AUMENTA A PARTICIPAÇÃO FEMININA NAS EMPRESAS FAMILIARES, APONTA PESQUISA DA KPMG

AUMENTA A PARTICIPAÇÃO FEMININA NAS EMPRESAS FAMILIARES, APONTA PESQUISA DA KPMG

A participação feminina nas empresas familiares teve um aumento, passando de 21% em 2017 para 31% em 2018, de acordo com a última edição da pesquisa “Retratos de família” realizada pela KPMG. Em 28% das empresas, elas ocupam um cargo em número reduzido, uma queda em relação ao ano anterior (34%). O estudo contou com a participação de 217 empresas familiares de 19 estados de todas as regiões do país.

Os dados do levantamento mostraram que um número significativo de mulheres ainda não ocupa uma posição de destaque, mas que houve uma queda nesse índice: 45% em 2018 e 41% em 2017.

“Os dados indicam que a participação das mulheres nos cargos de liderança nas empresas familiares em todos os níveis tem aumentado nos últimos anos, mesmo que lentamente. Mas, o fato de eles ocuparem um lugar de liderança ainda é um desafio”, analisa o sócio da KPMG e responsável pela pesquisa, Sebastian Soares.

Para ter acesso à pesquisa, basta acessar este link.

Sobre a KPMG

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory. Estamos presentes em 154 países e territórios, com 200.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são aproximadamente 4.000 profissionais, distribuídos em 22 cidades localizadas em 13 Estados e Distrito Federal.

Orientada pelo seu propósito de empoderar a mudança, a KPMG tornou-se uma empresa referência no segmento em que atua. Compartilhamos valor e inspiramos confiança no mercado de capitais e nas comunidades há mais de 100 anos, transformando pessoas e empresas e gerando impactos positivos que contribuem para a realização de mudanças sustentáveis em nossos clientes, governos e sociedade civil.

Fonte: segs.com.br/

TRANSFORMANDO LIXO EM CURRÍCULO: CONHEÇA A BRASILEIRA INDICADA AO “NOBEL DA EDUCAÇÃO”

TRANSFORMANDO LIXO EM CURRÍCULO: CONHEÇA A BRASILEIRA INDICADA AO “NOBEL DA EDUCAÇÃO”

Às costas da Favela do Alba, no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo (SP), está a Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Ary Parreiras. Como quase todas as escolas da periferia paulistana, está cercada por grades e portões altos. Por uma entrada lateral, a porta se abre.

– Vocês vieram ver a professora?

Com tantas docentes na unidade, a pergunta poderia soar vaga ou redundante. Porém, desde que Débora Garofalo foi indicada ao Global Teacher Prize, considerado o “Nobel da Educação”, como uma das dez melhores professoras do mundo, ela tem sido procurada com frequência por alunos, pais, moradores da comunidade e curiosos.

O prêmio, vencido por Peter Tabichi, professor de ciências sociais da zona rural do Quênia, trouxe visibilidade para Garofalo, mas também para os estudantes. “As crianças estão se sentindo orgulhosas de terem chego tão longe, diante de uma realidade tão difícil. A gente não fica igual quando entra numa premiação desse tipo. Saímos muito diferentes. Isso me fortalece a querer lutar e transformar a educação desse país”, afirma a professora.

Trajetória

Ainda criança, Garofalo ganhou uma lousa de presente de sua mãe. Começou ali o desejo de ser professora. “Eu adorava ensinar os meus colegas da minha rua e da sala de aula também”, lembra. A docente foi indicada após os organizadores do prêmio conhecerem o projeto “Robótica com sucata”, desenvolvido na EMEF Ary Parreiras.

“O projeto ‘robótica com sucata’ nasceu da necessidade de transformar a vida dessas crianças da periferia de São Paulo. Quando eu vim pra essa comunidade, encontrei tudo diferente do que havia visto nos meus quatorze anos de docência. Crianças que não têm ainda o saneamento básico, residem na beira do córrego, com casa muito simples, casa de madeira, mas com violência e tráfico de drogas muito presente na vida delas”, explica Garofalo.

O projeto desenvolvido pela professora consiste em tirar das ruas da comunidade lixo reciclável e adaptá-lo para a robótica. “Decidi transformar o lixo em currículo”, conta Garofalo, que antes da implementação do programa teve que convencer os alunos: ansiosos por terem contato com os computadores, eles não queriam sair da escola.

“Eles [estudantes] começaram a ir às ruas para recolher lixo e construíram o primeiro protótipo, que foi um carrinho movido a balão de ar e virou uma febre na escola. No dia seguinte, muitas crianças levaram materiais recicláveis querendo reproduzir o protótipo”, comemora Garofalo. Desde então, os estudantes construíram helicópteros, máquinas de refrigerantes e carros de corrida em miniatura.

