ESTUDO GLOBAL DE 3M REVELA: A CIÊNCIA É SUBESTIMADA

por | abr 17, 2018

São Paulo, março de 2018 – A ciência precisa de defensores: essa é a conclusão a que a 3M chegou após a análise do seu primeiro Índice Anual do Estado da Ciência (State of Science Index – SOSI), um estudo global expondo as percepções da população em geral em relação à ciência. À primeira vista, os resultados do estudo sugerem que o sentimento em relação à ciência é extremamente positivo: metade acredita que os carros voadores serão uma realidade ainda em vida e 87% caracterizam a ciência como fascinante e não como algo chato.

No entanto, após uma análise aprofundada, a pesquisa expõe que muitas pessoas não conseguem visualizar o impacto que a ciência tem em suas vidas: quase 40% acreditam que a vida cotidiana não seria muito diferente se a ciência não existisse (38%). Um padrão de ceticismo em torno da ciência também prevalece. O estudo descobriu que quase um terço (32%) da população global que participou da pesquisa é cético em relação à ciência e 20% não confia em cientistas.

A pesquisa sobre a ciência foi realizada em 14 países de forma independente e foi encomendadapela 3M, uma empresa global de ciência e inovação, e conduzida pela Ipsos, empresa global de pesquisa de mercado. O estudo explora a imagem da ciência em todo o mundo. Os entrevistados foram questionados sobre o seu conhecimento, compreensão e valorização da ciência, bem como questões sobre a imagem e o futuro da ciência.

“Nós nos propusemos a pesquisar sobre o que o público em geral pensa e sente sobre ciência e seu impacto no mundo. A ciência é valorizada e confiável ou não é reconhecida?”, afirma John Banovetz, vice-presidente sênior de Pesquisa & Desenvolvimento e Chief Technical Officer da 3M. “Esses ricos insightsdão destaque à ciência e revelam diferenças de atitudes entre países emergentes e desenvolvidos, homens e mulheres, e até mesmo entre gerações. O mundo está se tornando cada vez mais tecnologicamente avançado todos os dias e a ciência está levando a esses avanços tecnológicos. Esperamos que, ao tornar os dados da pesquisa acessíveis, os defensores das ciências em todo o mundo poderão utilizá-los para focar ações na ciência e contribuir para sua maior valorização em nosso mundo”.

Dados do Brasil

Brasileiros são mais otimistas em relação a ciência e entendem o impacto da ciência mais do que a maioria dos outros países do mundo, mas não veem o país com líder em avanços científicos.

  • Brasileiros são otimistas quando se trata de ciência.

Quando brasileiros escutam a palavra “Ciência” eles se sentem…

94%esperançoso ante de desencorajado 6%

88%fascinados versus 12% entediados

90%acreditam que a ciência impulsiona a inovação

85%acreditam que o mundo é um lugar melhor graças à ciência

  • Sobre expectativas sobre ciência no futuro, os brasileiros estão entusiasmados e otimistas quanto ao impacto futuro da ciência:

66%pensam que os melhores dias da ciência ainda estão por vir.

63%estão entusiasmados com o impacto futuro da ciência na sociedade.

Três em cada quatro (76%)pensam que vão ver a cura do câncer em vida.

A metade (51%)pensa que teremos carros voadores durante a sua vida.

  • Os brasileiros entendem o impacto da ciência mais do que a maioria dos outros países do mundo.

83%pensam que a ciência é muito importante para a sociedade e 72%dizem que é muito importante para a vida cotidiana (versus média global de 63% e 46%, respectivamente).

Cerca de um terçoacredita que a ciência tem um impacto completamente positivo em sua vida cotidiana (34%) e na sociedade (37%) hoje, significativamente maior do que a média global (22% e 24%, respectivamente).

  • Brasileiros são mais propensos do que a média global a se arrepender de não prosseguir uma carreira na ciência (52% contra 46%, respectivamente).
  • Mais de metade (56%) sentiram-se mais entusiasmados com a ciência quando criança do que agora. No entanto, quase todos os pais brasileiros querem que seus filhos saibam mais sobre ciência.
  • Os brasileiros não veem seu país como um líder em avanços científicos:
    74%acreditam que o Brasil está ficando para trás de outros países quando se trata de avanços científicos.

42%acreditam que o financiamento inadequado para a pesquisa científica é o maior obstáculo para os avanços científicos no futuro.

84%acreditam que outros países atribuem maior valor à ciência do que o Brasil.

