(FALTA DE) INGLÊS QUE BARRA O DESENVOLVIMENTO

(FALTA DE) INGLÊS QUE BARRA O DESENVOLVIMENTO

A globalização do mundo dos negócios transformou o que há algum tempo era uma exceção, em regra. Até pouco tempo atrás, o conhecimento de outro idioma que não o nativo era visto por empregadores como um grande diferencial no currículo. Já nos dias de hoje, ser fluente passou a ser um requisito mais que obrigatório.

Isso é ainda mais latente quando levamos em consideração o inglês, que é conhecido atualmente como a língua que conecta a sociedade global. Ele é o meio principal para comunicação com os pares, fornecedores, clientes e parceiros alocados em diversos países e que atuam com operações internacionais. Seu domínio ganha cada vez mais um status de importância similar à formação acadêmica.

Além disso, essa dinâmica do mercado fez com que o idioma fosse também mundialmente usado para os estudos e lazer, se tornando uma das línguas mais faladas mundo a fora. No universo acadêmico, por exemplo, as maiores universidades do mundo adotaram currículos lecionados totalmente em inglês, mesmo nos países em que ele não é nativo, como é o caso da Espanha, por exemplo. Isso vem acontecendo cada vez mais graças aos movimentos de internacionalização do Ensino Superior, que atualmente ganhou espaço e força no Brasil.

E, apesar de ser o idioma mais falado no mundo corporativo, o inglês ainda é visto como uma barreira para os estudantes brasileiros. Para entender a dimensão dessa realidade, o programa Ciência sem Fronteiras precisou, nas primeiras turmas, retornar ao País bolsistas que estavam estudando em locais como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá por conta da falta da fluência na língua para acompanhar as aulas e pesquisas.

E não é surpresa para ninguém que a proficiência do país ainda é muito baixa quando comparado com o restante do mundo e com a própria América Latina. Uma pesquisa chamada “Inglês no Trabalho”, conduzida pela QS Intelligence Unit, que atua com coleta de dados do mercado empregador e de educação, com empregadores de países não nativos no inglês concluiu que, dentre os países pesquisados na América Latina, empatamos com a Argentina na posição mais baixa. México, Chile, Colômbia, Venezuela e Peru, nessa ordem, são os melhores colocados, inclusive com índices maiores do que o mundial.

Dentre outros fatores, isso acontece porque ainda estamos em construção de um cenário mais igualitário quando falando a respeito do domínio do idioma, o que representa uma grande oportunidade de negócio para as instituições. Dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi) em 2018 mostram que entre 3% e 4% das escolas privadas já entraram nesse formato, o que representa um universo de cerca de 270 mil estudantes. Considerando os últimos cinco anos, o mercado das particulares formais cresceu 2% ao ano, em média, enquanto a fatia que investiu no bilinguismo se expandiu a índices entre 6% e 10%.

Ainda de acordo com as estimativas da Abedi, o movimento de parcerias para o desenvolvimento dos programas bilíngues representa uma movimentação em torno de R$270 milhões por ano.

Estamos vendo cada vez mais esse movimento com representatividade. As mudanças na Base Nacional Comum Curricular que precisam ser implementadas até o próximo ano só reforçaram ainda mais a necessidade de pensar a língua como estratégica frente ao mundo globalizado que habitamos e à competitividade que as crianças de hoje viverão no futuro.

Mas, também observamos que, no final deste processo, ainda são poucos os brasileiros que conseguem atingir seus objetivos e se comunicar com desenvoltura, dentro do nível pretendido. Mais do que ser obrigatória, é preciso de planejamento e organização da disciplina, levando em consideração estrutura necessária, carga horária adequada e currículos alinhados aos parâmetros internacionais de proficiência. Com isso, conseguiremos dar um passo muito grande e até então inédito para o Brasil.

A começar pelos professores, cujo preparo e capacitação são primordiais para alcançar a eficiência no processo de ensino da língua para os alunos. Isso porque, com o investimento e suporte necessários para o desenvolvimento de habilidades essenciais para lecionar e se adaptar à nova realidade digital, a disciplina tende a ser trabalhada de modo profundo e que contemple a exploração de todas as capacidades. Os profissionais que são melhor ambientados tendem a trabalhar com o aprofundamento necessário para que os alunos tenham uma base sólida do conhecimento, que irá amparar seu uso por toda a vida.

Se esse suporte não for fornecido pelas esferas de gestão, a consequência é que sem estímulo, o aluno não se sinta motivado a praticar ou a ir além dos seus desafios e esse cenário torne-se cíclico.

Essa é uma mudança que pode gerar um grande impacto no futuro dos estudantes. Ao ter contato com programas educacionais bem fundamentados e construídos e ainda no Ensino Fundamental, as chances de aproveitamento total são maiores e, com isso, teremos cidadãos preparados para colocar em uso o segundo idioma cada vez mais jovens. Então, dessa forma, iniciamos uma geração que, além de ter melhores condições de concorrer em situação de igualdade com pessoas de qualquer nacionalidade quando consideramos os processos seletivos de universidades ou empresas no exterior, também vai transmitir mais conhecimentos para as gerações que estão por vir e vai elevar cada vez mais os níveis de produtividade no país.

