PROFESSORES BRASILEIROS QUE JÁ FORAM FINALISTAS DO ‘NOBEL DA EDUCAÇÃO’ DIZEM QUE RECONHECIMENTO IMPACTOU EM SUAS CARREIRAS

PROFESSORES BRASILEIROS QUE JÁ FORAM FINALISTAS DO ‘NOBEL DA EDUCAÇÃO’ DIZEM QUE RECONHECIMENTO IMPACTOU EM SUAS CARREIRAS

Uma viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e a possibilidade de receber US$ 1 milhão são as duas premiações materiais do Global Teacher Prize (GTP), uma espécie de “Prêmio Nobel da Educação” criado pela Fundação Varkey em 2015 para valorizar o perfil do professor pelo mundo. Mas, segundo alguns dos brasileiros que já se classificaram entre os 50 melhores do mundo nessa premiação, as mudanças que vêm com o reconhecimento mundial de seus projetos são mais abstratas, mas igualmente importantes.

Neste domingo (24), a quinta edição do prêmio foi entregue a Peter Tabichi, um professor de ciências da zona rural do Quênia que doa a maior parte de seu salário para apoiar os alunos mais pobres.

De todas as edições já realizadas desde 2015, apenas na primeira o Brasil não teve professores indicados entre os 50 finalistas.

Veja quem foram os brasileiros finalistas do Global Teacher Prize:

  • Debora Garofalo: professora de tecnologias de uma escola municipal em São Paulo, ficou entre os dez finalistas na edição 2019;
  • Jayse Ferreira: professor de educação artística em Itambém (PE), e ficou entre os 50 finalistas na edição 2019;
  • Diego Mahfouz Faria Lima: diretor de uma escola de São José do Rio Preto (SP), ficou entre os dez finalistas na edição 2018;
  • Rubens Ferronato: hoje professor de Curitiba (PR), desenvolveu um material didático para ensinar matemática a pessoas cegas em Cascavel (PR) e ficou entre os 50 finalistas na edição 2018;
  • Wemerson da Silva Nogueira: professor de química e ciências em Boa Esperança (ES), ficou entre os dez finalistas na edição 2017;
  • Valter Pereira de Menezes: professor de uma escola municipal na comunidade ribeirinha de Santo Antônio do Tracajá, em Parintins (AM), ele ficou entre os 50 finalistas na edição 2017;
  • Márcio Andrade Batistaprofessor de ciências em Barra do Garças (MT), ficou entre os 50 finalistas na edição 2016.

Jayse Ferreira – Ajuda a não desistir

Jayse Ferreira dá aulas de educação artística no interior de Pernambuco. Com o projeto “Vamos encurtar essa história”, para o qual foi selecionado entre os 50 finalistas do Global Teacher Prize em 2019, ele estimula os estudantes a fazerem o roteiro de curtas baseados em filmes e séries escolhidos pelos jovens. A iniciativa rendeu versões de Harry Poter – O Recomeço, Minecraft e um curta autoral chamado “Entre dois lados”, sobre jovens que misturam bebida e direção, um problema comum na comunidade onde Ferreira atua.

Para ele, a indicação ao prêmio o estimula a continuar com os projetos e incentiva estudantes a pensarem em seguir a carreira da docência ao verem a valorização das ações.

“Eu digo sempre: é a solidão pedagógica. O professor se sente só. Quando ele inova, geralmente dá trabalho sair do quadrado. E você vê um prêmio que dá essa visibilidade mundial para o seu trabalho, com certeza o profissional vai se empenhar mais”, conta.

“O aluno também não me vê mais como o professor Jayse, mas como o profissional de educação. Por conta da divulgação e das viagens, eles vêem a docência como algo possível. Passou a fase de achar que educação não presta, que ganha pouco. Isso [o reconhecimento] é muito bom”, comemora.

Em 2014, Ferreira ganhou o prêmio “Professores do Brasil”, do Ministério da Educação, na categoria melhor projeto do ensino médio. Em 2017 ele repetiu a premiação, desta vez com um projeto de tecnologia. Ele também já recebeu a comenda Antonio Carlos da Costa, considerada a maior premiação pernambucana na área de educação.

