ROBOLAB E O FORTALECIMENTO DA CULTURA DE CONTINUIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

ROBOLAB E O FORTALECIMENTO DA CULTURA DE CONTINUIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

Ainda que o bordão “educação é prioridade” seja unanimemente aceito pela nossa sociedade, sofremos com a dificuldade crônica de dar prosseguimento às iniciativas educacionais. É um fato que resultados em educação não surgem de um dia para o outro e dependem, assim, de planejamento e ações a médio e longo prazo. À vista disso, tratar esse tema como prioridade significa ir além das generalidades e passa pela criação de propostas concretas para enfrentar os obstáculos e evoluir de maneira contínua.

Durante a realização da Feira de Tecnologia e evento de encerramento do RoboLab, projeto piloto que implementou aulas de pensamento computacional e robótica em escolas públicas da rede estadual paulista, foi selado um compromisso entre a Secretaria de Educação e as empresas Qualcomm, Grupo +Unidos e Instituto TIM de trabalhar no sentido de dar continuidade à esse tipo de iniciativa.

Na última sexta-feira (7), foi publicada uma resolução assinada no Diário Oficial do Estado de São Paulo pelo atual Secretário da Educação, João Cury Neto. Ao oficializar o documento, cria um grupo de trabalho responsável por cuidar – dentre outros assuntos – da perpetuação do projeto nos próximos anos.

O objetivo é que a iniciativa alcance todas as escolas do Estado que possuam turmas de ensino fundamental II em um breve intervalo de tempo. “Esses projetos precisam permanecer. Eles precisam ser institucionalizados para continuar, independentemente de quem estiver na cadeira de secretário”, afirmou João Cury. “Essa resolução do grupo de trabalho é para entender que essa ação pode ser escalada para outras escolas”.

Definitivamente, o marco caracteriza um amadurecimento da gestão pública. Avança, sobretudo, na missão de superar a cultura disseminada entre os governantes de não seguir com boas práticas adotadas na gestão anterior pela ambição de deixar a sua marca.

A assinatura do documento também representa um passo importante para o Grupo +Unidos, que vê seus esforços alcançarem cada vez mais jovens de forma eficiente e com significado. Vislumbramos que, nos próximos anos, possamos continuar a incidir em políticas públicas capazes de garantir educação de qualidade para a juventude brasileira.

PILOTO ROBOLAB ENCERRA COM A PREMIAÇÃO DE PROJETOS INOVADORES EM FEIRA DE TECNOLOGIA

PILOTO ROBOLAB ENCERRA COM A PREMIAÇÃO DE PROJETOS INOVADORES EM FEIRA DE TECNOLOGIA

No contexto em que franquias de escola de programação estão se expandindo rapidamente e que escolas particulares passam a inserir em seus currículos aulas de programação e robótica, fica evidente a importância do desenvolvimento dessas competências para lidar com as demandas do século XXI. Segundo os dados do Censo Escolar INEP 2016, 82% dos 48.8 milhões de alunos no Brasil estudam em escolas públicas. Entende-se, assim, que à esses estudantes também deve ser dada a oportunidade de adquirir fluência nessas novas tecnologias.

O projeto piloto RoboLab nasceu de uma parceria entre Qualcomm, Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Grupo +Unidos e Instituto TIM justamente com o objetivo de democratizar o letramento digital no currículo escolar da rede pública de ensino. A iniciativa, que implementou aulas de pensamento computacional e robótica em 10 escolas do Estado de São Paulo, teve seu evento de encerramento na última sexta-feira, 30 de novembro. Na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores (EFAP), foram apresentados os projetos de maior destaque desenvolvidos por alunos das instituições participantes.

Na ocasião, foram dez trabalhos finalistas – cada um representando uma escola envolvida no projeto – e quatro premiados, sendo um escolhido por voto popular. O primeiro lugar ficou com os alunos da Escola Estadual Emanoel Alves de Araújo Artista Plástico, que propuseram uma solução de aperfeiçoamento do teto solar estático existente, com o intuito de economizar energia elétrica.

Ao todo, foram 12 oficinas de formação para 30 professores e 228 para 525 alunos – as quais somaram 342 horas –, realizadas no turno regular das aulas. Para estruturar as escolas, foram fornecidos 100 notebooks, 110 kits de robótica, 10 projetores e 90 modems e planos de dados 4G.

Os resultados não poderiam ter sido mais satisfatórios. Segundo os professores das escolas, após o RoboLab, os alunos passaram a ter mais interesse pela escola (de 26% para 79%), pelas matérias de matemática, física e ciências (de 2% para 63%) e por tecnologia (de 53% para 84%). Ainda, 90% dos alunos avaliaram o conteúdo do projeto como excelente ou muito bom e 97% dos alunos disseram ter relevante interesse pelas áreas relacionadas à tecnologia. Como comentou Lindauria Reis, diretora da EE José Duarte Jr, “o projeto mostrou uma opção de carreira para alguns alunos e possibilitou perceber potencial em outros que normalmente não mostram interesse pelas atividades tradicionalmente desenvolvidas na escola”.

Com números tão animadores, espera-se que o projeto alcance outras escolas ou, quem sabe, toda a rede pública do Estado de São Paulo. No evento, o atual Secretário da Educação do Estado de São Paulo, João Cury Neto, lançou uma resolução que estabelece o compromisso de criar uma equipe para institucionalizar a iniciativa como política pública. Assinaram o documento o presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, o presidente do Instituto TIM, Mario Girasole, e o presidente do Conselho do Grupo + Unidos, David Bunce – além do próprio Secretário da Educação.

“Continuaremos apoiando e incentivando iniciativas na área da educação, especialmente ligadas a programação e robótica, que são habilidades essenciais para os próximos anos.” afirma, Rafael Steinhauser, Presidente da Qualcomm para a América Latina. “Temos que pensar na escalabilidade de projetos como esse. É possível. (…) Há de se equipar a escola para o mundo digital”, completa.