Mas, para apoiar essa mudança e chegar no resultado ideal, será necessário também evoluir o conceito que a nossa cultura tem sobre avaliação. Nós ainda lutamos para encontrar o caminho certo na atual prática educacional para medir e relatar resultados e será necessário repensar pontos como por que devemos avaliar, o que avaliar e como avaliar para coletarmos dados sobre os resultados do processo de ensino e aprendizagem em uma instituição no dia a dia para promover mudanças mais rapidamente caso o programa não esteja fluindo da forma esperada. Esse processo de monitoramento deve fornecer informações que nos permita fazer alterações importantes ao longo do percurso.

Dessa maneira, contribuiremos não apenas para o individual, mas muito mais para o coletivo, ao desenvolver uma sociedade mais fluente e preparada para lidar com a demanda profissional do mundo globalizado.

Texto: Alberto Costa / Fonte: Direcional Escolas

ORGANIZAÇÕES SOCIAIS RECEBEM PRÊMIO GERAÇÃO DE PROGRESSO

ORGANIZAÇÕES SOCIAIS RECEBEM PRÊMIO GERAÇÃO DE PROGRESSO

Nos últimos três meses, a Citi Foundation e o Grupo +Unidos, por meio do Prêmio Geração de Progresso, tiveram a oportunidade de conhecer pessoas, instituições e programas de forte impacto e excelência. O programa visou reconhecer e incentivar organizações sociais sem fins lucrativos do estado de São Paulo que possuam um trabalho voltado à promoção do desenvolvimento profissional com foco na preparação de jovens (de 14 a 34 anos) para o mercado de trabalho.

Na última quarta-feira, 27 de novembro, aconteceu a Cerimônia de Premiação do Geração de Progresso, no qual foram anunciadas as 2 organizações vencedoras. Foi um dia de celebração e conclusão da extensa fase de seleção, que avaliou o total de 70 organizações em relação à qualidade e relevância dos projetos, práticas de gestão e governança, sustentabilidade financeira, entre outros critérios.

A partir dessa análise inicial, foram selecionadas cinco entre as setenta organizações. A segunda etapa incluiu visita técnica às sedes e um diagnóstico organizacional de cada uma. Já na etapa final, as cinco finalistas participaram de um pitch, no qual apresentaram a uma banca de especialistas as razões pelas quais deveriam ser premiadas.

As organizações vencedoras da primeira edição do Prêmio Geração de Progresso foram o Instituto Reciclar e a Liga Solidária e receberam, cada uma, um aporte de R$ 75 mil e um programa de aceleração do Instituto Phomenta, que tem como objetivo identificar possibilidades e potencializar seus trabalhos. “O reconhecimento trazido com a premiação chega para corar o empenho diário da equipe”, comentou Carlos Henrique Lima, diretor executivo do Reciclar.

Agora inicia uma nova fase de aceleração e investimentos, na qual o estabelecimento de objetivos e a definição de estratégias servirá, entre outros benefícios, para amplificar o impacto positivo em jovens do estado de São Paulo.

Acesse este link para acessar mais imagens da premiação!

#PrêmioGeraçãodeProgresso #EuGeroProgresso #NósGeramosProgresso

EXECUTIVOS SE REÚNEM PARA DEBATER O IMPACTO DO ENGAJAMENTO SOCIAL NO MUNDO CORPORATIVO

EXECUTIVOS SE REÚNEM PARA DEBATER O IMPACTO DO ENGAJAMENTO SOCIAL NO MUNDO CORPORATIVO

É uma prática bastante frequente do setor corporativo investir no aperfeiçoamento e desenvolvimento de seus colaboradores. Na maioria das oportunidades, este investimento tem conotação técnica e profissional. No entanto, se faz cada vez mais necessário apoiar a formação humana.

“Quando uma corporação promove ações de voluntariado, campanhas de arrecadação, e outras iniciativas correlatas, ela expande a visão de mundo dos seus colaboradores e os capacita com competências requeridas no mercado. Estes, por sua vez, se tornam cidadãos mais conscientes e responsáveis, promovendo um ambiente de trabalho ainda mais qualificado e civilizado”, afirma Augusto Corrêa, diretor executivo do Grupo +Unidos.

Conscientes da importância desse tema, na última segunda-feira realizamos nas dependências do Hotel Hilton Morumbi mais um Encontro de Executivos, desta vez focado em discutir o impacto da responsabilidade social corporativa na atração, motivação e retenção de colaboradores. 

Para aprofundar essa discussão, realizamos um painel que contou com as participações de Soraia Franco (Cummins), Débora Galvão (Instituto Cyrela), Josefina Bettinelli (Natura) e Thiago Fernandes (Bank of America), que enriqueceram o nosso evento, dividindo suas experiências com os convidados.

Das empresas inscritas no evento, 81% afirma possui alguma ação de engajamento social e 86% dos executivos considera que essas políticas são uma ferramenta para motivação de colaboradores, números que evidenciam a relevância desta agenda. Contamos com a presença de 30 executivos de grandes organizações, como Dell, Cyrela, ExxonMobil, Alcoa, Todos Pela Educação entre outras.

Uma das competências do Grupo +Unidos é incentivar e fortalecer o compartilhamento de boas práticas de gestão com a nossa comunidade. Temos a certeza de que #unidossomosmaisfortes.

Propomos um nova forma de pensar responsabilidade social corporativa e trabalhamos de maneira colaborativa para qualificar o investimento social privado. A sua empresa pode fazer parte dessa rede de parceiros aberta e eficiente.

Participe do Grupo +Unidos!

Para mais informações: contato@maisunidos.org