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MERCADO LIVRE, EMPRESA MAIS VALIOSA DA AMÉRICA LATINA, SE ASSOCIA AO +UNIDOS



Como parte do seu compromisso com a educação e a empregabilidade de jovens nas comunidades em que opera, o Mercado Livre se uniu ao Grupo +Unidos, fundo de investimento social colaborativo, potencializando, assim, seu impacto social no Brasil. A empresa já possuía uma estratégia de investimento focada em educação, tecnologia e empregabilidade de jovens, o que demonstra uma sinergia de agenda fundamental com a organização.

Além do marketplace, a empresa conta com outras unidades, como o Mercado Pago. Assim, além de facilitarem vendas online, viabilizam também a doação digital, garantindo possibilidades de ações com impacto social em diferentes frentes. Para celebrarmos a entrada do Mercado Livre no Grupo, entrevistamos Laura Motta, Gerente de Sustentabilidade da companhia, que abordou temas como a Responsabilidade Social Corporativa e a importância do engajamento das empresas diante da pandemia da COVID-19.

Confira na íntegra a entrevista realizada com Laura Motta, realizada por Júlia Pimenta, Gerente de Comunicação do Grupo +Unidos:

1. Quais os motivos pelos quais o Mercado Livre se associou ao Grupo +Unidos?

Dentro da estratégia de sustentabilidade do Mercado Livre, temos como um das frentes contribuir com as comunidades atuamos por meio da educação e da tecnologia. Hoje, então, esse é um pilar da estratégia de investimento da companhia e essa associação vem muito na linha de potencializar esse impacto social nesses temas e, também, em empregabilidade de jovens. Então, há uma conexão de agenda muito forte com a estratégia que já estamos tocando na América Latina como um todo. Como uma informação adicional, hoje, na Argentina, já temos mais programas ligados ao tema e, como no Brasil ainda temos poucos, o vínculo com o +Unidos é uma oportunidade de fortalecermos o início dessa atuação no país.

2. Quais são as expectativas do Mercado Livre em relação à associação, ou seja, o que a empresa gostaria que a nossa parceria a proporcionasse?

Primeiro, temos uma expectativa de muita troca, mas também de conseguir somar esforços e, possivelmente, investimentos na construção de uma agenda compartilhada de educação e tecnologia. Há a expectativa de entender caminhos compartilhados para potencializar impacto e evitar, inclusive, esforços e investimentos dispersos. Nós vemos, por exemplo, que muitas companhias hoje investem em educação, mas com estratégias, às vezes, muito próprias. Nós procuramos buscar sinergia e soma de esforços, acho que essa é a nossa expectativa. Resumidamente, são três coisas muito importantes: além de potencializar o impacto social, ganhar escala e também ganhar perenidade. O fato do +Unidos possibilitar, por exemplo, articulações com o poder público, aumenta as chances de termos mais sustentabilidade das iniciativas no longo prazo.

3. Como foi a atuação do Mercado Livre durante a pandemia da COVID-19?

Começamos pelas iniciativas dentro de casa, desde os funcionários estarem trabalhando de casa em todo esse período, até tudo que foi feito para garantir que os produtos chegassem nas casas das pessoas de maneira segura. Mas, para além da operação, o Mercado Livre bonificou, durante dois meses, as taxas do Mercado Pago para 800 OSCs na América Latina para fomentar a arrecadação de recursos; mobilizou doações por meio do Mercado Pago para a Cruz Vermelha e para a organização Banco de Alimentos, nas linhas da prevenção e da segurança alimentar; lançou um programa chamado “Redes para o Futuro”, que é um programa de formação de jovens em torno do nosso centro de distribuição na Bahia; e adaptamos todo esse programa para o formato online. Então, hoje, estamos capacitando 120 jovens para temas de empregabilidade e desenvolvimento.

Além disso, estamos capacitando tanto organizações sociais quando empreendedores sustentáveis em temas inclusão digital. Para apoiar esses públicos, lançamos um curso junto com o Atados de mobilização digital para organizações sociais, pensando em conhecer doadores, saber gerir dados e, principalmente, ter estratégias digitais de mobilização de recursos. E, dentro dos nossos programas, temos falando muito na questão da venda online com empreendedores. Nesse sentido, nos associamos também à Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e estamos mentorando 12 empreendedores da Amazônia em relação à venda online. Dentro do programa “Empreender com impacto”, de formação de empreendedores, estamos dando muito foco na questão da comercialização online, entendendo que esses programas são chances de apoiar a inclusão digital apoiada pela pandemia, ganhando um sentido de urgência neste contexto.

3. Qual a sua visão em relação aos temas da Responsabilidade Social Corporativa e, do seu ponto de vista, qual a importância dessa prática neste momento de crise decorrente da pandemia?

A sustentabilidade de qualquer empresa e de qualquer negócio, no longo prazo, passa pela sua responsabilidade socioambiental e pela maneira como se relaciona com stakeholders da sua cadeia de valor. Muito além da questão social, existe uma questão que é a sustentabilidade da companhia. Hoje, eu não vejo empresas não olhando pra esse tema. Faz parte da construção de sua visão de longo prazo. A pandemia vem para escancarar algumas mazelas sociais como a desigualdade, mas também reforça o papel público das empresas, na medida em que fica muito clara a interdependência dos atores e dos temas. O tema da saúde, por exemplo, diz respeito a todo mundo e toca a todos nós. Portanto, o sucesso no enfrentamento da pandemia depende da contribuição de todos os atores.

4. Com o Mercado Livre sendo avaliado como a maior empresa da América Latina, você acredita que há alguma mudança em relação ao que as pessoas esperam como práticas de RSC da empresa?

Claro que ser a empresa mais valiosa da América Latina reforça a responsabilidade da companhia e a importância de ter uma estratégia de sustentabilidade cada vez mais sólida. Mas, também, penso que é uma circunstância, na medida em que a gente vem tendo investimentos socioambientais que vêm crescendo ano a ano. A nossa expectativa é, sim, seguir crescendo esse planejamento de forma sustentada e inovadora, para além da circunstância. Aumentamos, com isso, a possibilidade de gerarmos impacto social e sermos referência, inclusive. Na América Latina como um todo, temos a expectativa de crescer nos temas em que já estamos atuando: empreendedorismo de impacto; educação e tecnologia; e, do ponto de vista ambiental, investirmos tanto em energias renováveis, quanto em mobilidade elétrica.

Para nós é uma grande honra poder contar com o Mercado Livre dentro do nosso grupo de empresas associadas! Caminhamos lado a lado no nosso propósito central de fazer a diferença e impactar positivamente a trajetória de tantos jovens brasileiros. Agradecemos muitíssimo pela parceira e seguimos com a convicção de que UnidosSomosMaisFortes.

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