Após três anos desde o início do projeto, a professora afirma ter tirado, com os alunos, uma tonelada de lixo reciclável das ruas da comunidade. Com o sucesso de “Robótica com sucata”, a docente conseguiu verba para organizar feiras de ciência e também garantiu audiência de pais e estudantes em aulas públicas, que são realizadas dentro da unidade.

Arma na mão de professor?

No dia 13 de março deste ano, dois alunos cometeram um atentado a tiros na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. O episódio fomentou o debate sobre violência nas unidades de ensino. Para Garofalo, é preciso compreender as origens do problema.

“Os meus alunos praticam a violência pelo próprio meio. A primeira ação que eu fiz com os alunos aqui na escola foi pedir para fazer uma pesquisa sobre a comunidade, e eu confesso que eu me arrependi muito, porque eu não soube lidar com o resultado que eles encontraram na internet sobre o próprio bairro”, conta. “Eles viam muita gente morta, e eu comecei naquele desespero pedir para fechar a pesquisa, e vi que era natural. O jeito que eles viam a morte é algo que me chocou muito”, analisa.

O senador Major Olimpio (PSL-SP) sugeriu, após a chacina na escola em Suzano, que professores fossem armados para revidar possíveis ataques de alunos. Garofalo rechaça a proposta do parlamentar. “Nunca. A minha maior arma é o conhecimento que eu posso aprender com os alunos e também transmitir a eles. Eu não acredito numa educação que precise de força para ser imposta. Acredito numa educação que precisa ser fomentada e compartilhada”, finaliza.

Fonte: www.brasildefato.com.br/

CORTE NAS UNIVERSIDADES É MEDIDA EQUIVOCADA, DIZ PRESIDENTE DO TODOS PELA EDUCAÇÃO

CORTE NAS UNIVERSIDADES É MEDIDA EQUIVOCADA, DIZ PRESIDENTE DO TODOS PELA EDUCAÇÃO

Na última terça-feira (30), o ministro da educação Abraham Weintraub anunciou o corte de 30% do orçamento das universidades federais. Depois, justificou que o país precisa investir mais na Educação Básica, e menos no Ensino Superior. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade na manhã desta quinta-feira (2), a presidente-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz afirmou que o Brasil tem um descaso histórico com a Educação básica e que por muito tempo o Ensino Superior foi privilegiado, mas disse que o corte de 30% nas universidades é uma medica equivocada. 

— Na lógica da gestão pública a gente não pode ser irresponsável, jogar com as palavras uma fala populista e dizer “olha a gente não prioriza a Educação Básica, então agora a gente precisa fazer uma transferência de recursos do Ensino Superior para Educação Básica”. Não é simplesmente reduzir custos, o que a gente precisa é melhorar a locação desses recursos, tanto no Ensino Superior, quanto na Educação Básica, então seria muito mais difícil, mas muito mais responsável e muito mais eficaz ter uma política de melhoria da gestão das universidades federais.

Priscila ressaltou ainda que no Brasil, apenas 20% dos jovens vão para o Ensino Superior e defendeu que é preciso uma política para a juventude, pois, segundo ela, a universidade é a grande oportunidade de romper o ciclo de pobreza de uma parcela enorme da juventude brasileira. Questionada pelo apresentado Daniel Scola sobres os riscos do corte, ela afirma que é enorme:

— É uma percentagem pequena dos jovens que conseguem ir para o Ensino Superior, a gente tem uma desalento muito grande no Ensino Médio. É impressionante que, mesmo no Enem, o aluno se inscreve, mas não vai fazer a prova porque ele não acredita que vai conseguir entrar na universidade.

Para a presidente-executiva do Todos pela Educação, mais do que fazer o corte, o MECprecisa fazer um cruzamento entre matriz econômica das regiões e a oferta dos cursos de Ensino Superior. 

— A gente precisa ser realista. O mercado de trabalho é uma parte importante dessa equação, a gente não pode virar as costas, o que não significa acabar com os cursos de Filosofia e Sociologia, não tem nada a ver com isso, mas tem a ver com fazer uma oferta mais adequada para aqueles jovens que vivem naquela região. 

Ainda sobre o mercado de trabalho, Priscila afirma que o Brasil precisa ter um Ensino Superior forte para enfrentar o “processo tecnológico de digitalização de inteligência artificial”:

— Vai vir daqui poucos anos uma onda enorme que vai acabar com grande parte dos empregos e, se o Brasil não se preparar para isso, a gente vai ficar entre os últimos lugares do mundo em desenvolvimento social e econômico. Então não adianta dizer que tem que fazer um corte simplesmente, o que a gente precisa é melhorar toda essa matriz de Ensino Superior no Brasil.

