multinacionais de petróleo, como a Exxon Mobil, dos EUA, e a BP, do Reino Unido, mas a proporção cai para menos de 10 por cento em muitas grandes empresas asiáticas de refino, como a indiana Reliance Industries, a sul-coreana S-Oil e a japonesa Idemitsu Kosan, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Uma das proporções relativamente melhores da região pode ser encontrada na Showa Shell, empresa em que cerca de 24 por cento dos funcionários são mulheres. Com raízes na Royal Dutch Shell, com sede em Haia, a empresa vem buscando aumentar o número de funcionárias nos últimos 20 anos a pedido da sua antiga empresa controladora europeia. Alguns números mostram sucesso: pela primeira vez neste ano a companhia contratou mais mulheres com diploma do Ensino Superior do que homens. Contudo, o conselho de administração, com oito cadeiras, conta com apenas uma mulher.

QUALCOMM PARTICIPA EM PROGRAMA DE SAÚDE INTELIGENTE PARA CONTROLAR O DIABETES

QUALCOMM PARTICIPA EM PROGRAMA DE SAÚDE INTELIGENTE PARA CONTROLAR O DIABETES

O estudo envolverá 400 pacientes da clínica Zilda Arns, na comunidade do Complexo do Alemão, dos quais 200 vão participar de um grupo de controle e a outra metade de um grupo de intervenção de tecnologia móvel. Esse segundo grupo receberá um kit de tratamento de saúde que inclui uma mochila com um smartphone ou tablet com conectividade de dados e um aplicativo móvel instalado, uma balança, um pedômetro, e um monitor de frequência cardíaca. Os equipamentos móveis e os planos de dados foram cedidos pela TIM, através do Instituto TIM.

O aumento da expectativa de vida da população associado a fatores de risco como obesidade e sedentarismo estão levando a um aumento significativo de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão nos últimos 20 anos. Estas doenças, quando mal administradas pelos pacientes, aumentam significativamente a demanda por serviços de saúde. Neste contexto, as comunidades de baixa renda são as mais afetadas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 80% das mortes por diabetes ou de suas complicações ocorrem nessas comunidades.

Com o uso da tecnologia sem fio avançada como a plataforma de um sistema de saúde móvel, o estudo pretende melhorar a gestão de terapia de pacientes com doenças crônicas por meio de monitoramento remoto, além de promover a adesão e engajamento do paciente no tratamento através de um acesso melhor a recursos educacionais e aumento da comunicação com a equipe de cuidados de saúde.

A plataforma do sistema de saúde inclui um site e uma aplicação móvel que foi desenvolvida pela MTM Tecnologia, uma das empresas líderes no Brasil em soluções móveis para a saúde. O site pode ser acessado por profissionais de saúde para registrar um paciente e definir o tipo de indicador de saúde que eles querem monitorar, medir progresso de cada paciente, enviar lembretes e mensagens personalizadas, encaminhar mensagens gerais diretas para um grupo seleto de pacientes, além de fornecer acesso a materiais educacionais.

O app foi desenvolvido para a plataforma Android e é dividido em módulos que permitem que o paciente envie informações de saúde, acompanhe o andamento de seu tratamento, receba mensagens personalizadas de profissionais clínicos, receba material educativo diário, bem como tenha acesso a uma biblioteca de material multimídia com dicas de saúde sobre nutrição e autoprevenção. No módulo de automonitoramento, há informações sobre o tratamento, lembretes e formulários personalizáveis que permitem que o paciente envie dados de saúde, tais como peso, nível de atividade, frequência cardíaca e nível de glicose no sangue, entre outros. O módulo Minha Saúde mostra os dados históricos coletados, para que o paciente possa acompanhar o seu tratamento ao longo do tempo. No módulo de Mensagens, o paciente pode receber mensagens de seu profissional de saúde.

A Qualcomm entende as muitas maneiras com as quais os avanços na tecnologia móvel já fortaleceram o desenvolvimento econômico e social, e está trabalhando para possibilitar uma transformação ainda maior, apoiando a inovação e os cuidados com a saúde.

Fonte: http://www.bitmag.com.br

INSTITUTO 3M OFERECE 20 VAGAS EM CURSO GRATUITO DE ASSISTENTE DE MANUFATURA, EM SUMARÉ

INSTITUTO 3M OFERECE 20 VAGAS EM CURSO GRATUITO DE ASSISTENTE DE MANUFATURA, EM SUMARÉ

Instituto 3M de Inovação Social, mantido pela multinacional 3M do Brasil, está com inscrições abertas para 20 vagas no programa Formare, que oferece curso gratuito de assistente de manufatura industrial para jovens de 17 e 18 anos da cidade de Sumaré (SP). Os interessados podem se candidatar até o dia 30 de novembro pelo formulário online.

