GRUPO +UNIDOS FORMA PRIMEIRA TURMA DE JOVENS EM SEU PROJETO DE ENSINO DE INGLÊS

GRUPO +UNIDOS FORMA PRIMEIRA TURMA DE JOVENS EM SEU PROJETO DE ENSINO DE INGLÊS

No 20 de novembro, data em que se celebra o Dia da Consciência Negra, o Grupo +Unidos promoveu a graduação da primeira turma a participar do English to Connect, Communicate, Catalyze (E2C), projeto de capacitação e aprendizado de inglês voltado a jovens profissionais e empreendedores afro-brasileiros entre 18 e 35 anos.

Desenvolvido pelo Grupo em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo, o E2C selecionou 15 jovens da cidade de São Paulo por meio de um edital. Os alunos passaram por 200 horas de imersão em língua inglesa e em atividades extracurriculares, além de visitas a empresas associadas ao Grupo.

“Acreditamos que o único caminho para o futuro é a educação. É preparar as pessoas para viverem dentro de uma economia baseada no conhecimento e estimular habilidades cruciais, como o ensino de inglês. O E2C é de extrema importância, não só por atender essa necessidade, mas também pelo impacto que teve e que terá a longo prazo na vida desses alunos”, declara Augusto Corrêa, diretor executivo do Grupo +Unidos.

Os alunos foram certificados durante a solenidade, que foi realizada no Consulado Geral dos Estados Unidos da América no Brasil e teve a presença do cônsul-geral Adam Shub e de Elizabeth Cotton, Diretora de Parcerias Estratégicas da “Blacks in Technology”, que promoveu – em português – uma discussão sobre a importância de se falar outro idioma.

“O inglês é um diferencial para acessarmos espaços de emprego e lugares que demandam conhecimentos específicos da língua inglesa, e hoje eu posso sonhar por conta dessa oportunidade que eu tive”, conclui Gabriel Oliveira, advogado e aluno do projeto.

DO INÍCIO AO FIM: POPULAÇÃO NEGRA TEM MENOS OPORTUNIDADES EDUCACIONAIS

DO INÍCIO AO FIM: POPULAÇÃO NEGRA TEM MENOS OPORTUNIDADES EDUCACIONAIS

As desigualdades entre brancos e negros (população que reúne declarados pretos e pardos) também estão na Educação Básica. De acordo com dados organizados pelo Todos Pela Educação*, é possível identificar o desequilíbrio entre essas populações desde a Creche até a conclusão do Ensino Médio. Na etapa inicial da Educação Infantil, 32% das crianças pardas de 0 a 3 anos estavam matriculadas em 2018, quase quatro pontos percentuais a mais que 2016 – o percentual ainda está atrás do de crianças brancas (39%), mas é bem menor do que o verificado na outra ponta da trajetória escolar: entre os jovens, 53,9% dos declarados pretos e 57,8% dos pardos concluíram o Ensino Médio até os 19 anos 2018, ao passo que entre os brancos, a taxa foi 20 pontos percentuais a mais (74%). Em grande medida, essa disparidade na conclusão é reflexo desigualdade na aprendizagem, que começa a se ampliar ainda no Ensino Fundamental.

“A Educação deveria ser a política pública que iguala as chances de todos em acessar as melhores oportunidades. Mas, apesar de grandes avanços no acesso escolar nas últimas décadas, o sistema educacional ainda não é capaz de garantir a aprendizagem. Para virar esse jogo, precisamos de políticas públicas que induzam mais esforços para os mais vulneráveis, de forma a compensar essa desigualdade”, afirma Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação.

Ensino Fundamental: população negra tem acesso equivalente, mas menos oportunidades de aprender

Em 2018, matriculamos 98% de todas as crianças de 6 a 14 no Ensino Fundamental. Ao compararmos as taxas de matrícula entre brancos, pretos e pardos, a porcentagem é muito próxima: 98,3%, 97,7% e 97,8, respectivamente. Contudo, a realidade se mostra diferente quando o assunto é o aprendizado. No 5º ano do Ensino Fundamental, de acordo com o Inep, 41,4% dos pretos e 62,5% dos pardos possuíam aprendizagem adequada em língua portuguesa em 2017. Os brancos nessa condição contabilizavam 70% da totalidade. Em matemática, as diferenças permanecem: 29,9% dos pretos, 49,2% dos pardos e 59,5% dos brancos também tinham aprendizagem adequada.

Ao final da etapa, a situação continua: pretos e pardos, que têm acesso a escolas com piores infraestruturas e, estatisticamente, vêm de famílias mais vulneráveis, possuem índices menores em comparação ao brancos. Ao final do 9º ano do Ensino Fundamental, em língua portuguesa, 51,5% dos brancos tinham aprendizagem adequada, frente a 36,3% dos pardos e 28,8% dos pretos. Em matemática, 32%, 17,9% e 12,7%, respectivamente. Dados também de 2017.

