POR QUE OS BRASILEIROS CONFIAM TANTO NA CIÊNCIA, MAS INVESTEM TÃO POUCO NELA?

POR QUE OS BRASILEIROS CONFIAM TANTO NA CIÊNCIA, MAS INVESTEM TÃO POUCO NELA?

Imagine ser convidado para um jantar e precisar escolher entre se sentar à mesa com Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a participar de uma missão espacial, ou com o Neymar. Ficou na dúvida sobre qual conversa seria mais interessante? A indecisão não é só sua. A disputa entre as duas opções é acirrada: 51% dos brasileiros afirmam que escolheriam a segunda opção, enquanto 49% decidiriam por jantar com o astronauta. A informação é da primeira edição do índice do Estado da Ciência, estudo global encomendado pela 3M à empresa de pesquisas Ipsos, para entender as percepções das pessoas em relação ao tema.

Foram entrevistadas mais de 14.000 mil pessoas em 14 países. Os cerca de mil adultos brasileiros de diferentes regiões, etnias e idades que participaram do levantamento mostraram muito mais otimismo com a ciência do que a média global. “Das pessoas que participaram no país, 95% gostariam que seus filhos conhecessem mais sobre ciência. É curioso porque, na prática, não vemos tanta gente buscar uma carreira na área”, diz Camila Cruz Durlacher, 44, química e diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da 3M do Brasil – uma das quatro mulheres com posição na alta liderança da companhia no país.

Ela enumera outras descobertas: 94% dos entrevistados se declaram esperançosos em relação à ciência, 83% dizem que o avanço nessa área é muito importante para a sociedade e 66% estão certos de que os melhores dias para a ciência ainda estão por vir. Três em cada quatro participantes acreditam que acompanharão em vida o surgimento da cura do câncer e metade dos entrevistados está convencida de que será possível ver com os próprios olhos carros voadores circulares por aí, apostando que a realidade mostrada pelos Jetsons já não está mais tão distante.

Expressivos 90% dos respondentes acreditam que a ciência impulsiona a inovação – aqui podemos agradecer ao Vale do Silício por contribuir para levar o assunto para o mainstream, diz Camila:

“A onda do empreendedorismo incentiva um interesse maior pela ciência. Vemos startups com administradores muito técnicos ganharem fama, com líderes que vem da ciência ou da área de TI”

Ela cita Elon Musk. O bilionário é formado em Física e Economia, mas carrega inegável talento marqueteiro e atrai a atenção pelos planos para povoar Marte e por convencer os motoristas dos Estados Unidos a trocar carros beberrões por modelos elétricos. A ciência vive bons tempos (ao menos quando se trata da visibilidade do tema).

Há otimismo, mas falta investimento

O otimismo brasileiro apurado na pesquisa da 3M é interessante justamente pelo momento desafiador para os institutos de pesquisa e profissionais da área no país. Estimativa da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) indica que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação tem orçamento hoje que corresponde a apenas 25% do que era o de 10 anos atrás em valores atualizados. Um golpe e tanto para qualquer ambição nacional de avançar nesta área, já que é este dinheiro que financia boa parte dos feitos científicos no país. Outra parcela importante vem da iniciativa privada, como é o caso da 3M Brasil, que investe anualmente 4,15% de seu faturamento em inovação para entregar ciência aplicada à vida. No Brasil este porcentual corresponde a cerca de 150 milhões de reais.

“Não só nós, mas a maior parte dos países em desenvolvimento mostrou mais otimismo e confiança na ciência”, diz Camila. Ela entende que dois fatores influenciam nesse resultado. O primeiro deles é que, nas economias mais maduras, a área já tem atuação consolidada, com avanços concretos. “Aqui ainda é um desafio. Sabemos que é uma ferramenta para mudar as nossas vidas e transformar a sociedade, mas ainda não temos uma rota tão estruturada. Valorizamos justamente porque sabemos que faria diferença”, conta.

O outro fator de influência, avalia, é que justamente por ter produção científica mais sensível, o brasileiro não conhece tão bem as eventuais consequências negativas da ciência. “O Japão é um dos países com menos otimismo em relação à ciência. Imagino que isso tenha a ver com o fato de eles terem enfrentado questões importantes relacionadas aos avanços científicos, como o vazamento radioativo da usina nuclear de Fukushima, por exemplo.”

Mesmo com a empolgação em torno do tema, nem só de otimismo se alimentam as expectativas dos brasileiros: 42% dos entrevistados entendem que a falta de financiamento adequado é o maior obstáculo para os avanços científicos, enquanto 74% dos respondentes acreditam que o Brasil está ficando para trás quando se trata dessa área. Parcela de 84% dos participantes do estudo aponta que outros países atribuem valor maior à ciência. Mais um indicador crítico é que pouco mais da metade dos participantes do estudo sentiam-se mais entusiasmados com o assunto quando eram crianças.

