PARA ACELERAR A INOVAÇÃO E COMBINAR TENDÊNCIAS GLOBAIS COM ESTRATÉGIA LOCAL, A 3M CRIOU UMA INCUBADORA DE NOVOS NEGÓCIOS

PARA ACELERAR A INOVAÇÃO E COMBINAR TENDÊNCIAS GLOBAIS COM ESTRATÉGIA LOCAL, A 3M CRIOU UMA INCUBADORA DE NOVOS NEGÓCIOS

Renata Perina, 34, é um exército de uma mulher só na 3M. Formada em Estatística e com trajetória de 12 anos na companhia, ela passou por várias áreas até assumir o cargo de gerente de marketing da incubadora de novos negócios da organização, onde está há um ano e meio, desde que a iniciativa foi criada. “Com tantas transformações em curso, percebemos a necessidade de trabalhar internamente projetos relacionados com inovação e disrupção. Esta é a minha missão ali”, diz. Assim, a área da qual é líder e única colaboradora fixa atua para acelerar o desenvolvimento, dar suporte e priorizar novos projetos.

Isso vale para demandas da organização, desenvolvimentos em parceria com startups e para o intraempreendedorismo – algo fortemente estimulado pela 3M com a regra de 15%, em que todo funcionário pode destinar esta fatia de tempo a projetos novos de motivação pessoal. Neste espaço, muitos profissionais podem criar novas oportunidades que, a princípio, não teriam vazão internamente. A incubadora nasceu justamente com o propósito de apresentar um caminho para estas ideias, conectá-las à estratégia da companhia sem os vieses normalmente presentes nas áreas já estabelecidas da organização. “A incubadora precisava ser realmente apartidária, livre de intenções que não sejam apenas fomentar a inovação”.

O projeto começou a ser estudado na 3M em 2014. Na época, a liderança da empresa percebeu a necessidade de criar mecanismo para dar impulso ao desenvolvimento de novas ideias. Camila Cruz Durlacher, 45, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da 3M do Brasil, foi uma das grandes defensoras da iniciativa. “Nossa companhia é muito diversificada, com trabalho fundamentado em plataformas tecnológicas. A ideia por trás da incubadora é ter um núcleo na 3M que olhe para outras tecnologias e mercados onde ainda não atuamos, veja espaços diferentes dos que já ocupamos”, conta. Segundo a executiva, até então muitas boas ideias se perdiam pela falta do olhar de uma pessoa de marketing capaz de estruturar a estratégia de forma mais ampla. “É essencial construir um modelo de negócio que funcione”, acrescenta.

Uma célula de inovação que atende a toda a companhia

Ainda era 2014 quando a incubadora começou a ser formulada com o princípio de ser um terreno neutro. Não adiantaria estabelecer um departamento se as pessoas ali dentro não tivessem a mente aberta para as diversas possibilidades da iniciativa e da atuação da 3M. Assim, a empresa abriu um processo seletivo e Renata foi escolhida para ocupar o posto.

Como defende Camila, a grande meta da área não é simplesmente inovar, mas desenvolver ideias que parem de pé, que sejam sustentáveis como negócio. “Nosso foco é buscar inovação no longo prazo, encontrar projetos que tragam lucratividade e tenham potencial de grande volume.” E complementa: “Trabalho para desenvolver ideias e projetos relacionados às megatendências globais, mas sempre conectados com a estratégia local da companhia”.

O projeto começou a rodar 2016, quando Renata foi atrás dos líderes técnicos da 3M para entender o que eles tinham em desenvolvimento e em que ela poderia ajudar. A primeira demanda veio da área de consumo, que pediu o suporte da incubadora para o lançamento de um novo filtro de ar-condicionado. O item ganhou outra dimensão com o apoio da área liderada por Renata.

Estimulado por sessões de design thinking, ideação e pelos insights gerados por estes processos, o departamento lançou um filtro para ar-condicionado que melhora a qualidade do ar do ambiente onde o equipamento está instalado. A promessa é capturar mais de 80% das micropartículas nocivas sem atrapalhar a função de refrigerar do aparelho, beneficiando pessoas alérgicas, por exemplo. “O meu trabalho é plantar sementes e regar para ajudar a crescer, como uma consultoria que apoia também a execução. Ali conseguimos fazer isso”.