Valter de Menezes – Reconhecimento internacional

“Longe é um lugar que não existe”, resumiu Valter de Menezes sobre a gratidão que sente pelo reconhecimento de seu trabalho. Professor de uma comunidade ribeirinha no Amazonas, ele se inspirou na pergunta de um de seus alunos sobre o aumento dos casos de diarreia no período de enchentes para desenvolver um projeto científico que culminou na construção de fossas para a comunidade.

Em 2015, seu projeto já havia sido reconhecido com o Prêmio Educador Nota 10, organizado pela Fundação Victor Civita em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Em 2016, ele chegou ao “top 50” do Global Teacher Prize. No ano seguinte, ganhou o Prêmio Professores do Brasil e, no ano passado, venceu a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.

“Uma classificação mundial como essa muda muito. Primeiro, a concepção de que você é capaz de fazer alguma diferença, mesmo em qualquer parte desse planeta”, explicou ele.

Wemerson Nogueira – Viagens e eventos

“Eu posso afirmar com todas as letras que o Global Teacher Prize muda a vida de qualquer professor”, contou Wemerson Nogueira, do Espírito Santo. “Eu nunca havia saído da minha casa no interior de Nova Venécia (zona rural) em viagem a outro país.”

Desde que se tornou o primeiro brasileiro a entrar no “top 10” do GTP, há dois anos, Nogueira, que dava aulas de ciências biológicas, diz que já visitou 43 países, aprendeu a falar inglês e espanhol, recebeu novas propostas de trabalho e visitou universidades renomadas, como Harvard.

Entre 2016 e 2018, o professor também recebeu o prêmio de Educador do Ano pelo projeto ‘Filtrando as Lágrimas do Rio Doce’, com alunos do 8º ano de uma escola municipal, além de seis prêmios e 12 homenagens.

Depois de alcançar fama internacional com seu projeto em sala de aula, Nogueira foi acusado, em 2017, de usar um diploma falso de licenciatura para conseguir o emprego como professor da rede pública. Ele afirmou que foi enganado por um pólo de estudos falso. Nesta semana, o capixaba afirmou ao G1 que entrou com uma ação judicial contra o pólo e, que, enquanto o processo tramita, decidiu voltar à faculdade e começar outro curso de licenciatura em ciências biológicas.

“Estou me formando este ano, pronto para ingressar novamente na sala de aula, mas agora estou atuando como professor estagiário”, disse ele. “É por isso que eu digo que o GTP muda a vida de um professor. Eu podia ter desistido de tudo depois que vivi esse inferno na minha vida, por causa desse diploma. Mas a resiliência me fez recomeçar novamente e dar a volta por cima.”

Rubens Ferronato – Compromisso nacional e global

Rubens Ferronato, que desde 2000 trabalha com o ensino de matemática para estudantes cegos, e com o treinamento de professores no método de ensino que ele desenvolveu, explicou que, nos dois primeiros anos desse trabalho, seu compromisso era apenas com seus alunos.

Hoje, depois de seis indicações e prêmios, o foco de seu trabalho foi ampliado.

“No momento em que fui premiado, isso meio me obrigou a ter uma visão nacional, brasileira, passei a ter um compromisso social. Com o Global Teacher Prize, passei a ter um compromisso global. Ele é muito importante porque te dá visibilidade a nível mundial”, explicou o professor Ferronato.

Atualmente, ele está desenvolvendo iniciativas com países da América do Sul, Espanha e Itália de educação com o uso de tecnologia social e inclusiva.

“O conceito é o desenho universal”, explicou ele. “Tudo aquilo que você desenvolve para o estudante cego tem que servir para todos. A ideia de inclusão é que ela tem que ser eficiente para atender a todos.”

Márcio Batista – Rede mundial de professores

Assim como Ferronato, os outros professores também já haviam sido reconhecidos em prêmios e homenagens locais ou nacionais. Mas, com o Global Teacher Prize, além do renome internacional, eles também passaram a integrar uma rede mundial de professores, chamada de VTA (Professores Embaixadores da Varkey, na sigla em inglês).

A cada ano, os 50 finalistas são convidados a integrar a rede, que agora chegou a 250 professores de dezenas de países diferentes.

“A rede de contatos e de trabalhos é fantástica”, afirmou Márcio Batista, o primeiro brasileiro a ser incluído na VTA. “Hoje tenho interação com centenas de professores do mundo todo. O prêmio GTP cria conexões unicas e te coloca ao lado dos melhores professores do mundo todo.”