“Há esse estereótipo do gênio, de um cara maluco trancado no laboratório. Precisamos derrubar o estigma e mostrar que homens e mulheres podem construir carreiras de sucesso na ciência”

A executiva concorda que a área também é envolta em uma aura masculina, como se só os homens pudessem entrar naquele território. “É essencial mostrar desde cedo que há espaço para todo mundo. Quando deixamos que este preconceito se propague já eliminamos o interesse de metade da população brasileira por ciência, que são as mulheres”, diz.

Quem são as novas referências do mundo científico?

Para transformar o cenário e fazer com que a ciência no Brasil se desenvolva de acordo com as expectativas otimistas apuradas no estudo, Camila diz que o caminho mais eficiente é a boa e velha melhora da educação de base. “Precisamos desmistificar e sair do formato de ensino monótono para mostrar as várias possibilidades. Destacar que é legal, estimulante”, defende. Ela também entende que as pessoas precisam enxergar na carreira científica a oportunidade de ter retorno financeiro, com opções que vão além da atuação acadêmica.

“Conhecemos muitos médicos, advogados e administradores bem-sucedidos. Falta colocar esta mesma lente nos cientistas e construir as referências”

A boa notícia, diz, é que a sociedade tende a valorizar cada vez mais estes profissionais nos próximos anos. “Há uma série de novos trabalhos surgindo, principalmente nas áreas de ciência e tecnologia.” Como contribuição para construir referências na área científica que não estejam restritas a bilionários do Vale do Silício, Camila cita o trabalho de Mayana Zatz, geneticista que, após estudar nos Estados Unidos, decidiu voltar e desenvolver sua carreira localmente. Outro exemplo é Camila Achutti, jovem mestranda da USP defensora da presença maior das mulheres na área de tecnologia.

A executiva da 3M entende que sua busca na companhia é mostrar essas possibilidades e dar espaço para as novas referências, tirar os cientistas do laboratório e mostrar que eles (ou elas) são pessoas reais. Este esforço, diz, está no Instituto 3M, que tem a educação na área científica como uma de suas plataformas de atuação, com a meta de atrair cada vez mais o interesse de crianças e jovens.

Já em casa, Camila faz questão de passar o fascínio pela ciência para os dois filhos. “Sempre fui curiosa e tive essa vontade de entender como as coisas funcionam, descobrir até onde os avanços tecnológicos podem chegar. Morro de orgulho quando vejo isso neles”, diz. Parece que, para tornar a ciência mais atrativa, Camila só precisa compartilhar um pouco do deslumbramento que encontra ali. Se ela for em frente, Neymar vai precisar se cuidar porque vai ter muito mais gente cobiçando a mesa dos cientistas.

Fonte: https://projetodraft.com

‘CHAMADA DE NEGÓCIOS’ SELECIONA MELHORES INICIATIVAS COM IMPACTO SOCIOAMBIENTAL NA REGIÃO AMAZÔNICA

‘CHAMADA DE NEGÓCIOS’ SELECIONA MELHORES INICIATIVAS COM IMPACTO SOCIOAMBIENTAL NA REGIÃO AMAZÔNICA

Plataforma de Parceiros pela Amazônia (PPA) está com inscrições abertas para a “Chamada de Negócios”, que vai selecionar 14 empreendimentos com melhor engajamento social e ambiental na Região Amazônica. Os selecionados vão participar do 1º Fórum de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia, que pretende fazer aportes de até R$ 600 mil nos empreendimentos que mais se destacarem.

Empreendedores, startups, organizações, negócios de base comunitária, instituições e empresas em estágio inicial de seus negócios podem participar da chamada.

Além dos investimentos diretos que serão realizados por meio de uma Rodada de Negócios ao estilo “shark tank”, o Fórum vai distribuir prêmios de até R$ 20 mil a empreendedores e iniciativas em estágios iniciais, que conquistarão também a oportunidade de participar do Programa de Incubação e Aceleração da PPA.

O pesquisador sênior do Idesam e coordenador da PPA, Mariano Cenamo, adianta que a plataforma busca negócios que gerem impacto positivo no meio ambiente e na vida das pessoas, e que tenha também sustentabilidade financeira e potencial de crescimento. Para Cenamo, não basta apenas ter responsabilidade socioambiental.

A PPA busca negócios que movimentem uma nova economia, pautada pela sustentabilidade, principalmente nas zonas rurais e florestais da Amazônia, como alternativa à concentração de empresas e pessoas nas cidades.

