PILOTO ROBOLAB ENCERRA COM A PREMIAÇÃO DE PROJETOS INOVADORES EM FEIRA DE TECNOLOGIA

por | dez 4, 2018

No contexto em que franquias de escola de programação estão se expandindo rapidamente e que escolas particulares passam a inserir em seus currículos aulas de programação e robótica, fica evidente a importância do desenvolvimento dessas competências para lidar com as demandas do século XXI. Segundo os dados do Censo Escolar INEP 2016, 82% dos 48.8 milhões de alunos no Brasil estudam em escolas públicas. Entende-se, assim, que à esses estudantes também deve ser dada a oportunidade de adquirir fluência nessas novas tecnologias.

O projeto piloto RoboLab nasceu de uma parceria entre Qualcomm, Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Grupo +Unidos e Instituto TIM justamente com o objetivo de democratizar o letramento digital no currículo escolar da rede pública de ensino. A iniciativa, que implementou aulas de pensamento computacional e robótica em 10 escolas do Estado de São Paulo, teve seu evento de encerramento na última sexta-feira, 30 de novembro. Na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores (EFAP), foram apresentados os projetos de maior destaque desenvolvidos por alunos das instituições participantes.

Na ocasião, foram dez trabalhos finalistas – cada um representando uma escola envolvida no projeto – e quatro premiados, sendo um escolhido por voto popular. O primeiro lugar ficou com os alunos da Escola Estadual Emanoel Alves de Araújo Artista Plástico, que propuseram uma solução de aperfeiçoamento do teto solar estático existente, com o intuito de economizar energia elétrica.

Ao todo, foram 12 oficinas de formação para 30 professores e 228 para 525 alunos – as quais somaram 342 horas –, realizadas no turno regular das aulas. Para estruturar as escolas, foram fornecidos 100 notebooks, 110 kits de robótica, 10 projetores e 90 modems e planos de dados 4G.

Os resultados não poderiam ter sido mais satisfatórios. Segundo os professores das escolas, após o RoboLab, os alunos passaram a ter mais interesse pela escola (de 26% para 79%), pelas matérias de matemática, física e ciências (de 2% para 63%) e por tecnologia (de 53% para 84%). Ainda, 90% dos alunos avaliaram o conteúdo do projeto como excelente ou muito bom e 97% dos alunos disseram ter relevante interesse pelas áreas relacionadas à tecnologia. Como comentou Lindauria Reis, diretora da EE José Duarte Jr, “o projeto mostrou uma opção de carreira para alguns alunos e possibilitou perceber potencial em outros que normalmente não mostram interesse pelas atividades tradicionalmente desenvolvidas na escola”.

Com números tão animadores, espera-se que o projeto alcance outras escolas ou, quem sabe, toda a rede pública do Estado de São Paulo. No evento, o atual Secretário da Educação do Estado de São Paulo, João Cury Neto, lançou uma resolução que estabelece o compromisso de criar uma equipe para institucionalizar a iniciativa como política pública. Assinaram o documento o presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, o presidente do Instituto TIM, Mario Girasole, e o presidente do Conselho do Grupo + Unidos, David Bunce – além do próprio Secretário da Educação.

“Continuaremos apoiando e incentivando iniciativas na área da educação, especialmente ligadas a programação e robótica, que são habilidades essenciais para os próximos anos.” afirma, Rafael Steinhauser, Presidente da Qualcomm para a América Latina. “Temos que pensar na escalabilidade de projetos como esse. É possível. (…) Há de se equipar a escola para o mundo digital”, completa.

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