Chegar ao “top 50” da Fundação Varkey em 2016 não foi nem o primeiro nem o último reconhecimento de Márcio Batista, que já foi o vencedor de dez prêmios e, neste ano, é finalista de mais um, no qual orientou um projeto de pesquisa sobre a matemática e o cerrado brasileiro.

Ele diz, porém, que nenhum docente faz projetos diferenciados com o objetivo de receber prêmios. “Claro que o valor de um milhão de dólares faz uma diferença bastante boa na vida de qualquer pessoa. Mas veja por exemplo o caso da nossa finalista Debora. Tenho certeza que seu trabalho não estava focado no prêmio e sim na chance de mudar a vida de seus alunos”, explicou ele.

Debora Garofalo

Debora, que participou da cerimônia de entrega do Global Teacher Prize no domingo (24), não se tornou a primeira representante do Brasil a levar o grande prêmio de primeiro lugar, mas celebrou a conquista do “top 10” mesmo assim.

“Todos nós brasileiros já somos vencedores”, afirmou Debora Garofalo ao Jornal Nacional. “Nosso sonho não acaba aqui, ele só tá começando.”

Qual é o critério de seleção do GTP?

Professores de todo o mundo podem se inscrever na premiação anual, desde que atuem ao menos 10 horas por semana em sala de aula e cumpram um currículo escolar reconhecido pelo governo com alunos de quatro a 18 anos. O vencedor é escolhido pelos integrantes da Academia Global Teacher Prize, formada por professores-chefes, especialistas em educação, comentaristas, jornalistas, funcionários públicos, empresários de tecnologia, diretores de empresas e cientistas de todo o mundo.

Confira abaixo os critérios que são levados em conta na premiação:

  1. Empregar práticas instrucionais eficazes que sejam replicáveis ​​e escalonáveis ​​para influenciar a qualidade da educação globalmente.
  2. Empregar práticas instrucionais inovadoras que abordem os desafios específicos da escola, comunidade ou país e que tenham mostrado evidências suficientes para sugerir que podem ser eficazes para enfrentar esses desafios de uma nova maneira.
  3. Alcançar resultados demonstráveis ​​de aprendizado dos alunos na sala de aula.
  4. Impacto na comunidade além da sala de aula, que fornece modelos únicos e diferenciados de excelência para a profissão docente e outros.
  5. Ajudar as crianças a se tornarem cidadãos globais através do fornecimento de uma educação baseada em valores que as equipa para um mundo onde elas potencialmente viverão, trabalharão e socializarão com pessoas de diferentes nacionalidades, culturas e religiões.
  6. Melhorar a profissão docente ajudando a elevar o nível do ensino, compartilhando as melhores práticas e ajudando os colegas a superar os desafios que enfrentam em suas escolas.
  7. O reconhecimento do professor por parte dos governos, organizações nacionais de ensino, professores-chefes, colegas, membros da comunidade em geral ou alunos.

Fonte: https://g1.globo.com/

EXXONMOBIL VAI USAR SUBSÍDIOS PARA APOIAR MULHERES EMPREENDEDORAS

EXXONMOBIL VAI USAR SUBSÍDIOS PARA APOIAR MULHERES EMPREENDEDORAS

O anúncio, feito em associação com o Dia Internacional da Mulher e a Iniciativa de Oportunidades Econômicas para Mulheres da empresa, ressalta o apoio da ExxonMobil aos esforços para fazer avançar economicamente as mulheres, incentivar e ajudar mulheres empresárias, aumentar a alfabetização financeira e melhorar a produtividade das mulheres agricultoras.

Além das doações feitas pelas afiliadas da ExxonMobil a organizações locais em seus países, a Exxon Mobil Corporation e a ExxonMobil Foundation estão fornecendo fundos para a ADPP, o Centro para o Desenvolvimento Global, a Fundação Cherie Blair para Mulheres, a Counterpart International, o Instituto George W. Bush, Kickstart, Kopernik, Solar Sister, Opportunity International, Technoserve e WEConnect International. Em parceria com o Women’s World Banking, a Fundação ExxonMobil também continua apoiando a iniciativa She Counts, que incentiva os prestadores de serviços financeiros nos países em desenvolvimento a projetar e oferecer produtos para incentivar as mulheres proprietárias de negócios a economizar.