A chamada é voltada para cadeias produtivas, primeiro setor e também ideias e soluções inovadoras no setor de serviços e comércio.

“Muitos dos desafios enfrentados pelos empreendedores rurais e florestais na Amazônia são estruturais, como logística, acesso a mercados, serviços jurídicos e contáveis, apoio a gestão (…) Iniciativas voltadas a viabilizar a ofertas desses serviços para cadeias de valor sustentáveis serão muito bem vindas”, completa Cenamo.

Inscrições

Os projetos devem ser inscritos até o dia 25 de julho, por meio do site do Idesam. Entre os critérios necessários para qualificar as iniciativas como negócios de impacto socioambiental estão:

  • potencial de geração de emprego;
  • melhoria da qualidade de vida para populações de baixa renda;
  • promoção de relações justas de mercado;
  • redução do desmatamento;
  • conservação dos recursos naturais;
  • protagonismo de jovens e mulheres.

 

Fórum terá Rodada de Investimentos

Confirmada para novembro de 2018, a primeira edição do Fórum sobre Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia será um novo espaço de diálogo, trocas de experiências e boas práticas entre as startups amazônicas e os potenciais investidores.

O evento vai promover debates sobre o estado da arte das finanças sociais e investimentos de impacto na Amazônia, além dos desafios e oportunidades para o desenvolvimento de negócios e empreendedores locais.

“A rodada de investimento é espaço para empreendedores apresentarem seus negócios a investidores, além de ser uma iniciativa inovadora na região, será uma grande oportunidade diante da dificuldade de se canalizar investimentos para negócios de impacto na Amazônia. Vão se destacar iniciativas que ofereçam retorno positivo para a sociedade, ao mesmo tempo em que possuem uma viabilidade financeira como empreendimento”, ressalta Ana Bastida, pesquisadora do Idesam e uma das organizadoras do Fórum.

Para participar do Fórum, as empresas escolhidas receberão um acompanhamento técnico para apresentar seu empreendimento aos investidores, durante três meses. Todas as selecionadas poderão participar do Programa de Incubação e Aceleração da PPA, previsto para acontecer por todo o ano de 2019 e que inclui workshops, capacitações sobre temas estratégicos para desenvolvimento de negócios, mentoria de especialistas com apoio e assessorias técnica, jurídica, contábil, entre outros benefícios.

Fonte: https://g1.globo.com

COLETIVO JOVEM COCA-COLA ABRE VAGAS PARA CURSO GRATUITO EM GUARUJÁ

COLETIVO JOVEM COCA-COLA ABRE VAGAS PARA CURSO GRATUITO EM GUARUJÁ

A unidade de Guarujá do projeto Coletivo Jovem Coca-Cola está com inscrições abertas para curso básico de desenvolvimento profissional e capacitação nas áreas de marketing e vendas, comunicação e tecnologia e produção de eventos. A iniciativa é gratuita e tem duração de dois meses, mas pode ser prorrogada em até seis meses, de acordo com a preferência do aluno. Ao todo, são 120 vagas, sendo 40 destinadas aos jovens de 16 a 18 anos, e 80 para jovens a partir dos 18 anos.

Os interessados devem procurar o projeto até 25 de julho no centro administrativo da Associação Palavra de Vida (rua Miosótis, 85, Jardim Primavera), de segunda a sexta-feira, das 10h às 17 horas. É necessário levar duas fotos 3x4, cópia do RG e comprovante de residência. Menores de idade precisam comparecer acompanhados de um responsável legal.

O principal objetivo do curso é capacitar e preparar jovens para serem inseridos no mercado de trabalho, de forma a garantir experiências antes do primeiro emprego. Durante o período de curso, os jovens receberão orientações para entrevista de emprego, preparação de currículo e também sobre como participar de processos seletivos.

A Coca-Cola Brasil destaca que, ao término de cada ciclo de dois meses, os jovens são conectados com oportunidades de trabalho e, quem tiver outros objetivos profissionais, como empreender e continuar os estudos, são direcionados a parceiros que tenham expertise nesses temas. O projeto possui parceria com algumas empresas da Baixada Santista.