A presidente do Todos pela Educação diz que o governo precisa definir padrões de qualidade e construir isso em conjunto com estados e municípios, além de ter políticas de apoio pra induzir os caminhos que se tem evidência de que devem ser seguidos hoje no Brasil:

— Por exemplo, o recurso do governo federal pro Ensino Médio tinha que ser direcionado pra ampliação da oferta do Ensino Médio em tempo integral, a gente sabe que os jovens precisam estar em uma escola de Ensino Médio em tempo integral.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

GRUPO +UNIDOS PARTICIPA DE ENCONTRO COM ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE GEORGETOWN

GRUPO +UNIDOS PARTICIPA DE ENCONTRO COM ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE GEORGETOWN

O impacto social é uma preocupação global e, dadas as diferentes abordagens existentes ao redor do mundo, são várias as maneiras pelas quais os líderes de comunicação lidam com essa temática. Com o intuito de aprofundar como essa discussão acontece nos mercados emergentes, o programa de Mestrado Executivo em Comunicações Estratégicas Globais da Universidade de Georgetown, coordenado pelo professor Robert Haynie, trouxe 14 alunos para participarem de uma residência em São Paulo entre os meses de abril e maio de 2019.

Na última terça-feira, 30 de abril, o Grupo +Unidos apresentou aos alunos de Georgetown o trabalho que está sendo desenvolvido nos últimos anos com o intuito de facilitar o acesso da juventude brasileira ao mercado de trabalho a partir do seu desenvolvimento profissional.

Ao lado de Marcos Hirata (responsável do Consulado Geral dos EUA em São Paulo pelos programas e projetos nas áreas de Educação e Intercâmbio) e Diogo Bezerra (empreendedor social e fundador da organização PLT4way), o diretor executivo do Grupo +Unidos, Augusto Corrêa, tratou de temas relacionados à Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e estimulou um debate entre os participantes, que, por meio de perguntas e respostas, puderam compreender os aspectos fundamentais do investimento social privado (ISP) no Brasil.

Segundo os dados do último Censo GIFE, a educação tem sido desde 2001 a principal área de atuação do setor privado, ainda que de forma pouco colaborativa e estratégica. Na sua fala, Marcos Hirata apontou alguns desafios a respeito dessa agenda: “são inúmeras as lacunas presentes no nosso ensino público básico. Por outro lado, quando falamos de ensino superior, temos as melhores universidades do país. Existe essa discrepância na educação brasileira e a nossa missão é ajudar a mudar esse cenário”, apontou.

A partir desse diagnóstico, as três instituições presentes no encontro têm em comum o fato de concentrarem seus esforços em educação, principalmente no sentido de melhorar e democratizar o ensino da língua inglesa, cada qual a partir da sua expertise – seja a disposição para a investir nas iniciativas sociais, seja a detenção do conhecimento para colocá-las em prática.

Nessa lógica, o Grupo +Unidos é visto como um articulador por fazer a conexão entre os investidores e as organizações responsáveis por executar um projeto. “As organizações fazem o trabalho de base muito bem, mas não se comunicam da mesma forma que as grandes empresas. Então fazemos um bom trabalho como tradutor. Nós trazemos os números, os principais indicadores de desempenho em termos do que uma instituição do setor privado esperaria”, comentou Augusto.

Ainda, embasados no depoimento e na experiência de Diogo Bezerra, os participantes discutiram o tema do empreendedorismo social e dos desafios em torno dessa prática no Brasil. “Há alguns anos, não se sabia muito sobre negócios sociais ou suas definições. Eu, por exemplo, comecei o meu negócio essencialmente porque queria impactar as pessoas ao meu redor. Agora, essa cultura está sendo criada pela nossa sociedade e temos mais possibilidades de atuação, somos mais profissionais”, esclareceu Diogo.

O Grupo +Unidos agradece aos estudantes e coordenadores do curso oferecido pela Universidade de Georgetown pela possibilidade do encontro e da troca de experiências.

#unidossomosmaisfortes

COMO MELHORAR O ENSINO MÉDIO DO BRASIL E COMBATER A EVASÃO ESCOLAR?

COMO MELHORAR O ENSINO MÉDIO DO BRASIL E COMBATER A EVASÃO ESCOLAR?

Construção coletiva de uma proposta para as políticas públicas de ensino médio. Esse é o nome de uma iniciativa que está percorrendo o País em busca de práticas inovadoras para um currículo que possibilite aos jovens diversas trajetórias e percursos formativos. A ideia é reunir em um documento as propostas para serem apresentadas a agentes públicos.