“Pesquisas mostram que quando as mulheres gerenciam suas rendas, elas investem na saúde, educação e bem-estar de suas famílias”, disse Suzanne McCarron, presidente da Fundação ExxonMobil. “Nossos investimentos são especificamente voltados para fornecer apoio às mulheres para aumentar sua produtividade e recursos financeiros e realizar seu potencial máximo.”

A ExxonMobil investiu mais de US $ 120 milhões em sua Iniciativa de Oportunidades Econômicas para Mulheres desde sua criação em 2005 e fez parcerias e apoiou dezenas de iniciativas em benefício de dezenas de milhares de mulheres em mais de 90 países.

A Iniciativa de Oportunidades Econômicas para Mulheres da ExxonMobil se concentra em programas comprovados e baseados em dados que ajudam as mulheres a participar da vida econômica de suas comunidades. Financia iniciativas que correspondem às conclusões do Roteiro comissionado pela Exxon Mobil para a Promoção do Empoderamento Econômico das Mulheres. A Iniciativa se concentra no fortalecimento do empreendedorismo feminino, melhorando a produtividade das mulheres agricultoras e fornecendo acesso a tecnologias apropriadas que catalisam o desenvolvimento de novos negócios.

A ExxonMobil também é membro fundador da Coalizão Global de Negócios para o Empoderamento Econômico das Mulheres, que aproveita o poder do setor privado na promoção de mudanças econômicas sistêmicas para as mulheres.

A empresa gasta cerca de US $ 500 milhões por ano com empresas pertencentes a mulheres, além das doações.

Fonte: https://www.opetroleo.com.br/

INSCRIÇÕES PARA O DESAFIO “INVENT A NEW FUTURE 2019” 3M ESTÃO ABERTAS

INSCRIÇÕES PARA O DESAFIO “INVENT A NEW FUTURE 2019” 3M ESTÃO ABERTAS

Estudantes com mentes curiosas que buscam solucionar problemas do futuro em um ambiente colaborativo e diverso estão convidados a participar do programa Invent a New Future 2019 da 3M, que busca talentos em diferentes países na América Latina. O programa vai proporcionar aos participantes enfrentar desafios que fazem parte do dia a dia dos profissionais da empresa, exercitando suas habilidades. As inscrições estão abertas até 31 de março, por meio do site www.3m.com/inf2019.

Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, falar inglês fluentemente, ser estudante do último ano de graduação ou primeiro ano de pós-graduação nas áreas de Engenharias, Ciências, Tecnologia, Vendas, Marketing, Comunicação, Administração, Finanças e Supply Chain. Também é necessário ter passaporte com validade mínima de seis meses anterior à data da viagem.

A 3M selecionará, dentre os inscritos, 15 participantes para a etapa local, que ocorrerá na sede da empresa em Sumaré-SP, em maio desse ano. Na ocasião, os estudantes serão divididos em grupos para solucionar um desafio real de negócios. Os dois finalistas da etapa Brasil ganharão uma viagem para a Costa Rica, para conhecer o Global Service Center da 3M e disputar a fase final América Latina do desafio, competindo com representantes das subsidiárias do México, Panamá, Costa Rica, Colômbia, Peru, República Dominicana e Argentina. A 3M será responsável pelas despesas dos finalistas que irão à final na Costa Rica.

“O objetivo do Programa Invent e New Future é atrair talentos diversos para co-criar com a 3M soluções inovadoras para problemas reais ou futuros que enfrentamos. É algo positivo para os dois lados, pois os estudantes vivenciam experiências únicas e desenvolvem diversas competências durante essa jornada, e nós oxigenamos ideias e conquistamos mais relevância frente às novas gerações”, comenta Naiara Silva, Especialista de Marca Empregadora da 3M para América Latina.

Além da experiência intercultural, os brasileiros finalistas participarão de workshops e atividades com executivos da 3M na Costa Rica, além de práticas que fomentam a inovação e inclusão social, esta última em parceria com a 3M Gives, organismo de responsabilidade social da empresa na Costa Rica. E, caso façam parte do grupo vencedor da etapa final do desafio, ganharão um Programa de Mentoria de Carreira no Brasil, por seis meses, com um executivo da companhia.

Durante o desafio, os estudantes irão exercitar habilidades profissionais como capacidade analítica, resolução de problemas, tomada de decisão, colaboração, comunicação, influência e apresentação.

Fonte: https://www.segs.com.br/