AVIAÇÃO, SUBSTANTIVO FEMININO

AVIAÇÃO, SUBSTANTIVO FEMININO

Romper barreiras, quebrar paradigmas e superar desafios. O que parece a descrição de uma epopeia é, na verdade, o enfrentamento diário que as mulheres experimentam em suas vidas, sobretudo no contexto profissional. Para aquelas que ingressaram em carreiras de STEM (do inglês, Ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemática), a trajetória pode ser ainda mais difícil. Um estudo divulgado pela ONU Mulheres revela que 74% das meninas possuem interesse em STEM, mas, destas, apenas 30% ingressam e se tornam pesquisadoras da área. Em contrapartida, indicadores apontam uma relação direta entre diversidade e rentabilidade das empresas.

Ok. Meninas interessadas, benefícios financeiros – então por que nossa presença ainda não é numericamente expressiva? Difícil ser categórica, mas pesquisadores afirmam em uníssono que o fator cultural – fomentado pelos modelos educacionais tradicionais e pelas estruturas familiares – tende a direcionar a atuação feminina para outras áreas desde a primeira infância. Entretanto, apesar de desafiador, o cenário não é estático e mudanças significativas podem ser percebidas nos últimos anos.

Nos últimos dois anos, por exemplo, o número de mulheres piloto aumentou em 106% no Brasil. Na Força Aérea Brasileira (FAB) o efetivo feminino é hoje de 11 mil e a tendência é de movimento crescente. Na Embraer, contamos diariamente com a contribuição de cerca de 700 engenheiras altamente capacitadas – mas ainda queremos voos mais altos – e uma meta corporativa foi criada para impulsionar esse número.

Além disso, um Comitê de Diversidade está se formando, tendo como uma de suas referências os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, em especial o ODS #5 – Igualdade de gênero

Entendemos a diversidade como um tema transversal a todas as frentes da empresa e, por isso, o Instituto Embraer também fortalece esta agenda. Com o propósito de ressignificar o papel cultural de meninas e de jovens mulheres no setor de tecnologia, organizamos o evento “Mulheres em STEM”, que será realizado no dia 13 de agosto, em São Paulo. O encontro idealizado em conjunto com nosso parceiro social, o Grupo +Unidos, contará com a participação de lideranças femininas no setor tecnológico e de alunas e ex-alunas dos Colégios Embraer. O evento inclui palestras e uma dinâmica direcionada para inspirar o diálogo entre mulheres em diferentes estágios profissionais e de vida.

E falando em inspiração, vale sempre recordar a exposição virtual realizada pelo Instituto Embraer na Semana da Asa 2016, com o tema “Mulheres na aviação”. Neste conteúdo, apresentamos a fantástica jornada de pioneiras do nosso setor que, desde o início do século XX, contribuíram para rediscutir os papéis destinados às mulheres na sociedade e no meio aeronáutico. Enquanto somos inspiradas pelo passado, miramos um futuro que nos desafia e motiva a traçar nossas próprias rotas, voar alto e ser donas da nossa própria história.

 

Autora: Thaís Marçon (Coordenadora de Cultura e Memória da Embraer)

Fonte: http://embraer.com/

BRASILEIROS SOBEM AO PÓDIO NA OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE QUÍMICA

BRASILEIROS SOBEM AO PÓDIO NA OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE QUÍMICA

Todos os estudantes brasileiros participantes conquistaram medalha durante a 50ª Olimpíada Internacional de Química. Os alunos Ivna de Lima Ferreira Gomes (de 17 anos), Vinícius Figueira Armelin (16 anos), João Victor Moreira Pimentel (16 anos) e Orisvaldo Salviano Neto (17 anos), conquistaram as medalhas de ouro (dois primeiros), prata e bronze, respectivamente, durante a competição, realizada na República Tcheca e Eslováquia. A participação dos estudantes nessa disputa conta com o patrocínio da Dow, empresa do setor químico.

A conquista ajudou o Brasil a alcançar o seu melhor desempenho na história de todas as modalidades de olimpíadas científicas e subir seis posições no ranking, conquistando o 12º lugar no ranking geral.

Iniciada em 1968, a Olímpiada reúne anualmente 304 estudantes de 76 países – o Brasil participa desde 1997 –, com o objetivo de estimular o ensino, o estudo e a pesquisa no campo da Química, além de descobrir novos talentos. Na competição, cada país pode competir com o máximo de quatro estudantes não-universitários, com idade inferior a 20 anos, que se submetem a exames teóricos e práticos durante o período do evento (10 dias).