Segundo Renata, além de desenvolver o produto adequado, foi preciso posicioná-lo da forma certa no mercado, ao levar conhecimento para o consumidor e despertar a atenção dele para a qualidade do ar. A solução foi para as prateleiras entre o fim de 2017 e o começo deste ano e ela garante que a 3M tem registrado sucesso de vendas com a novidade. Assim, com a conclusão do projeto, a incubadora interna provou seu ponto: dá para colocar em prática iniciativas inovadoras que sejam também lucrativas.

Abrir caminhos para cooperar com startups

A área também trabalha em outro projeto ambicioso: o lançamento de um aplicativo de realidade virtual para o centro técnico da organização, que deve ser lançado ainda em 2018. A ideia é que as pessoas possam visitar o espaço on-line, sem precisar se deslocar para Sumaré, em São Paulo, onde fica a estrutura. O projeto é fruto de parceria com a startup Loox VR, de Curitiba (PR). A cooperação com o ecossistema empreendedor é, inclusive, outra frente em que a incubadora de novos negócios atua. “A inovação aberta é um meio para chegar à disrupção, não um fim. De qualquer forma, precisa estar dentro da nossa estratégia”, avalia.

A aproximação da jovem empresa aconteceu por meio do Programa Nacional Conexão Startup Indústria, projeto da ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. A 3M é uma das companhias participantes da iniciativa, que busca promover a integração digital e fomentar negócios entre grandes organizações e o ecossistema empreendedor. Pelo programa, além da Loox VR, que trabalha na solução de realidade virtual, a organização desenvolveu parceria com outra startup, a Trackage, com quem a 3M está desenvolvendo uma solução de supply chain, que também deve começar a rodar antes do fim do ano. “É um sistema para otimizar processos internos na logística, aumentar a produtividade e melhorar a experiência do consumidor”, conta Renata.

Segundo ela, estabelecer cooperação com o ambiente empreendedor era uma necessidade da 3M, mas não foi um processo simples. “Startups são empresas que nem sempre têm toda a documentação e estrutura que normalmente exigimos de um fornecedor. Por isso, enquanto os projetos surgiam, fomos atrás de desenvolver processos internos e criar um novo padrão, que agora pode ser replicado em outras parcerias com empresas em crescimento”, diz. O plano é justamente este, garante, aproveitar que o caminho está aberto e trilhar ele muitas outras vezes.

A companhia tem a intenção de participar de mais uma rodada do programa da ABDI. Outra iniciativa de cooperação com startups acontece em parceria com a Weme, aceleradora estabelecida em Campinas. “Nós patrocinamos algumas ações deles, oferecemos pessoas e materiais e, assim, nos mantemos próximos deste ecossistema”, diz.

Com desafios superados, meta agora é ampliar a atuação

Renata admite que há sempre alguma resistência ao novo, mesmo nas empresas mais inovadoras. Ela conta, no entanto, que esta é uma barreira que começa a se dissipar. “Na 3M todo mundo é estimulado a desenvolver o espírito empreendedor. Ainda assim, sempre existem os céticos”, diz. E prossegue: “Sinto que a melhor forma de colocar todo mundo no mesmo barco para inovar é mostrar os bons resultados, provar que funciona. Ter o total apoio da liderança da companhia também é essencial”.

Em um ano meio de atuação, a executiva diz ter encontrado poucas barreiras, mas muitos desafios para a incubadora, como o fato de a 3M ser uma empresa grande, com muitos processos internos e etapas. “Isso faz com que qualquer execução seja diferente do desenho, dá outra proporção”, diz. Longe de ter todas as respostas, Renata diz que tem aprendido muito ao conduzir a atuação da incubadora. “Converso com a liderança das áreas, trabalho para priorizar, entender a quais projetos dar suporte”, conta. Segundo ela, é essencial enxergar a companhia como um todo, perceber as nuances: “Preciso atender às demandas de cada área e ter empatia com a jornada dos consumidores. É um aprendizado constante”.

Camila Cruz Durlacher, que lutou para que a ideia se transformasse em realidade, conta que estes são só os primeiros passos de uma jornada importante para a 3M do Brasil. “A nossa incubadora é muito menor do que as iniciativas que uma série de outras empresas já têm. É uma primeira tentativa, a semente do que queremos ter um dia”. Renata complementa: “Depois dos primeiros resultados vamos começar a replicar este trabalho internamente”. A ideia é recalcular a rota e fazer ajustes conforme as coisas se desenvolvem, conta. Existe também o plano de expandir a atuação da incubadora para toda a América Latina. Se esta é apenas a semente, dá para imaginar a força que terá a iniciativa quando as raízes se desenvolverem.

