Metodologia

As escolas participantes desenvolvem ao todo 12 oficinas, em que são tratados temas como introdução ao pensamento computacional, Arduino, elétrica e eletrônica básica e robótica. Na sequência, os estudantes também têm a chance de participar de uma competição que irá premiar os projetos de robótica desenvolvidos durante os encontros e atividades do RoboLab. Para contextualizar a abordagem do Design Thinking, é utilizada a metodologia Problem-Based Learning (Aprendizagem Baseada em Problemas). Trata-se de uma metodologia consoante com as necessidades de desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI, como formação de cidadãos conscientes, comprometidos, compassivos, competentes e críticos.

Lidar com situações desafiadoras e desconhecidas, pressão por prazo, lidar com erros e falhas, são algumas das lições subliminares inerentes à aprendizagem baseada em problemas. Por meio da busca pela solução de problemas contextualizados, o aluno elabora hipóteses, desenvolve habilidades de pesquisa e levantamento de dados, trabalho em equipe, tolerância, negociação, escuta ativa, comunicação oral e escrita, criatividade, desenvolvimento de soluções viáveis, eficientes e eficazes. Cada encontro começa com a introdução de um novo tema, conceitos e ferramentas, seguidos pela apresentação de um problema.

A partir desse conjunto, os alunos se reúnem em grupos e iniciam a investigação, de forma a contribuir para conferir mais relevância e aplicabilidade aos conceitos abordados. Em seguida, escolhe os materiais a utilizar, elabora e distribui atividades, funções e prazos para execução de cada tarefa, para que cheguem ao final do encontro com os objetivos atingidos. O projeto de levar atividades de letramento digital para as escolas, conforme avalia Liliane Costa, diretora do Centro de Estudo de Tecnologias da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, está alinhado com as dez competências gerais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

“Está bem articulado para pensar como a tecnologia entra no dia a dia da escola sem ser um conteúdo a parte. O professor consegue trabalhar o que ele precisa desenvolver ao longo dos dias letivos, articulando isso com a programação. Ele pode pensar em uma solução para um problema da escola”, exemplifica.

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