As provas aplicadas são elaboradas por um júri internacional formado por mentores (membros das delegações) e especialistas do país organizador. Ao final do evento, os estudantes que se destacaram na competição recebem medalhas de ouro, prata e bronze. Ao todo, foram premiados 198 estudantes, sendo 95 com medalhas de bronze, 65 com prata e 35 de ouro.

“Sabemos da importância na conquista dessas medalhas, que significa, para nós, a vitória de um trabalho em conjunto e exaustivo, realizado durante todo o ano. Esse esforço veio a ser refletido no aprendizado desses jovens, que foram selecionados e tiveram o reconhecimento de uma Instituição internacional”, ressalta Sérgio Maia Melo, professor e coordenador do Programa Nacional das Olimpíadas de Química.

A Dow, que já apoia as Olimpíadas Baiana e Paulista de Química há mais de nove anos, patrocina – desde o ano passado – também o Programa Nacional Olimpíadas de Química. A parceria da Dow com as competições faz parte da estratégia de cidadania corporativa da companhia, que prevê, entre seus focos de atuação, desenvolver iniciativas que buscam despertar o interesse e melhorar a preparação dos alunos na área de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), por meio do engajamento dos funcionários da empresa e de parcerias estratégicas.

“Ao apoiar ações como essa, a Dow reafirma seu compromisso de contribuir diretamente para a melhoria da educação científica no mundo. Queremos incentivar esses jovens a se tornarem futuros profissionais da área e se juntarem a nós para desenvolver produtos e soluções que trazem melhorias sustentáveis para o mundo, ajudando a resolver desafios da sociedade”, explica Fábio Mendes, especialista em Cidadania Corporativa da Dow.

Sobre as ações de cidadania da Dow

As ações de cidadania corporativa da Dow buscam colocar em prática o compromisso da empresa para avançar o progresso humano e desenvolver comunidades sustentáveis. Desta forma, a companhia produz soluções na interseção entre a inovação, sustentabilidade e cidadania para identificar, entender e endereçar os principais problemas da humanidade. Para isso, a Dow colabora com governos, ONGs, corporações e instituições de ensino para promover comunidades socialmente saudáveis e resilientes, ao mesmo tempo em que impulsiona seus negócios, alinhando-se às Metas de Sustentabilidade 2025 da empresa.

Fonte: http://abcdoabc.com.br/

O QUE UM GRUPO DE GRINGOS APRENDEU AO DESENVOLVER TRABALHO VOLUNTÁRIO NO BRASIL

O QUE UM GRUPO DE GRINGOS APRENDEU AO DESENVOLVER TRABALHO VOLUNTÁRIO NO BRASIL

Um grupo de 12 gringos desembarcou no Brasil no começo de junho, vindo de 10 territórios tão diversos quanto Suécia e África do Sul. Todos colaboradores da 3M. No lugar da típica bagagem para viagens de trabalho recheada de roupas para ir de reunião a reunião, eles carregavam peças para colocar a mão na massa de forma voluntária longe do ambiente corporativo, em organizações sem fins lucrativos na região de Campinas, cidade próxima de Sumaré, onde está instalada a sede da companhia no Brasil.

O time, improvável na maioria das organizações, integrava o 3M Impact, programa global criado este ano para estimular funcionários a desenvolverem atividades pro bono capazes de contribuir para o desenvolvimento de diversas iniciativas e comunidades em países emergentes. O projeto parte do princípio de que criatividade, colaboração e senso de propósito compartilhado é capaz de estimular grupos a encontrar solução para os problemas mais desafiadores.

Pelo 3M Impact, os colaboradores da empresa passam 15 dias imersivos em instituições sem fins lucrativos ou entidades governamentais. O tempo, aparentemente curto, é o suficiente para que os profissionais mergulhem em um desafio social, econômico ou ambiental enfrentado na região e ajudem a traçar uma rota para solucioná-lo. Antes mesmo de chegar ao destino da viagem, os times já começam a estudar os desafios e construir rotas de ação para gerar soluções duradouras para cada instituição.

Troca e colaboração para desenhar soluções de impacto social

Todo o processo demanda as habilidades e experiência de cada profissional. Além de contribuir ao oferecer o próprio conhecimento, os colaboradores que participam do 3M Impact são provocados a desenvolver habilidades de liderança, de geração de ideias e a afiar o pensamento inovador, sempre trabalhando de forma colaborativa, a quatro mãos com os profissionais de outras culturas também presentes no programa e com os membros das instituições de cada país. A alemã Christin Schack, 47, que hoje atua na operação sueca da 3M, fala do que a imersão no Brasil representou para ela: “A experiência foi muito apaixonante e me colocou em posição de humildade, de trabalhar pelas pessoas”.