Fonte: https://projetodraft.com/

“TEMOS UMA RESPONSABILIDADE”, DIZ PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO DOW CHEMICAL SOBRE PLÁSTICOS

“TEMOS UMA RESPONSABILIDADE”, DIZ PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO DOW CHEMICAL SOBRE PLÁSTICOS

Além de desenvolver tecnologias inovadoras, um caminho para um mundo mais sustentável está no engajamento das pessoas em projetos que tenham esse foco. É que acredita o presidente da Fundação Dow Chemical, Rob Vallentine. Fundada em 1979, a entidade apoia investimentos filantrópicos estratégicos da Dow Chemical — empresa que, no ano passado, obteve a aprovação da Comissão da União Europeia para o processo de fusão com a DuPont. “Nós sabemos que, para ser parte da mudança no mundo, não podemos tratar apenas dos nossos produtos, das nossas tecnologias. São as nossas pessoas, que podem se engajar em comunidades e realizar projetos sustentáveis”, afirma.

Para Vallentine, o momento para promover o engajamento das pessoas em projetos de voluntariado não poderia ser mais promissor – graças à presença dos millennials no mercado de trabalho. “Os millennials não perguntam se podem ser voluntariar. Eles perguntam onde podem se voluntariar. E isso é realmente poderoso”, diz. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, o executivo fala sobre os projetos envolvendo a construção de escolas a partir de resíduos plásticos, a responsabilidade ambiental de uma companhia focada nesse mercado e a importância do serviço comunitário:

Quais são as iniciativas sociais que a Fundação Dow Chemical promove?
Nós acreditamos que ciência e humanidade podem transformar o mundo e nossos programas sociais são focados nessa crença. Atuamos em três áreas: soluções para a força de trabalho, onde focamos fortemente em programas educacionais para estudantes no nível fundamental e médio e capacitação de educadores; soluções para a comunidade, que tem como centro as principais necessidades das comunidades em questão – sejam elas habitação, alimentação ou saúde física e mental; e, por fim, soluções de negócios, com os produtos e tecnologias que desenvolvemos para mudar o mundo. Não se trata apenas de uma estratégia social – e também uma estratégia de negócios para nós. Sendo uma empresa de plástico, estamos focando em programas de economia circular. Segurança alimentar é um exemplo – nós temos um negócio de embalagem, então como podemos ajudar a preservar mais os alimentos com o objetivo de alimentar mais pessoas? Habitação é outro exemplo, onde buscamos ajudar na construção de casas que sejam mais eficientes energeticamente.

É uma generalização, mas acredito que as companhias, no passado, desenvolviam suas próprias iniciativas e estratégias. Acredito que a nova tendência aponta que teremos muito mais realizações se nos coordenarmos com outras companhias, com ONGs e com o governo.

Em relação à sustentabilidade, a Dow possui sete metas até 2025 que estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. Você pode me dar um exemplo de uma iniciativa que a Fundação Dow esteja trabalhando nesse sentido?
Nossas metas de sustentabilidade são realmente sobre ser parte da mudança no mundo. Acredito que o melhor exemplo que posso dar é uma das nossas metas que se chama “Engajando funcionários para o Impacto”. Você pode se questionar como isso está ligado à sustentabilidade. Bem, nós sabemos que, para ser parte da mudança no mundo, não podemos tratar apenas dos nossos produtos, das nossas tecnologias. Não são apenas as doações que nós fazemos. É realmente sobre as nossas pessoas que podem se engajar em comunidades que estão realizando projetos sustentáveis. Então seja em limpezas em praias, seja em habitações sustentáveis ou em outro tipo de projeto, nós tentamos focar em iniciativas com os nossos funcionários. Também trazemos nossos consumidores e nossas comunidades, então não se trata apenas do nosso voluntariado.

Temos um projeto que está acontecendo em Cartagena, na Colômbia, que desenvolvemos em parceria com uma empresa chamada Conceptos Plásticos. Eles têm uma técnica que transforma resíduos plásticos em blocos que funcionam como peças de Lego. Você coloca um em cima do outro e constrói paredes e então casas. O que fizemos foi ajuda-los a obter toneladas de plástico que eles precisam para construir escolas. É um projeto piloto, no qual foram construídas, até agora, duas escolas. O benefício desse projeto não é apenas sob a perspectiva da gestão de resíduos plásticos, mas também em eficiência energética, uma vez que o material permite ventilação – um problema considerável na Colômbia por conta do calor. Eu estava em uma dessas escolas na Colômbia e o interessante é que eu vi funcionários que estavam realizando trabalho voluntário no projeto, membros da comunidade e também o governo. Estávamos todos interagindo em um projeto que era sobre construir escolas, mas também era fortemente relacionado à sustentabilidade.