A seleção será feita a partir de uma prova escrita, com conteúdos de português, matemática e redação, além de uma entrevista com o candidato e visita familiar. É necessário que o jovem esteja matriculado no ensino médio em 2018, tenha nascido entre 1º de setembro de 1999 e 5 de outubro de 2000 e tenha renda familiar de, no máximo, um salário mínimo por pessoa.

Para se inscrever, o candidato não pode estar matriculado em outro curso profissionalizante de qualquer espécie ou ser filho de funcionários ou prestadores de serviço da 3M. É obrigatório ser morador de Sumaré.

Os selecionados receberão bolsa-auxílio de meio salário mínimo, alimentação, transporte, seguro de vida, assistência médica e odontológica, uniforme e o material escolar que será utilizado durante as aulas do curso. A atividade ocorrerá entre fevereiro e setembro de 2018 na sede da multinacional, em Sumaré.

Fonte: Globo.com

TECNOLOGIA PODE AJUDAR O BRASIL A DAR UM SALTO NA EDUCAÇÃO

TECNOLOGIA PODE AJUDAR O BRASIL A DAR UM SALTO NA EDUCAÇÃO

É quase impossível chegar à vila de Oiteiro, no interior de Pernambuco, sem a indicação de uma pessoa que conheça o caminho. A estrada de terra de 10 quilômetros que liga a comunidade de 698 moradores ao centro do município de Vitória de Santo Antão, a 1 hora de Recife, não tem sinalização. A via também não aparece nos aplicativos de mapas e no GPS. E o sinal de celular para de funcionar nos primeiros quilômetros. Os motoristas são obrigados a dirigir devagar por causa dos buracos. Nos dias de chuva, só as caminhonetes e os veículos pesados conseguem vencer a lama. De manhã e à tarde, é comum ver o movimento de carretas transportando alface, cebolinha e outras hortaliças.

A maioria dos habitantes formada por trabalhadores rurais ou agricultores que produzem em pequenas hortas. Cada pé de alface costuma ser vendido por 8 centavos. A agricultora Daniele do Nascimento, de 25 anos, é uma das moradoras. Ela vive com os três filhos — de 11, 9 e 6 anos —, a mãe, Célia, e um irmão de 10 anos. Todos os dias, as crianças se levantam ao amanhecer, ajudam a cuidar da horta da família e, pouco antes das 7 da manhã, atravessam a vila para estudar na única escola de Oiteiro, a Manoel Domingos de Melo, que oferece o ensino fundamental.

A vida rural e a infraestrutura de baixa qualidade contrastam com o que os visitantes encontram dentro da escola. Na Manoel Domingos de Melo, todos os 153 alunos, do 1o ao 5o ano, têm aulas usando tablets e uma internet de alta velocidade, de 40 megabits por segundo. Nas grandes capitais brasileiras, é fácil contratar uma banda larga igual ou mais veloz do que essa. Mas internet rápida ainda é uma raridade nas escolas brasileiras. Entre as escolas urbanas — incluindo as particulares —, somente 7% têm uma conexão parecida.

Já nas rurais, como na Manoel Domingos, ter uma conexão veloz é ainda mais excepcional. Isso só foi possível porque a operadora de telefonia Vivo e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Qualcomm instalaram em 2016 uma estação de celular 4G na escola. Com base nas estatísticas, os especialistas estimam que ela seja a escola pública com a melhor conexão de internet por aluno do país.

A escola Zeferino Lopes de Castro, em Viamão (RS): as aulas de robótica estimulam o raciocínio lógico | Jefferson Bernardes

Vitória de Santo Antão, um município de 111 000 habitantes, é um retrato dos problemas da educação pública Brasil afora. A prefeitura depende dos repasses do governo federal, e todo o orçamento da Secretaria da Educação, de 8 milhões de reais por ano, é usado para pagar os salários de professores e funcionários, segundo o secretário Jarbas Dourado. O resultado é que não há recursos para a compra de equipamentos. Das 63 escolas municipais, que têm 17 000 estudantes, só 15 têm laboratórios de informática, e a velocidade da conexão não passa de 2 Mbps na maioria delas. A situação é parecida em boa parte das escolas brasileiras. Sem a infraestrutura adequada, os professores ficam de mãos atadas. Não há como promover atividades com os alunos usando internet, aplicativos e computadores.