  • No Brasil, astronautas e jogadores de futebol são igualmente populares. Quando perguntados se preferem jantar com o jogador Neymar ou o astronauta Marcos Pontes a resposta foi:

51%Neymar X 49%Marcos Pontes

  • Já cantores superam doutores. Preferem jantar com:

58% Ivete Sangalo X 42% Celina Turchi*

*(descobriu a relação entre Zika e microencefalia)

Metodologia de estudo

A Ipsos realizou o estudo com 14.036 adultos em 14 países, entre 14 de junho de 2017 e 26 de agosto de 2017. A pesquisa foi realizada por meio de uma combinação de entrevistas on-line e offline. Aproximadamente mil pessoas maiores de 18 anos foram pesquisadas em cada país. Os países participantes foram: Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Japão, México, Polônia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. A amostra para cada país foi nacionalmente representativa com base na idade, gênero, região e raça/etnia (quando aplicável). No nível de confiança de 95%, a margem de erro para o total global de 14 países é de +/- 0,83 pontos percentuais. Os países emergentes e desenvolvidos foram agrupados da seguinte forma:

  • Desenvolvido: Canadá, França, Alemanha, Japão, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos
  • Emergentes: Brasil, China, Índia, México, Polônia, Arábia Saudita e África do Sul

O que o estudo identificou?

  • Para muitos, a ciência é vista como acessível apenas para “gênios”.O estudo descobriu que mais de um terço das pessoas ficam intimidadas pela ciência, com 36% das pessoas concordando que apenas os gênios podem ter uma carreira na ciência.
  • Mais trabalho precisa ser feito para suprir a lacuna de gênero na ciência.As mulheres estão menos envolvidas e interessadas na ciência do que nos homens. Elas são mais propensas do que os homens a dizer que não sabem nada sobre ciência (21% contra 15%) e significativamente tendem menos a acreditar que uma carreira em engenharia seria satisfatória (9% contra 25%). Elas, no entanto, estão mais interessadas do que os homens em medicina (20% vs. 14%) e ciências da vida (15% vs. 10%).
  • A ciência é apreciada mais no nível macro (nível social), do que no nível micro (dia a dia).Significativamente, mais pessoas acreditam que a ciência é muito importante para a sociedade em geral (63%) do que para a vida cotidiana (46%).
  • As pessoas são amplamente inconscientes sobre a ciência e impacto em suas vidas. A maioria (66%) pensa “pouco ou nunca” sobre o impacto da ciência em sua vida cotidiana.
  • Quase metade dos entrevistados desejaria ter seguido uma carreira na ciência.Enquanto uma pequena maioria de pessoas (54%) não se arrepende de prosseguir uma carreira não científica, quase metade queria ter escolhido uma carreira em ciência (46%).
  • Os céticos e os apoiadores da ciência estão alinhados quando se trata de seus filhos e da próxima geração. Quando se trata da próxima geração, tanto os céticos quanto os não-céticos estão surpreendentemente alinhados: 82% encorajariam as crianças a prosseguir uma carreira científica e 92% dos pais querem que seus filhos saibam mais sobre ciência; ao mesmo tempo, 33% pensam que os alunos precisam de uma melhor compreensão de como a ciência melhora o mundo para inspirá-los a prosseguir uma carreira nesta área.

Os dados completos do estudo, incluindo as informações de cada um dos 14 países e ferramenta para explorar os dados com profundidade, podem ser encontrados em: 3M.com/scienceindex.

Otimismo para o futuro da ciência

Apesar do ceticismo e baixo entendimento generalizado sobre ciência, a expectativa sobre o futuro dos avanços científicos é alta. Quando perguntados sobre o que acreditam que a ciência alcançará ainda durante a vida deles, as principais respostas incluíram robôs em todos os locais de trabalho (64%) e em cada casa (55%), além de carros voadores (51%). Também há expectativas de ver antes de morrer a vida submarina (41%) e habitar Marte (35%).

Em geral, o estudo descobriu que os países emergentes são mais otimistas sobre os avanços científicos futuros do que os entrevistados de países desenvolvidos. Os países emergentes são muito mais propensos a pensar que os carros voadores (58% nos emergentes vs. 43% nos desenvolvidos) e o controle do clima (43% contra 22%) seriam possíveis ainda durante a vida deles.

Olhando para problemas sociais, as pessoas estão se voltando para a ciência em busca de soluções, particularmente em torno de energia e prevenção de doenças. Globalmente, as pessoas têm uma visão otimista de que a ciência pode resolver desafios relacionados à disponibilidade de energia renovável com um preço acessível (75%) e fornecimento de energia (74%). As pessoas também acreditam na ciência para resolver os desafios relacionados ao tratamento de doenças (75%) e de água limpa e saneamento (73%).