Qual é o principal desafio para desenvolver essas iniciativas?
Eu diria que é encontrar um foco. Existem muitas comunidades que precisam de habitação, de alimentação e esses números só vão crescer tremendamente no mundo. Acesso à água limpa também é outra necessidade. Então a parte mais difícil é priorizar qual dessas questões nós podemos trabalhar. O segundo principal desafio é como trabalhamos juntos como corporações, ONGs e governos para resolver esses problemas. Especialmente quando você tem competidores, a questão que surge é se esses competidores podem se unir para resolver algumas dessas questões. A colaboração é difícil, mas eu acredito que é isso que tratará a mudança necessária.

Uma das metas da Dow para 2025 é aumentar a confiança na tecnologia química. Como a Fundação Dow irá contribuir para isso?
Temos um programa baseado nos Estados Unidos chamado “Você é o químico”. Nós trabalhamos com crianças no nível fundamental ensinando tudo sobre química e como era realmente transforma as nossas vidas. A química que está nos nossos celulares, nos carros que nós dirigimos, em casas e apartamentos que moramos.

Outro projeto é o “Embaixadores STEM” [sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática], que contamos com voluntários – que são funcionários da Dow, cientistas e engenheiros – que vão até as salas de aula e trabalham com o professor para ensinar sobre química. Até o final de 2016, foram mais de 2,2 mil embaixadores em 24 países. Esse é um programa que nós temos visto um grande crescimento porque nós descobrimos que – e penso que isso acontece também aqui e em outras partes do mundo – os millennials não perguntam se podem ser voluntariar. Eles perguntam onde podem se voluntariar. E isso é realmente poderoso.

Agora o mundo parece prestar atenção no plástico. Muitas companhias estão anunciando que não vão mais utilizar canudos plásticos, por exemplo, e uma série de vídeos na internet estão mostrando para as pessoas os danos que o nosso enorme consumo de plástico está causando ao planeta. Qual é a atuação da Fundação Dow em relação a essa questão?
Nós acreditamos que temos uma responsabilidade em toda essa economia circular. É toda a vida de um produto em particular. Então estamos envolvidos em limpezas nos oceanos ao redor do mundo e em limpezas locais em nossas comunidades e eu acho que são trabalhos ótimos, mas nós sabemos que é preciso ser feito não apenas por nós como uma empresa, mas por outras empresas da comunidade se unindo. Mas, para pensar além disso, é preciso pensar que outras coisas nós conseguimos fazer para desenvolver produtos sustentáveis. O exemplo das salas de aula verdes, por exemplo, são tijolos feitos de plásticos, são reciclados. Esse é um exemplo de que o produto está sendo usado para o bem de uma nova maneira.

Um artigo de um jornal local dos Estados Unidos credita a você a frase: “Um balanço harmonioso entre vida, trabalho e serviço comunitário é a chave para fazer bem e corretamente e está no coração dos bons negócios”. Essa é uma crença que você traz para o seu trabalho na Fundação Dow?
Quando eu falei sobre soluções para a força de trabalho, para a comunidade e para os negócios, o que eu não disse é que no coração desse diagrama estão os nossos funcionários. É realmente tudo sobre servir. Nós vivemos em comunidades, trabalhamos em comunidades, temos lazer em comunidades e é realmente importante para nós o fato de servirmos nas comunidades. Acredito que eu aprendi na minha vida que eu devolvo à comunidade através do serviço, posso estar lá para oferecer apoio, mas sou eu que vou embora me sentindo melhor porque fiz parte da solução.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/

GRUPO +UNIDOS TEM PARTICIPAÇÃO EM IMPORTANTE DEBATE NO VII FÓRUM CEAP

GRUPO +UNIDOS TEM PARTICIPAÇÃO EM IMPORTANTE DEBATE NO VII FÓRUM CEAP

Há mais de três décadas, o CEAP (Centro Educacional Assistencial Profissionalizante) contribui para o desenvolvimento social e educacional no país. Instalado em uma região periférica da cidade de São Paulo, a instituição conta com programas educativos que já beneficiaram mais de 7 mil jovens de 10 a 18 anos de idade. A partir de um projeto integrado e do pressuposto de que a educação deve ser individualizada, o CEAP explora a tecnologia como uma ferramenta de apoio para desenvolver o conhecimento. É de forma alinhada aos seus pilares de atuação que a organização promove a realização do Fórum CEAP, que neste ano chegou a sua 7ª edição.