Numa pesquisa pioneira com 4 000 professores da rede pública sobre o uso da tecnologia em sala de aula no Brasil, feita pela ONG Todos Pela Educação em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a maioria dos educadores aponta que suas escolas não têm equipamentos suficientes. A velocidade da internet também não é adequada, os computadores estão desatualizados ou com defeito e faltam materiais digitais pedagógicos. Dos professores, 45% disseram que usariam a tecnologia com mais frequência se houvesse uma estrutura melhor, mesmo se isso aumentasse a carga de trabalho (já 54% dizem que só usariam mais a tecnologia se a carga de trabalho não aumentasse).

“O professor tem de ser o elemento central de qualquer política pública para levar tecnologia para as escolas. Se ele percebe que a infraestrutura não é adequada ou que a tecnologia não vai facilitar seu trabalho, ele não vai utilizar as ferramentas”, diz Olavo Nogueira Filho, gerente de políticas educacionais da Todos Pela Educação. Maria Helena Guimarães de Castro, secretária executiva do Ministério da Educação, reconhece a situação. “Muitas vezes, os professores fazem cursos de capacitação mas não têm conectividade na escola. Os programas de formação continuada dos professores têm de andar juntos com uma melhora do acesso à tecnologia”, diz a secretária executiva. O governo federal prepara um programa para ampliar o acesso à internet nas escolas de educação básica, previsto para ser lançado ainda neste ano.

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A Manoel Domingos de Melo pode parecer um caso isolado de uma pequena escola que antes tinha uma infraestrutura ruim, mas, por isso mesmo, fica mais claro observar o ganho para os estudantes quando a tecnologia passa a ser disponível na sala de aula. A reportagem de EXAME testemunhou como os alunos se sentem mais estimulados e se divertem quando fazem tarefas com os tablets — os aparelhos também podem ser levados para casa para resolver as lições.

Os professores incentivam as crianças a fazer as próprias pesquisas e a trabalhar em grupo. A professora Vilma Nascimento Silva, que dá aulas de português para o 4o ano, propôs recentemente um trabalho sobre o descarte inadequado do lixo. As crianças saíram com os tablets filmando e fotografando o lixo jogado nas ruas da vila e fizeram um documentário de 5 minutos, publicado na internet. Não foram só as atividades pedagógicas que ficaram mais estimulantes. O aprendizado também melhorou.

Embora a escola ainda esteja abaixo da média de Pernambuco, os índices de proficiência em matemática e português, medidos na avaliação estadual Saepe, avançaram num ritmo nunca visto na escola. Em matemática, a nota subiu de 154, em 2015, para 175, em 2016. Em português, passou de 144 para 170 (a escala vai até 500, e notas acima de 210 são consideradas as desejáveis). Não dá para afirmar que apenas o uso da tecnologia foi responsável pelo progresso. Também foi feito um trabalho de capacitação de professores e de reorientação pedagógica, coordenado pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife. Mas os resultados mostram que a escola está no caminho certo.

Vila de Oiteiro, em Pernambuco: não há asfalto, mas todos os alunos têm tablets | Filipe Serrano

Não é fácil apontar o efeito da tecnologia sobre o aprendizado. Ao longo das últimas décadas, pesquisas feitas em países desenvolvidos e na América Latina não foram capazes de encontrar uma relação de causa e efeito entre o uso da tecnologia e um desempenho educacional melhor. Em 2013, o pesquisador neozelandês John Hattie, especialista no tema, analisou 81 estudos sobre o efeito do uso de computadores nas aulas. A conclusão é que o nível de aprendizado não é maior nem menor do que com outros métodos de ensino. Num trabalho liderado pelo economista Diether Beuermann, da Universidade de Chicago, 1 000 estudantes de ensino fundamental no Peru foram selecionados para receber um laptop para usar na escola e em casa. Cinco meses depois, os testes de matemática e de leitura não mostraram diferenças comparados aos dos alunos que não receberam os computadores.

Em alguns casos, a tecnologia pode até prejudicar. Uma pesquisa recente da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), baseada nos dados do Pisa — principal teste escolar mundial —, descobriu que o alunos que fazem uso mais frequente de computadores na escola acabam se saindo pior nos testes de leitura do que aqueles que não usam os equipamentos. Os que se saem melhor são aqueles que usam os computadores de forma moderada. “Ainda não temos uma pedagogia preparada para fazer um bom uso da tecnologia. Essa é a ligação que falta”, afirma Andreas Schleicher, diretor de educação da OCDE

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Outra hipótese é que o lado positivo da tecnologia não esteja aparecendo nos testes educacionais. Com acesso à internet, os estudantes aprendem a buscar informações, a ter iniciativa, a trabalhar em grupo, a desenvolver o raciocínio lógico e a adquirir conhecimento além do que é dado em aula. São habilidades essenciais para a sociedade de hoje. Rosa Maria Stalivieri, diretora da escola municipal Zeferino Lopes de Castro, em Viamão, no Rio Grande do Sul, sentiu essa diferença em seus 150 alunos. Em 2013, a escola recebeu 100 netbooks da Fundação Telefônica.