Ensino Médio: desigualdade no acesso e na aprendizagem

Se no Ensino Fundamental o País conseguiu garantir o acesso independentemente da cor, a última etapa da Educação Básica apresenta os maiores desafios e desigualdades. Em 2018, apenas 63,7% dos jovens pretos e 65% dos pardos de 15 a 17 anos frequentavam o Ensino Médio, ao mesmo tempo que 75,4% dos brancos. Já a conclusão dessa etapa até os 19 anos era uma realidade para apenas 53,9% dos jovens pretos e 57,8% dos pardos em 2018, frente a taxa de 73,7% dos jovens brancos. 

Mas nessa fase educacional o principal problema apontado não é a falta de vagas para os jovens cursarem o Ensino Médio: isso é reflexo, em grande medida, da defasagem de aprendizagem que vai se acumulando ao longo da trajetória escolar. Ao final do 3° ano do Ensino Médio, os alunos brancos com aprendizagem adequada em língua portuguesa e matemática em 2017 eram 40,8% e 16%, respectivamente. Já entre os pretos e pardos esses percentuais eram 21,7% e 24% em língua portuguesa e 4,1% e 5,7% em matemática, nesta ordem. 

E a população adulta? 

Todas essas desigualdades durante a idade escolar culminam em uma escolaridade média das populações pretas e pardas de 18 a 29 anos de 10,8 anos, quantidade 1,3 ano menor que a branca.  

“Não podemos mais aceitar um futuro de tantas desigualdades. As baixas oportunidades de aprendizagem, associadas a um modelo de escola que não se conecta com a vida desses adolescentes e jovens e a situações de maior vulnerabilidade social, reforçam que precisamos focar, urgentemente, em  políticas públicas baseadas em evidências, que tenham como foco a aprendizagem de todos e redução das desigualdades. Não podemos perder tempo testando ideias – o papel do poder público é garantir Educação de qualidade já, para as crianças e jovens que estão agora nas escolas”, ressalta Priscila.

*Dados coletados para este texto a partir dos seguintes materiais organizados e  publicados pelo Todos Pela Educação: Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019; Divulgação da Meta 3 do Todos Pela Educação – Todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano; e Observatório do PNE (metas 1 e 3)

Fonte: Todos Pela Educação

+UNIDOS REALIZA REUNIÃO COM REPRESENTANTES DA MISSÃO DIPLOMÁTICA DOS EUA E EMPRESAS ASSOCIADAS

+UNIDOS REALIZA REUNIÃO COM REPRESENTANTES DA MISSÃO DIPLOMÁTICA DOS EUA E EMPRESAS ASSOCIADAS

Na última quinta-feira, 31 de outubro, o Grupo +Unidos, fundo de investimento social atuante no Brasil há mais de 10 anos, realizou sua reunião do Conselho nas dependências do Hotel Hilton Morumbi. Na ocasião, os resultados de impacto social e financeiros obtidos ao longo de 2019 foram apresentados às empresas associadas, bem como foram discutidos os passos a serem dados no próximo ano para consolidar ainda mais a participação do Grupo no atendimento às demandas por investimento social privado no país. 

A abertura da reunião ficou sob a responsabilidade de William Popp, Embaixador Interino dos EUA, David Bunce, presidente do Conselho Diretivo +Unidos e sócio aposentado da KPMG no Brasil, e Ted Gehr, Diretor da USAID Brasil. Também participou do encontro Ana Carolina Lafemina, Secretária Adjunta de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São Paulo, representando a atual Secretária Aline Cardoso.

Durante a sua fala, o Embaixador William Popp parabenizou o trabalho desenvolvido pelo Grupo +Unidos, celebrando e renovando o compromisso de colaboração entre a organização e a Missão Diplomática dos EUA. “O +Unidos tem sido o parceiro executor de várias das nossas iniciativas e tem apoiado com grande êxito o desenvolvimento de jovens brasileiros, que serão os líderes do país em poucos anos”, afirmou.

O Diretor Executivo Grupo +Unidos, Augusto Corrêa, apresentou resultados que evidenciam o crescimento e amadurecimento da organização. Augusto acredita que as perspectivas para o Grupo para 2020 são muito promissoras: “queremos multiplicar o nosso impacto, aumentando o número de empresas associadas, desenvolvendo diferentes projetos em parceria com o poder público e diversificando o nosso portfólio de projetos em consultoria”.

Por fim, a Secretária Adjunta Ana Carolina Lafemina foi a palestrante convidada e discorreu sobre os esforços da administração pública no que se refere à empregabilidade e geração de renda. Ana Carolina apontou caminhos para colaboração com o setor privado na construção dessas políticas. “Movimentos como este, que trazem o setor privado para perto da administração pública, nos fortalecem e ajudam a fazer com que nossos esforços sejam efetivos para a redução de situações de extrema vulnerabilidade”, comentou.

Agradecemos a todos que puderam estar presentes. O Grupo +Unidos tem ampliado seu impacto positivo na sociedade e isso só é possível devido ao trabalho colaborativo de todos os envolvidos. Se sua empresa também quer apoiar projetos de impacto, faça parte da nossa rede enviando um e-mail para contato@maisunidos.org.

As fotos do encontro podem ser acessadas por meio deste link.

#unidossomosmaisfortes