No dia 17 de agosto, o Grupo +Unidos, representado pelo diretor executivo Augusto Corrêa, compôs o primeiro painel do VII Fórum CEAP, que teve como tema a inovação em educação. O principal objetivo do evento foi trazer o convite à reflexão sobre os desafios e tendências do investimento social privado e da educação para resolução dos problemas sociais do Brasil.

A conversa de abertura do evento contou também com as participações de Maurício Prado (sócio e diretor executivo da Plano CDE), Germano Guimarães (diretor e cofundador do Instituto Tellus) e Isabel Aché Pillar (diretora do Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo). Os palestrantes apresentaram dados sobre o atual cenário educacional, trouxeram exemplos inspiradores de iniciativas que estão sendo desenvolvidas e debateram estratégias para fortalecer a proposição de soluções coletivas e integradas.

Por falar em trabalho coletivo, os insights dos participantes não poderiam estar em maior consonância com o escopo de atuação do Grupo +Unidos. Foram abordados os temas da inserção do jovem no mercado de trabalho, da democratização dos novos recursos de aprendizagem e do desenvolvimento de competências do século XIX para os que se encontram em situação de alta vulnerabilidade.

De acordo com Augusto, as empresas têm – a partir da decisão de engajar-se na resolução de problemáticas sociais – alguma liberdade de atuação, uma vez podem experimentar, arriscar, errar, tentar, para enfim poderem acertar. “Podemos encarar as iniciativas do poder privado e do terceiro setor como um laboratório em que se abre espaço para a inovação”, afirma.

A partir das referências construídas e ao identificar e expor algumas das grandes tendências para a área do investimento social e da educação, o Fórum CEAP foi um espaço de trocas e disponibilizou uma relevante colaboração à sociedade, estimulando novas práticas e sensibilizando as lideranças do setor da necessidade de fortalecimento do ecossistema de doação no Brasil.

INSERÇÃO DOS JOVENS NO MERCADO É CHAVE PARA RECUPERAR ECONOMIA

INSERÇÃO DOS JOVENS NO MERCADO É CHAVE PARA RECUPERAR ECONOMIA

“Meu maior sonho é me encontrar na minha profissão, ser uma pessoa realizada fazendo o que gosto. Quero explorar todas as oportunidades que surgirem para criar meu mundo e mostrá-lo a todos. Quero que todos conheçam minhas ideias”, conta a estudante de moda Maria Roberta Moreira, 20 anos, quando perguntada sobre o seu maior sonho. Moradora do Pina, Zona Sul do Recife, egressa do ensino público, ela engrossa as fileiras de milhões de jovens brasileiros à espera de uma oportunidade para entrar no mercado de trabalho.

A inserção da mão de obra de até 24 anos nas estatísticas de pessoas ocupadas deve receber ainda mais atenção em agosto, celebrado o Mês da Juventude. De acordo com o relatório Competências e Empregos: Uma Agenda para a Juventude, produzido pelo Banco Mundial este ano, a produtividade da economia brasileira será cada vez mais pautada pelos jovens de hoje. “A melhor oportunidade que o País do Futuro tem de atingir o status de alta renda é por meio do desenvolvimento de suas competências e do mercado de trabalho de engajá-los plenamente na economia”, afirma o documento.

Lidar com a entrada de pessoas mais jovens no mercado, no entanto, é um desafio para todos os países. A consultoria KPMG, por exemplo, cita o desenvolvimento de políticas públicas para a promoção da entrada de jovens no mercado de trabalho. “Desenvolvimento de estratégias para criar e manter vagas; investimentos de longo prazo com foco em empregabilidade, como uma educação vocacional; e estímulo a setores-chave” são alguns dos pontos destacados pela empresa como desafios em âmbito global.

Na linha do que recomendam o Banco Mundial e a KPMG, o Programa Jovem Aprendiz, através da Lei da Aprendizagem, ajuda a inserir jovens que vieram de escolas públicas, como Maria Roberta, no mercado de trabalho. “Durante um ano e meio pude exercitar a parte prática no RioMar e as qualificações teóricas no instituto. Isso já me ajuda a ter um destaque no currículo, tanto em experiência quanto de conhecimento”, afirma a estudante, referindo-se ao Instituto João Carlos Paers Mendonça (IJCPM).