Ela foi uma das 12 profissionais de diversas áreas a participar do 3M Impact no Brasil, incluindo vendas, marketing, jurídica, engenharia, entre outras. Christin integrou o time que desenvolveu projeto no Serviço Social Nova Jerusalém, instituição de Campinas que presta assistência social a 520 crianças e adolescentes. Ali o grupo colaborou para a construção de um plano estratégico de comunicação e marketing capaz de modernizar a presença da instituição, valorizar seu papel na sociedade e o resultado dos projetos, atraindo novos apoiadores.

O grupo de estrangeiros do 3M Impact também atuou na Associação Cornélia, entidade que desenvolve reabilitação psicossocial a 300 pessoas com transtornos mentais e dependência química. Ali um dos times contribuiu para a criação de plano comercial e de design de produtos. A ideia era melhorar o resultado de vendas dos artesanatos feitos na entidade. A terceira organização a receber um grupo da 3M foi a Fundação Eufraten, desenvolvedora de importante trabalho de educação para 600 crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. De forma colaborativa, o grupo desenhou planejamento estratégico, identificando oportunidades para fortalecer e garantir a sustentabilidade da atuação da instituição.

A principal lição: humildade

Deixar qualquer presunção de lado e exercitar a humildade foi um dos aprendizados mais valiosos para os estrangeiros que se juntaram no 3M Impact, dizem. “Trabalhar com colegas da 3M de vários países e estágios da carreira foi um aprendizado incrível. Também foi impressionante ver como a instituição em que estive desenvolve seu trabalho de forma tão bem-sucedida mesmo com recursos limitados”, conta Kim O´Neill, 36, que trocou por 15 dias a posição de gerente de produto da área automotiva da 3M na Austrália para desenvolver trabalho voluntário na Nova Jerusalém. “Espero conseguir trazer um pouco da positividade e do otimismo que vi lá para o meu dia a dia”, diz.

Christin concorda que, além de ter levado mudança para a instituição, a experiência também provocou transformação interna. “Terei lembranças boas por muito tempo”, diz, mostrando que o fato de ter 23 anos de atuação na 3M, não a impede de ter experiências novas. Ela já tinha visitado o Brasil algumas vezes anos antes por causa do trabalho, quando teve a chance de conhecer mais pontos turísticos do país do que muitos residentes, passando por Foz do Iguaçu, Amazônia e Rio de Janeiro. Desta vez, apesar de ter aprendido menos sobre a vasta natureza do brasileiro, ela garante que teve a chance de descobrir coisas importantes sobre si própria. “Já trabalhei como voluntária na Alemanha, com crianças refugiadas, mas até vir para o Brasil não era claro para mim que poderia usar as minhas habilidades profissionais para atuar pro bono”.

Segundo ela, o time da 3M aplicou na entidade processos e ferramentas usadas internamente na companhia. “Foi incrível ter o desafio de compartilhar a nossa forma de trabalho de uma maneira que fosse compreensível a todo mundo, sair do ambiente corporativo que estamos acostumados e pensar em soluções para uma ONG. Entendemos a necessidade de ir direto ao ponto, focar no que é essencial”, conta.

Tanto Christin quanto Kim reconhecem que o fato de não falarem português foi um desafio. “Tínhamos uma excelente tradutora, mas foi uma pena não conseguir me aproximar mais das crianças da Nova Jerusalém por causa desta barreira”, diz. Kim acrescenta ainda que foi preciso empenho para se familiarizar minimamente com a legislação brasileira, estrutura de impostos e de governo para desenhar soluções de impacto para a entidade no curto período do programa. “Ainda assim, acredito que conseguimos me inteirar o suficiente para contribuir para a construção de um plano duradouro para a organização.”.

Além do aprendizado, tanto Kim quanto Christin dizem ter levado do Brasil as boas lembranças do carinho e mente aberta das pessoas com quem trabalharam aqui. “Recomendo demais a experiência do 3M Impact para os colaboradores da companhia”, diz Christin. Questionada sobre a possibilidade de visitar o Brasil outras vezes, ela respondeu um sonoro “sim”, confirmando o interesse tanto para outros projetos profissionais quanto para um período de férias. O importante é sempre voltar de viagem com a bagagem recheada de boas descobertas.

Fonte: https://projetodraft.com