O grupo é formado por representantes da Faculdade de Educação (FE) da USP, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e pela Ashoka, ONG de empreendedorismo social criada na Índia em 1980 e presente no Brasil desde 1986. Eles contam com patrocínio do Instituto Unibanco, da Fundação Santillana e com o apoio do Instituto Alana e da Associação Cidade Escola Aprendiz. A coordenação é de Elie Ghanem, professor da FE.

“Consideramos necessário aproveitar as formulações já existentes em diferentes organizações do País, mostrando um caminho democrático de elaboração de políticas públicas para o ensino médio”, declara Ghanem. Ele considera natural a liderança da FE na iniciativa já que a unidade integra uma universidade pública e acumula muitas pesquisas científicas sobre educação.

A iniciativa para a motivação do grupo vem de números preocupantes apresentados por eles: 40% da população brasileira entre 25 e 34 anos não possui o ensino médio completo e os que conseguiram completá-lo apresentam uma renda mensal per capita de R$ 1.425, ante R$ 645 daqueles que não concluíram.

“Se o Brasil mantiver o atual ritmo de evasão escolar, o País pode levar até 200 anos – o equivalente a 15 gerações – para atingir a universalização do atendimento escolar a jovens de 15 a 17 anos, meta do Plano Nacional de Educação prevista para 2016. Por isso, é fundamental implementar medidas para combater esse problema”, diz manifesto no site do grupo.

Outro impulso foi a reforma do ensino médio aprovada em 2017 pelo governo federal e as próprias discussões da Base Nacional Comum Curricular. Ghanem fala que o debate sobre políticas para o ensino médio praticamente não ocorreu.“A reforma foi muito abrupta, sem a devida discussão e sem considerar as diferentes realidades dos municípios brasileiros.”

Para o professor, uma reforma do ensino médio precisa estar relacionada com o ensino fundamental, o médio, o superior e com o mercado de trabalho. “A nossa educação escolar é homogênea. Ela não toca naquilo que são as incertezas, preferências e desejos de cada pessoa. A escola fica como algo universal e não chega a ser um lugar que acolhe a subjetividade e as características da origem social das pessoas que a frequentam”, ressalta.

Mas como chegar a uma proposta?

Desde o ano passado, o grupo está realizando séries de encontros por região do País, com participação presencial e virtual, para apresentação de propostas de políticas para o ensino médio e busca de convergências.

A primeira região a ter seminários foi a Sudeste, com o primeiro encontro ocorrido em outubro, seguido de outro em fevereiro e março. Em maio, haverá mais um no dia 4 e o último será em 15 de junho. O primeiro encontro fora do Sudeste será na região Norte, em Palmas, no Tocantins, dia 30 de abril. O primeiro seminário da região Sul ocorre nos dias 17 e 18 de junho no Instituto Federal do Paraná (IFPR), no campus da cidade de Jacarezinho.

“Paralelamente, estamos incentivando outras unidades universitárias coirmãs, de faculdades de educação nos outros Estados, para que estejam em sintonia conosco nas outras quatro regiões, com seus respectivos seminários”, explica Ghanem. As propostas já apresentadas e as futuras podem ser encontradas no site da iniciativa.

Elas são baseadas em três pilares: inclusão, democracia e contemporaneidade. É uma base para que haja o diálogo com as autoridades públicas. A meta é produzir, entre o poder público e a sociedade civil, peças para políticas educacionais para o ensino médio.

“Isso contraria o que é costumeiro: que políticas quaisquer, sejam econômicas ou sociais, não sejam definidas assim, com esse diálogo. Elas são definidas por pequenos ciclos de governança que contratam pequenos ciclos de especialistas, supostamente em benefício da grande parte do povo”, afirma o professor da FE.

Para ele, uma política educacional deve responder às necessidades da população. E precisa ser, ao mesmo tempo, uma política habitacional, de transporte, ambiental, cultural, esportiva, uma política de emprego. “E isso não faz parte da nossa tradição.”

Os principais interessados na discussão não ficam de fora. Ghanem diz que está se empenhando para que a participação dos estudantes aumente e se possa contar com as opiniões deles também.

“É comum ouvirmos até mesmo docentes falarem que, se desejam que se dê uma educação tão boa para quem está na periferia quanto para quem não está, isso seria ilusório e pouco. Porque a educação será boa se a prática escolar estiver conjugada ao esforço para que não haja pessoas em vulnerabilidade social. Não se trata apenas de dar escola de certo padrão para essa população. Trata-se de dar escola em padrões que se conjugam no esforço para que não haja gente vivendo em favela”, considera Ghanem.

Mais informações: https://www.politicasensinomedio.org/

Fonte: https://jornal.usp.br/