Entre as qualificações oferecidas pelo instituto, está a adequação do comportamento individual ao que o mundo do trabalho espera. “Hoje os jovens precisam ter iniciativa. Não basta esperar que peçam para fazer algo que tenham independência para ir além”, analisa a consultora de recursos humanos e sócia da Ágilis RH, Georgina Santos.

Já para o coach de carreiras e consultor pessoal Fernando Chaves, os jovens também precisam despertar a sensibilidade para entender a diferença entre o próprio ritmo e o do local onde pretende trabalhar. “É preciso haver uma troca. O jovem tem a rapidez, mas pode não ter o conhecimento fruto da experiência dos colegas. Um precisa entender e colaborar com o outro”, sugere Chaves.

Transição demográfica

De acordo com a publicação do Banco Mundial, a velocidade característica dos jovens de hoje pode ser um trunfo brasileiro. Diferentemente de grandes nações que já passaram ou estão passando por uma transição demográfica, o Brasil deve ver sua população idosa superar a de jovens antes de 2030. Os Estados Unidos, por exemplo, passarão por isso na próxima década e países como a França concluíram essa virada no início do milênio.

Fonte: https://jconline.ne10.uol.com.br/

MULHERES EM STEM DISCUTE IGUALDADE DE GÊNERO NAS ÁREAS DE TECNOLOGIA

MULHERES EM STEM DISCUTE IGUALDADE DE GÊNERO NAS ÁREAS DE TECNOLOGIA

Na manhã da última segunda-feira (13), o Grupo +Unidos e o Instituto Embraer organizaram um evento para debater e contextualizar a participação da mulher no mercado de trabalho em ciências e tecnologia. Realizado na cidade de São Paulo, Mulheres em STEM contou com a presença de lideranças femininas no setor e também com cerca de 40 meninas estudantes do Instituto Embraer.

Para conduzir as discussões sobre igualdade de gênero e apoiar o desenvolvimento acadêmico e profissional de jovens mulheres em carreiras de STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemática), o debate contou com a mediação de Camila Achutti (fundadora e CEO da MasterTech) e também com as convidadas Paula Paschoal (diretora geral do PayPal Brasil), Roseli de Deus Lopes (professora e pesquisadora da Escola Politécnica da USP) e Desuíta Campelo (digital factory transformation leader na Embraer).

Com objetivo de apresentar para as meninas do Instituto suas experiências e conquistas em até o momento, Desuita Campelo buscou relembrar como foi seu ingresso ao mercado profissional logo após sua formação acadêmica em engenharia elétrica. “Quando comecei a trabalhar, estava entrando em um universo fabril, composto majoritariamente por homens. Com isso, percebi que havia algumas situações onde eles não sabiam não sabiam como interagir com uma mulher que passaria a trabalhar com eles. Levou um certo tempo, mas começaram a entender que era uma trabalhadora como qualquer outro”, afirma Desuita.

Para Paula Paschoal, a sociedade como um todo ainda precisa passar por um processo de evolução eficaz. Destaca que há muito o que se fazer em relação à igualdade de gênero, pois, segundo o estudo do Fórum Econômico Mundial, apenas em 2092 as mulheres passarão a ter salários equivalentes aos dos homens no Brasil. “Nós enfrentamos situações onde somos minorias em representatividade, como no próprio mercado de tecnologia. Contudo, essas situações adversas não podem nos impedir de batalhar pelo o que queremos. Nós devemos sempre levantar a cabeça e mostrar nossa competência e do que somos capazes”, conclui Paula.

Contudo, Roseli de Deus Lopes entende que essa transformação é gradual pesa muito mais para as empresas quando elas conseguem mensurar o retorno financeiro que a diversidade pode proporcionar. “Muitas companhias estão mudando os cenários internos pois percebem que a rentabilidade cresce conforme a representatividade e felicidade de seus colaboradores aumentam” completa Roseli. Entretanto, ressalta que essa alteração é demanda tempo e precisa estar presente no planejamento estratégico das instituições.

Após o término do painel, as profissionais e as estudantes presentes realizaram uma dinâmica em duplas. A atividade objetivou a troca de experiências entre os pares e a criação de uma relação por meio do compartilhamento de valores em comum ou de visões complementares de um sonho do mundo.

No período da tarde, as alunas do Colégio Embraer Casimiro Montenegro Filho realizaram uma visita aos laboratórios do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da USP (CITI USP), voltados para a pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Coordenada por Roseli de Deus Lopes e Elena Saggio, gerente de comunicação do laboratório, a visita permitiu que as estudantes interagissem com o ambiente de trabalho da academia e com as pesquisas em desenvolvimento.