Fonte: http://d.costanorte.com.br

ELA TENTOU ATUAR NO TERCEIRO SETOR, MAS SE ENCONTROU NA PLANT, QUE FAZ HORTAS ORGÂNICAS NAS CIDADES

ELA TENTOU ATUAR NO TERCEIRO SETOR, MAS SE ENCONTROU NA PLANT, QUE FAZ HORTAS ORGÂNICAS NAS CIDADES

Gigante mundial do plástico e dos fertilizantes, a Dow Química possui uma horta orgânica no telhado de sua sede brasileira, na cidade de São Paulo. O plantio e manutenção das 42 espécies encontradas ali são a primeira entrega da Plant Fazendas Urbanas, que tem como missão instalar hortas de médio a grande porte no topo de prédios das cidades. O negócio tem menos de um ano e meio de vida e já ganhou quatro prêmios, dois deles da ONU. A fundadora do negócio, a hortista Lê Andrade, 35, agora quer ganhar escala e passar de uma para sete hortas instaladas pela Plant. Uma delas, ela conta, será no telhado de uma montadora de automóveis e terá nada mais nada menos que 29 000 mudas.

Esta história, porém, começa na divisa entre Bahia e Piauí, região semiárida onde Lê chegou em 2013 para trabalhar com formação comunitária (ela é diplomada em Sociologia). Foi lá que aprendeu o valor das hortas como ferramenta em processo de autonomia alimentar. Em 2015, no entanto, uma troca de gestão mudou as coisas. “Saiu a gerente e chegou um homem bruto, sem tato para lidar com uma comunidade de três mil pessoas, formada por senhoras que estavam aprendendo a se empoderar. E ele, com sua postura de macho alfa e executivo bem-sucedido, não facilitava as coisas. Acabei pedindo demissão”, conta ela.

A hortista voltou, então, para São Paulo, sua cidade natal, e foi trabalhar novamente em um projeto de cunho social, dessa vez em um instituto ligado a um banco. O problema deixou de ser a seca, e passou a ser as enchentes. Isso e a violência, já que o tráfico de drogas era presente e agressivo nas comunidades em que atuava — a ponto dela receber ameaças. Lê conta que um dia seu celular tocou na estação de trem, a caminho do projeto, e o interlocutor relatou a roupa que ela vestia, dizendo que, se ela entrasse no trem, não voltaria para casa. Foi uma situação limite que a levou a uma crise de pânico. Outros episódios semelhantes acabaram minando sua disposição.

Ela não sabia que a semente do empreendedorismo já estava plantada

Para se recuperar dessas violências, ela passou seis meses em casa e, ali, acabou germinando um novo caminho para sua vida. Ela diz que entendeu que não seria feliz se continuasse no terceiro setor. Também chegou à outra conclusão: o que queria fazer mesmo era horta e, por conta própria, — sem a “obrigação marketeira” de expor resultados, como fazia em seu antigo trabalho. Ela fala mais sobre esta sensação de cobrança: “Uma horta tem raiz própria e só existe em tempo estendido, ou seja, ela não dá a mínima para um relatório de projeto”

Este tipo de constatação a ajudou a seguir adiante. Seu primeiro plano foi criar uma empresa que instalasse hortas verticais em coworkings. Neste momento, janeiro de 2017, um amigo a convidou para a Campus Party daquele ano. Lá, haveria uma competição de projetos e poderia ser uma oportunidade para ela apresentar a ideia.

Participou do “The Big Hackaton”, competição de cinco dias com mais de mil participantes. Ao final, representantes do PNUD, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, avaliaram quais projetos melhor contemplavam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dos 17 objetivos, o projeto da hortista atendia a 14. Foi primeiro lugar.

Mesmo assim, transformar uma ideia premiada em um negócio não foi nada fácil. Em dado momento, ela afirma que um dos gestores que ouviu sua ideia questionou se a “hortinha” era escalável, sentenciando que o negócio iria à falência em menos de dois anos. “Ele demoliu minha ideia. Hoje, vi que me fez um favor, pois ele foi duro com a proposta, não comigo. Aquilo ficou na minha cabeça. Hortinha? Ele vai ver só!”, conta. Foi daí que surgiu a proposta de construir grandes hortas em telhados de empresas maiores ainda.

Antes de colher frutos, um feedback negativo quase derrubou o negócio

Hoje, Lê reconhece o quanto uma provocação bem feita a empurrou para frente. Ela pivotou seu modelo de negócios no meio do hackathon e, lá mesmo, encontrou os representantes do primeiro cliente, a Dow Química Brasil. Apresentou seu pitch a eles e saiu com um compromisso: se ganhasse o troféu, suas hortas teriam espaço no telhado da empresa. Dito e feito.

Em março de 2017, começou a construir junto sua trajetória empreendedora. Desenhou seu MVP, foi estudar o mercado e seus fornecedores, aprendeu a precificar e negociar contratos. No primeiro momento, não entendeu que teria um aporte inicial e foi direto aos fornecedores e comprou fiado. A horta da Dow foi montada em setembro, com o investimento próprio de 15 mil reais, e apenas em outubro caiu o primeiro pagamento. Mas, inexperiente, ela calculara o orçamento errado e acabou trabalhando de graça por meses. Lê conta que apenas em janeiro deste ano as contas se equilibraram.