“Grandes avanços científicos são fruto de múltiplas descobertas ao longo dos anos de trabalho”, esclarece Banovetz, vice-presidente sênior de Pesquisa & Desenvolvimento e Chief Technical Officer da 3M. “Se os estudantes pensam que apenas os gênios podem ter uma carreira na ciência e as pessoas permanecem indiferentes à ciência, como podemos prosperar como sociedade e continuar inovando? Para garantir um futuro melhor, precisamos estar atentos para ajudar as pessoas a entender todas as incríveis oportunidades e inovações que a ciência nos trouxe, bem como a dedicação, disciplina e investimento necessários para alcançar esses resultados”.

Compromisso da 3M com a ciência

Reconhecendo a necessidade de defender a ciência, a 3M nomeou Dra. Jayshree Seth como a primeira Chief Science Advocate (defensora chefe da ciência) da empresa. Ela será a embaixadora responsável por promover e contribuir para diálogos sobre a imagem da ciência e a importância que desempenha na melhoria das vidas ao redor do mundo.

Uma cientista renomada com PhD em Engenharia Química e 60 patentes em seu nome, a Dra. Seth foi reconhecida com o título de Cientista Corporativa – a posição mais alta dentro da comunidade técnica em 3M. Além das suas realizações na inovação científica, ela adora ser mentora de jovens cientistas e outros funcionários da 3M.

“Tenho a honra de assumir esse papel porque, como estudante, enfrentei muitos desafios, comparando-me com os outros e pensando que não conseguiria. Eu tive a sorte de ter professores inspiradores e uma família encorajadora que realmente acreditava nos benefícios da ciência “, disse Jayshree. “No meu papel como Chief Science Advocate, vou me concentrar em esclarecer as questões que precisam ser abordadas para incentivar a valorização e o entusiamo pela ciência. Eu quero que as pessoas saibam que você não precisa ser um gênio para ser cientista. Desejo que as pessoas compreendam como a ciência melhora a vida e conduz as inovações em que confiamos a cada minuto todo dia. E, finalmente, eu pretendo ser uma parte da solução que cria uma nova geração de defensores da ciência”.

A nomeação da Dra. Seth para o papel de Chief Science Advocate baseia-se no compromisso de 40 anos da 3M de promover novas gerações de cientistas e melhorar vidas. Em todo os Estados Unidos e internacionalmente, o 3M apoia iniciativas em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering and Mathematics – STEM).

Nos Estados Unidos, há 10 anos a empresa realiza o “Discovery Education 3M Young Scientist Challenge” (“Descoberta na Educação – Desafio 3M para Jovens Cientistas”, em tradução livre), um importante concurso de ciência para alunos do ensino médio, conectando jovens aspirantes a cientistas com mentores de 3M. Globalmente, o braço filantrópico da empresa, o 3Mgives, apoiou dezenas de países  por meio de programas como  “Let’s Talk Science” (“Vamos Falar sobre Ciências”, em tradução livre), realizado no Canadá há mais de 10 anos. Já na Índia o 3MGives oferece uma Iniciativa de Laboratório de Ciência Móvel. No Brasil, há 5 anos o Instituto 3M realiza o Desafio de Inovação e a Mostra de Ciência, incluindo treinamento para professores e competição de estudantes. Sem falar do no apoio para equipes de Robótica e competições WorldSkills em todo o mundo.

Em 2018, o 3Mgives estará realizando um investimento significativo nas iniciativas STEM internacionais. Por exemplo, a empresa participará de um novo programa STEMania na Arábia Saudita para promover a igualdade de gênero e encorajar mulheres jovens da educação elementar e intermediária a prosseguir carreiras em ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

Sobre a 3M

Na 3M, aplicamos a ciência de forma colaborativa para melhorar vidas diariamente. Com cerca de 91 mil funcionários conectados com clientes em todo o mundo e mais de 55 mil itens de produtos inovadores para diferentes mercados, a 3M atingiu US$ 31,7 bilhões em vendas globais em 2017. No Brasil, o Grupo 3M conta com cinco fábricas instaladas no Estado de São Paulo, que compõem a 3M do Brasil, além das empresas 3M Manaus, instalada no Amazonas e a Capital Safety, que opera no Paraná. Em 2017, alcançou faturamento bruto de R$ 3,8 bilhões no País, onde conta com cerca de 3.400 funcionários. Conheça nossas soluções criativas no site www.3M.com.bre cadastre-se para receber nossas notícias em http://news.3m.com/pt-br.

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