São Paulo – Desenvolver o inglês atualmente não está mais atrelado apenas à expansão profissional ou mudança de carreira, agregar o idioma ao seu cotidiano possibilita novas oportunidades em diferentes áreas e amplia seu contato com pessoas de outras nacionalidades.  

A Secretaria da Educação recebeu nesta quinta-feira (23) uma formação para professores sobre ensino bilíngue de inglês e português por meio da metodologia STEM. Batizado “Bilinguismo na Educação Pública do Brasil”, o encontro foi promovido pelo Escritório Regional de Língua Inglesa (RELO) e é direcionado a Professores Coordenadores de núcleos pedagógicos (PCNPs) de várias diretorias de ensino no estado.

O encontro tem o intuito de preparar PCNPs para unir e disseminar conhecimentos sobre a aprendizagem da língua inglesa por meio da abordagem pedagógica STEM. Sigla para Science, Technology, Engineering e Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em português), a abordagem metodológica une conhecimentos dessas quatro áreas em torno da construção de uma solução para um desafio.

“Queremos ensinar inglês de um jeito diferente, mais prático e divertido. Para isso, usamos conteúdos de ciências e tecnologias e transformamos a sala num maker space, no qual o aluno é estimulado a criar raciocínios lógicos em inglês desde os anos iniciais”, explica a especialista norte-americana Barbara Noel, consultora em formação de alunos há mais de 28 anos.

O secretário Rossieli Soares visitou o grupo de estudos e reafirmou a importância dessa parceria para a aprendizagem no estado. “É um desejo de São Paulo ter escolas bilíngues, e acreditamos que esse é um dos passos a serem dados em torno desse objetivo”, pontua.

Os professores tiveram aulas sobre as bases teóricas do STEM e do ensino bilíngue e exemplos de atividades práticas, como a construção de estruturas ou desafios em sala de aula. “Sabemos que estimulando o cérebro, as crianças ficam mais interessadas no processo de aprendizagem, e quando deparadas com manuais ou nomes em inglês, elas conseguem formular palavras e sentenças ao mesmo tempo que resolvem problemas”, explica Barbara.

Feira de ciências foi ponto inicial da parceria

Já disseminada na rede pública, a união do STEM com a língua inglesa veio da percepção que muitos estudantes participantes da Feira de Ciências das Escolas Estaduais de São Paulo (FeCEESP) tinham bons projetos, mas não conseguiam se inscrever em outras feiras por conta da língua. “Queremos dar a chance para que os alunos da rede pública de São Paulo participem de feiras de ciências e competições estrangeiras com o domínio da língua. É um projeto de impacto duradouro no ensino de inglês”, pontua a pedagoga Jucimeire Bispo.

Já disseminada na rede pública, a união do STEM com a língua inglesa veio da percepção que muitos estudantes participantes da Feira de Ciências das Escolas Estaduais de São Paulo (FeCEESP) tinham bons projetos, mas não conseguiam se inscrever em outras feiras por conta da língua. “Queremos dar a chance para que os alunos da rede pública de São Paulo participem de feiras de ciências e competições estrangeiras com o domínio da língua. É um projeto de impacto duradouro no ensino de inglês”, pontua a pedagoga Jucimeire Bispo.

Já para Gilmara Aparecida Prado Cavalcante, da diretoria de ensino de Mauá, os professores saem do evento fortalecidos. “O próximo passo é que essa ideia saia no núcleo pedagógico e vá direto para a sala de aula”, finaliza.

Localizado na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, o RELO no Brasil é um dos vinte e cinco escritórios desse tipo em todo o mundo. A instituição é mantida pelo Departamento de Estado dos EUA, Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais, Escritório de Programas de Língua Inglesa.

Fonte: educacao.sp.gov.br