E, junto com elas, também aconteceu a primeira colheita. Foram 600 pés de alface, que renderam ao restaurante dos funcionários da Dow Química três dias de salada. Além de produzir alimento, a horta também recebe as sobras do refeitório, que são compostadas ali mesmo pelo parceiro Morada da Floresta e, depois, voltam à terra do telhado, onde nascem curry, jambu, capim-limão, erva-doce, cenoura, beterraba, espinafre, peixinho e ora-pro-nobis.

Um ciclo totalmente orgânico

As caixas usadas na estrutura da horta vêm de cooperativas de reciclagem, já os insumos da terra, como mudas e adubo, são produtos da agricultura familiar. Para completar este ciclo, que é totalmente orgânico, há também um olhar para o social: as pessoas que trabalham nas hortas são mulheres, imigrantes, em situação de vulnerabilidade. Além disso, Lê afirma que um terço dos lucros da empresa será destinado a replicar as hortas em comunidades próximas dos clientes.

A empreendedora afirma que, além de gerar alimentos, economizar combustível, eliminar agrotóxicos e insumos químicos, purificar o ar e melhorar a saúde mental, construir uma horta funciona como “ferramenta de grupo”, fortalecendo a colaboração entre os membros de um time.

Para seguir próxima à sua vocação — a de formação comunitária e geração de renda — a hortista sabe que precisa acumular mais experiência e se manter resiliente no papel de empreendedora. Mas diz que está feliz da vida: “Dormindo pouco e plantando uma fazenda urbana atrás da outra, de preferência”.

Fonte: https://projetodraft.com

KPMG APONTA A NECESSIDADE DE ACELERAR O RITMO DE INOVAÇÃO EM ENERGIA SUSTENTÁVEL

KPMG APONTA A NECESSIDADE DE ACELERAR O RITMO DE INOVAÇÃO EM ENERGIA SUSTENTÁVEL

A necessidade de uma abordagem sistêmica para a inovação e o estabelecimento de medidas globais que podem reforçar o uso de tecnologias em energia sustentável. Essas informações constam no relatório “Como acelerar o ritmo de inovação em energia sustentável” (do original em inglês, Accelerating Sustainable Energy Innovation) feito pela KPMG em parceria com o Fórum Econômico Mundial. A publicação também propõe uma série de ideias para estimular a discussão sobre mudanças futuras necessárias para a inovação em energia sustentável.

No documento, foram identificadas medidas que a comunidade global pode tomar para acelerar o ritmo de inovação em energia sustentável. Entre elas, estão o uso de uma abordagem institucional com relação à inovação energética para conectar melhor grupos de especialistas e estreitar as lacunas que impedem a conversão mais rápida da pesquisa básica em projetos viáveis; proporcionar melhor suporte às áreas de inovação intensivas em termos de capital e incentivar a colaboração, agrupando o investimento em pesquisa e desenvolvimento de países, empresas e filantropos.

Além dessas, foram apresentadas as seguintes propostas: desenvolvimento de instrumentos de coinvestimento de subsídios públicos de pesquisa e desenvolvimento para melhor direcionar os recebedores de subsídios, reduzir os requisitos de administração dos pedidos, criar colaborações entre fontes de capital públicas e privadas e permitir um melhor momento de disponibilidade de subsídios; coprojetar roteiros de tecnologia em todo o setor público e privado, em âmbito internacional, para melhorar a credibilidade, acelerar a comercialização e acabar com os “vales da morte” técnicos e financeiros que assolam a inovação.

“O objetivo é oferecer algumas ideias com potencial para gerar mudanças no que diz respeito ao uso de inovação em energia sustentável. Estamos à beira de uma transformação global de energia e esperamos continuar o trabalho que é tão central para o futuro da energia e seu impacto na prosperidade global. No entanto, apesar do ritmo geral acelerado nos últimos anos, a inovação no sistema energético não está ocorrendo de maneira rápida e ampla o suficiente, nem adequadamente alinhada, para tratar de questões explorar novas tecnologias para melhorar a vida dos cidadãos em todo o mundo”, analisa o diretor da KPMG Brasil, Ricardo Zibas.

A íntegra do documento pode ser acessada pelo link: http://assets.kpmg.com/content/dam/kpmg/xx/pdf/2018/05/wef-accelerating-sustainable-energy-innovation.pdf.

Fonte: https://ultimoinstante.com.br