Daí em diante, foi feita uma reformulação no modelo pedagógico. É comum hoje os alunos usarem kits de robótica em sala de aula. “As crianças estão mais críticas, têm um raciocínio lógico mais desenvolvido e falam com mais facilidade sobre os temas que estudam”, diz a diretora.

Já na escola municipal Campos Salles, que fica na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, e é considerada uma das mais inovadoras do país, a mudança pedagógica chegou antes da tecnologia. Inspirada numa experiência bem-sucedida de Portugal, a direção decidiu experimentar uma nova forma de ensinar. Todos os alunos de cada série passaram a estudar num mesmo salão. Eles trabalham em grupos de até quatro estudantes, fazendo os roteiros de estudos propostos pelos professores. Cada grupo define no começo do dia quais roteiros vai fazer.

Os professores — são três por salão — atuam como orientadores e mentores, tirando as dúvidas das crianças. Os alunos também podem fazer pesquisas na internet usando os 200 notebooks da escola. Não existe prova. E as notas de cada estudante são definidas em um conselho de professores e alunos no fim do bimestre, de acordo com o desempenho e o esforço de cada um. “Desde que o projeto foi implementado, a escola vem atingindo ou superando as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica”, diz Daniela Zaneratto Rosa, coordenadora pedagógica, referindo-se à avaliação do MEC conhecida como Ideb.

Escola municipal Campos Salles, em São Paulo: cada grupo de alunos trabalha em roteiros de estudo e o professor faz o papel de um orientador | Germano Lüders

As experiências das escolas mostram que a tecnologia é fundamental para a formação dos estudantes, mas ela só é bem aproveitada quando complementa o trabalho do professor. É sempre desejável ter os melhores computadores e a melhor conexão na escola, mas o sucesso continua a depender mais da presença de professores capacitados para estimular o aprendizado — usando a lousa, os tablets ou os dois. 

FONTE: exame.abril.com.br

CUMMINS E GILLIG FIRMAM PARCERIA PARA DESENVOLVER ÔNIBUS 100% ELÉTRICO

CUMMINS E GILLIG FIRMAM PARCERIA PARA DESENVOLVER ÔNIBUS 100% ELÉTRICO

São duas empresas de segmentos distintos: a Cummins Inc., fabricante independente de motores Diesel e a Gás, e a Gillig, designer e fabricante americana de ônibus.

As duas se uniram em parceria para desenvolver um ônibus 100% elétrico.

O trabalho técnico entre as empresas busca a integração e a otimização da nova tecnologia elétrica a bateria oferecida pela Cummins que, em breve, equipará os ônibus com emissões zero da Gillig.

O acordo foi anunciado em outubro pelos executivos das duas empresas, Derek Maunus, presidente da Gillig, e Amy Boerger, vice-presidente de Vendas da Cummins para América do Norte, num evento da APTA – American Public Transportation Association.

No ato que marcou o anúncio do desenvolvimento em conjunto, Manaus afirmou que a Gillig já tem uma relação comercial bastante consolidada com a Cummins (as empresas trabalham juntas desde a década de 1950), e que agora, com a nova parceria, as empresas irão compartilhar suas respectivas metas em tecnologias, “e desenvolver, com a vantagem de uma visão conjunta, para fornecer a mais avançada tecnologia em eletrificação do mercado de ônibus para nossos clientes”.

A meta inicial será o desenvolvimento de uma nova bateria elétrica para um ônibus eletrificado da Gillig com foco na faixa de operação de 322 km (200 milhas) com uma única carga. O ônibus terá motor de tração dianteira com torque de 3.500 Nm (Newton meters), utilizando energia do sistema de frenagem regenerativo. Um pacote de acessórios será alimentado pelo sistema Cummins. A implantação inicial do ônibus usará um carregador plug-in.

A Cummins atualmente alimenta a série Gillig de ônibus Low Floor, BRT, BRTPlus, Comutador e Trolley, com um amplo portfólio de Diesel limpo, gás natural quase zero e energia Diesel-híbrida.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

Fonte: diariodotransporte.com.br